13 de fevereiro de 2014

Há muito tempo atrás uma em uma tribo viviam três irmãs: Iemanjá, Oxum e Iansã, que, embora pobres, eram felizes. Iemanjá era a mais velha, Iansã era a menor e teve os cuidados de Oxum, enquanto elas pescavam no rio. Muito grande foi o amor entre as irmãs. Um dia a tribo foi invadida por tropas inimigas. Oxum não podia ouvir os gritos de Iansã, nem ouvir o canto de Iemanjá, pois estava submersa no rio. Assim, o inimigo tomou Iansã em um cativeiro e pediaram o resgate de Iansã. Oxum lentamente começou a manter as moedas de cobre até que ela tivesse dinheiro suficiente para resgatar sua irmã. O chefe tribal, que estava loucamente apaixonado por Oxum e sabia da pobreza dela, dobrou o preço da redenção, enquanto as negociações eram feitas. Oxum se ajoelhou, chorou e implorou, mas o patrão pediu-lhe a virgindade em troca da liberdade da irmã. Pelo amor que tinha por Iansã, Oxum concordou. Quando Iansã voltou para casa, Iemanjá lhe contou o sacrifício que Oxum fizera, e sua irmã em reconhecimento de seu gesto generoso, passa a usar a cabeça e os braços adornados por peças de cobre. Enquanto Iansã estava em cativeiro, Olofin distribuiu bens entre as pessoas de sua tribo: o canto para Iemanjá, que se tornou senhora absoluta dos mares, para Oxum o rio, para Ogum metais e assim por diante. Mas não como Iansã não estava presente, acabou não ganhando nada. Oxum implorou para que seu pai não omitisse sua representação terrena. Olofin ficou pensativo, quando percebeu a justeza do pedido e notou que havia apenas um lugar sem dono: o cemitério. Iansã aceitou de bom grado, e assim tornou-se dona e senhora do cemitério.

Nenhum comentário:

Postar um comentário