13 de fevereiro de 2014

Oxumaré, filho de Nanã e Orixalá, recebeu de Olorun uma missão muito especial e importante para dar continuidade ao processo de criação e renovação da natureza. Sua tarefa consistia em carregar, dentro de suas cabaças, toda água da terra de volta para o céu. Era uma tarefa árdua e interminável, pois, nem bem ele enchia as nuvens, a água já começava a escorrer, molhando tudo novamente. Ele não tinha tempo a perder, mas, numa dessas viagens, parou para olhar a terra e viu um imenso lugar, onde tudo era extraído da lama. Estava faltando alguma coisa para dar mais alegria ao lugar. O próprio Oxumaré já tinha colocado em movimento todos os seres criados, como Olorun havia ordenado, mas ainda não bastava, tudo parecia muito igual e sem vibração. Ele resolveu, então, pedir a Olorun que o ajudasse a encontrar uma maneira de trazer mais felicidade para a terra, e Olorun concedeu a ele a realização desse desejo. Quando estava carregando água, sem querer, deixou cair algumas gotas pelo caminho. De repente, formou-se um arco colorido, de uma beleza incrível. Aquele arco mostrava as cores do universo, e, através dele e de suas infinitas combinações, Oxumaré poderia colorir toda a terra com diversos matizes, tornando-a mais alegre e vibrante. A partir de então, formou-se uma aliança entre Olorun e os seres criados, que sempre poderia ser vista quando as águas do céu encontrassem a luz do sol.

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