24 de janeiro de 2014

Caridade

Umbanda
A caridade não se faz, se pratica. A cada novo dia, a cada hora da vida. Não se leva nada do mundo a não ser a lição aprendida, a sabedoria absorvida, as emoções guardadas e a caridade que se pratica. Nenhuma força maior da natureza rompe ou desfaz quem atua com a caridade, pois ela é reconhecida e contemplada, e nada e nem ninguém contraria ou desvirtua este comportamento sereno e firme. A caridade é a semente de proveito e de resultado, é a fonte da alma que ilumina o caminho. No entanto, não se comercializa, não é gerada à força e nem pela brutalidade. Aquele que vive com a culpa não conhece a caridade, mas sim a fútil e desagradável ação de fazer, pois deve e se cobra. Aquele que prefere bens materiais ou ter atos egoístas, não conhece a caridade, mas sim o bem de consumo, a palavra que negocia a alma em momentos breves e fugazes. Pare, pense e remonte seus ideais. A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Plante sementes de caridade, saiba dar uma palavra amiga ou simplesmente um tempo para ouvir, mantenha uma porta aberta para receber quem precisa, saiba acolher uma alma necessitada. Quando alguém lhe pedir “você tem um tempo para mim?”, pense e analise, mas não se afaste. Devemos nos lembrar sempre das palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas:

“A Umbanda tem progredido e vai progredir, é preciso haver sinceridade [...] É preciso ter muito cuidado, haver moral, para que a Umbanda progrida e seja uma Umbanda de humildade, amor e caridade. É esta a nossa bandeira.” 

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