29 de julho de 2013

Conta-se que Odé era irmão de Ogum e de Bará, todos os três filhos de Iemanjá. Bará era indisciplinado e insolente com sua mãe e por isso ela o mandou embora. Os outros dois filhos se conduziam melhor. Ogum trabalhava no campo e Odé caçava na floresta das vizinhanças, de modo que a casas estava sempre abastecida de produtos agrícolas e de caça. Iemanjá, no entanto, andava inquieta e resolveu consultar um babalaô. Este lhe aconselhou proibir que Odé saísse à caça, pois se arriscava a encontrar Ossanhe, aquele que detém o poder das plantas e que vivia nas profundezas da floresta. Odé ficaria exposto a um feitiço de Ossanha para obrigá-lo a permanecer em sua companhia. Iemanjá exigiu então, que Odé renunciasse a suas atividades de caçador. Este, porém, de personalidade independente, continuou sua incursões à floresta. Ele partia com outros caçadores, e como sempre faziam, uma vez chegados junto a uma grande árvore (ìrokò), separavam-se, prosseguindo isoladamente, e voltavam a encontrar-se no fim do dia e no mesmo lugar. Certa tarde, Odé não voltou para o reencontro, nem respondeu aos apelos dos caçadores. Ele havia encontrado Ossanhe e este lhe dera para beber uma poção onde foram maceradas certas folhas, como amúnimúyè, cujo nome significa "apossa-se de uma pessoa e de sua inteligência", o que provocou em Odé uma amnésia. Ele não sabia mais quem era nem onde morava. Ficou, então, vivendo na mata com Ossanhe, como predissera o babalaô. Ogum, inquieto com a ausência do irmão, partiu à sua procura, encontrando-o nas profundezas da floresta. Ele o trouxe, mas Iemanjá não quis receber o filho desobediente. Ogum revoltado pela intransigência materna recusou-se a continuar em casa. Odé voltou para a companhia de Ossanhe, e Iemanjá desesperada por ter perdido seus filhos, transformou-se num rio, chamado Ògùn (não confundir com Ogum Orixá).

Iyá Mi Oxorongá - As feiticeiras

Donas de um axé tão poderoso como o de qualquer Orixá, as Iyá Mi tiveram o seu culto difundido por sociedades secretas de mulheres e são as grandes homenageadas no famoso festival Gèlèdè na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, onde os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino. Os assentamentos das Iyá Mi ficam juntos as grandes árvores e geralmente são enterrados, mostrando a sua relação com os ancestrais, sendo também uma nítida representação do ventre. As Iyá Mi tornaram-se conhecidas como as senhoras dos pássaros e a sua fama de grandes feiticeiras associou-as à escuridão da noite; por isso também são chamadas Eleyé, e as corujas são os seus principais símbolos. Iyá Mi é a sacralização da figura materna, por isso o seu culto é envolvido por tantos tabus. O seu grande poder deve-se ao fato de guardar o segredo da criação. Tudo o que é redondo remete ao ventre e, por consequência, às Iyá Mi. As denominações de Iyá Mi expressam as suas características terríveis e mais perigosas e por essa razão os seus nomes nunca devem ser pronunciados, porém quando se disser um dos seus nomes, todos devem fazer reverencias especiais para aplacar a ira das Grandes Mães e, principalmente, para afugentar a morte. Quando devidamente cultuadas, manifestam-se apenas no seu aspecto benfazejo, não podendo, porém, serem esquecidas. Nesse caso, lançam todo o tipo de maldição e tornam-se senhoras da morte. Iyá Mi Oxorongá é a dona da barriga e não há quem resista aos seus ebós fatais, sobretudo quando ela executa o Ojiji, o feitiço mais terrível. Com Iyá Mi todo cuidado é pouco, ela exige o máximo respeito. A pena da coruja é utilizada em ritos das Iyá Mi, na finalidade de obter proteção contra os perversos espíritos da noite, ameaças e inveja. É este pássaro quem leva os feitiços até seus destinos. Ele é pássaro bonito e elegante, pousa suavemente nos tetos das casas, nos galhos das árvores, e é silencioso. Se as Iyá Mi dizem que é pra matar, eles matam, se elas dizem pra levarem os intestinos de alguém, levarão. Iyá Mi na forma de pássaro, a coruja rasgadeira, pousa nas árvores durante a noite, principalmente na jaqueira. Contam os antigos africanos que quando a coruja rasgadeira sobrevoa fazendo seu ruído característico ou aproxima-se de uma casa é porque alguém vai morrer. Conta a lenda que nos primórdios da criação, Olodumaré mandou vir ao aiyê três divindades: Ogum, deus do ferro, Obarixá senhor da criação dos homens e Odu, a única mulher entre eles. Todos eles tinham poderes, menos ela, que se queixou então a Olodumaré. Este lhe outorgou o poder do pássaro contido numa cabaça, e e ela se tornou então, através do poder emanado de Olodumarê, Ìyáwon, nossa mãe para eternidade, também chamada de Iyá Mi Oxorongá. Mas Olodumaré a preveniu de que deveria usar este grande poder com cautela, sob pena de ele mesmo repreendê-la. Porém ela abusou do poder do pássaro. Preocupado e humilhado, Obarixá foi até Orumilá fazer o jogo de Ifá, e ele o ensinou como conquistar, apaziguar e vencer Odu, através de sacrifícios, oferendas e astúcia. Obarixá e Odu foram viver juntos. Ele então lhe revelou seus segredos e, após algum tempo, ela lhe contou os seus, inclusive que adorava Egun, mostrando-lhe sua roupa, o qual não tinha corpo, rosto nem tampouco falava e juntos eles adoraram Egun. Aproveitando um dia que Odu saiu de casa, Obarixá modificou e vestiu a roupa de Egun que foi à cidade e falou com todas as pessoas. Quando Odu viu Egun andando e falando, percebeu que foi Obarixá quem tornou isto possível. Ela reverenciou e prestou homenagem a Egun e a Obarixá, conformando-se com a supremacia dos homens e aceitando para si a derrota. Ela mandou então seu poderoso pássaro pousar em Egun, e lhe outorgou o poder: tudo o que Egun disser acontecerá. Odu retirou-se para sempre do culto de Egungun. O conjunto homem-mulher dá vida a Egun, a ancestralidade, mas restringe seu culto aos homens, os quais, todavia, prestam homenagem às mulheres, castigadas por Olodumaré através dos abusos de Odu. 

Títulos das Iyá Mi

Agba: Mãe ancestral associada ao poder feminino
Ajé: Mãe administradora do poder sobrenatural. Este devido ao seu culto que é realizado na lua nova e utiliza de poderes sobrenaturais para combater a agressividade e o feitiço
Ako: Mãe que é o pássaro Ako. Título referente ao 3º dia da lua cheia e a seu culto na sociedade das Geledés. Título de quem assume o posto de primeira dama desta sociedade
Alaiye: Mãe proprietária de toda extensão terrestre
Apaki: Poderosa mãe que mata. Uma referência ao fato que ao decorrer da vida acontece a morte
Araiye: Mãe que controla todos os espíritos da terra, encarnados e desencarnados
Arajado: Mãe que olha para o céu. Uma referencia ao fato da terra estar coberta pelo céu
Asiwòró: Mãe canalizadora das energias nos ritos tradicionais
Ayala: Mãe esposa daquele que é o céu
Buruku: Poderosa mãe antiga. Uma referência ao planeta na sua antiguidade existencial
Egeleju: Mãe dos olhos delicados
Ekunlaiye: Mãe que inunda a terra com água
Eleje: Mãe proprietária do fluxo da vida o sangue
Elesenu: Mãe proprietária de todos os órgãos internos, vísceras
Eleye: Mãe proprietária dos pássaros
Ilunjó: Mãe que dança o ritmo da morte
Iya-Ori: Mãe das cabeças,uma alusão ao fato de está relacionada aos rituais de sacrifício animal sobre uma cabeça. Titulo que é também cultuada nos ritos de bori
Iyelala: Mãe senhora dos sonhos, relacionada a revelação de situações através de sonhos
Kekere: Mãe pequena do universo. Uma referência ao fato de Iyá Mi ser a administradora da vida na auxiliando Olodunmaré
Koko: Mãe anciã, uma referência à antiguidade do planeta
Logboje: Cabaça existencial no universo, uma referência ao planeta terra 
Malè: Poderosa mãe que não permite o mal chegar na noite, uma alusão as noites que sobrevoa na sua forma de pássaro nos lugares em que é invocada e reverenciada com louvores e saudações. Título este muito reverenciada nas rodas de Xangô e Egungun enquanto dançam em volta da fogueira ao ar livre, fato memorável ao poder sobrenatural que possibilita  Xangô como o grande Egungun ancestral voltar à terra possuindo seus Eleguns durante as festividades.
Naré: Poderosa como o próprio ventre
N'la: Grande Mãe, uma referência à grandeza do planeta terra e seu culto elementar
Oduwà: Mãe proprietária do recipiente da existência, o mundo
Oga Igi: Mãe que faz o alto das árvores de trono. Uma referência ao fato dos pássaros pousarem no cume das grandes árvores
Oloriyàmi: Mãe proprietária das águas, referência aos mares e a água do útero
Olotojú: Mãe que espia do alto ao fato dos pássaros pairarem no ar e observarem tudo de cima
Omolulu: Mãe rainha das formigas, ao fato de estar associada ao subsolo, título este em que é também cultuada no culto de Obaluaiê
Onilé: Mãe proprietária da terra, referente a reverência e aos rituais realizados dentro da terra. Outra referencia é o fato de ser o lugar mais próprio de se cultuar toda classe de espíritos, na qual ela é a grande apaziguadora desses espíritos ou forças rebeldes
Oru-Alé: Mãe da madrugada e da noite
Osupa: Mãe que controla as forças da lua
Oxorongá: Está sempre encolerizada e sempre pronta a desencadear sua ira contra os seres humanos. Está sempre irritada, seja ou não maltratada, esteja em companhia numerosa ou solitária, quer se fale bem ou mal dela, ou até mesmo que não se fale, deixando-a assim num esquecimento desprovido de glória. Tudo é pretexto para que Iyá Mi se sinta ofendida.
Petekun: Mãe que é povoada, uma referência a relação com Bará

Havia uma linda moça no palácio de Obatalá que estava pronta para casar.
Ogum, Ossanhe e Orumilá estavam interessados nela. Obatalá consentiu em dar sua mão em casamento ao admirador que provasse ser merecedor da mesma. A tarefa a ser cumprida era colher um tubérculo de inhame da fazenda divina sem quebrá-lo. Ogum foi o primeiro voluntário a realizar a tarefa. Ele foi à fazenda e desenraizou o tubérculo. Tão logo ele o puxou, quebrou-se, o que logicamente descartava a sua candidatura. Ossanhe foi o próximo a tentar sua sorte e também passou pela mesma experiência. Foi a vez de Orumilá ir até a fazenda, porém ele não se direcionou diretamente para lá. Ele decidiu descobrir porque aqueles que tentaram antes dele falharam e o que fazer para ser bem sucedido. Ele consultou o oráculo e durante a consulta foi informado do que acontecia: Obatalá tinha nomeado as anciãs da noite para zelar pela fazenda. Eram elas portanto, as responsáveis pelos inhames mágicos arrancados se quebrarem. Ele foi recomendado a fazer um banquete para elas com àkarà, ekó, todos os itens de coisas comestíveis e um grande coelho e deveria servir o banquete na fazenda à noite. Naquela noite todas as guardiãs da fazenda divina banquetearam-se com a comida e Orumilá teve um sonho no qual as feiticeiras enviaram alguém para lhe dizer para não ir a fazenda no dia seguinte. Ele deveria ir um dia depois. No dia seguinte elas fizeram a chuva cair pesadamente sobre o solo a fim de amolecê-lo.
Depois disto todas as feiticeiras fizeram um juramento solene de não encantar o inhame de Orumilá a quebrar. Ao terceiro dia Orumilá foi à fazenda e arrancou o inhame com sucesso e o entregou a Obatalá, que instantaneamente cedeu a moça para ele em casamento. Apenas Orumilá, que nunca se lança em algo sem pensar bem antes de agir, sabia que era apenas acalmando e conquistando a confiança das feiticeiras que ele poderia pegar o que ele queria. 
A feiticeira e a mortal vieram como irmãs no mundo ao mesmo tempo. A mortal teve dez filhos enquanto a feiticeira teve apenas um. Um dia a mortal estava indo ao único mercado disponível naquele tempo. Estava situado na fronteira entre o céu e a terra. Os habitantes do céu e da terra o usavam para comércio comum, de modo que a leiga indo ao mercado, pediu à feiticeira que cuidasse dos seus dez filhos durante sua ausência. A feiticeira tomou conta muito bem dos dez filhos da mortal e nada aconteceu a nenhum deles. Então foi a vez da feiticeira ir ao mercado. Seu nome então era Iyá Mi Oxoronga e pediu para sua irmã cuidar de seu único filho durante sua ausência. Enquanto ela estava fora, as dez crianças da mortal sentiram vontade de matar um passarinho para comerem. OgbOrí falou a suas crianças que se eles quisessem a carne de um passarinho, ela iria ao mato buscar um para comerem, mas que eles não deveriam tocar no único filho da feiticeira. Enquanto a mãe foi ao mato, suas dez crianças juntaram-se e mataram o único filho da feiticeira e assaram sua carne para comer. À medida que as dez crianças de OgbOrí assassinavam o filho da feiticeira, o poder sobrenatural deu a ela um sinal de que nada estava bem em casa. Ela rapidamente abandonou as compras no mercado e retornou para casa apenas para descobrir que seu filho tinha sido assassinado. Ela não conseguia compreender nada, porque sua irmã foi ao mercado e ela foi bem sucedida cuidando das dez crianças sem nenhum transtorno, mas quando foi sua vez de ir ao mercado, sua irmã negligenciou seu único filho. Ela chorou amargamente e decidiu abandonar a casa aonde viveu com sua irmã. Elas tinham um irmão com o qual elas vieram ao mundo ao mesmo tempo, mas que preferiu morar no meio da floresta, porque ele não desejava ser incomodado por ninguém. Quando Irókò ouviu a feiticeira chorando, ele a convenceu a revelar o que estava acontecendo, e ela lhe contou como os filhos de sua irmã OgbOrí assassinaram o seu único filho, sem sua mãe ser capaz de impedi-los. Irókò consolou-a e lhe garantiu que a partir daí ele se alimentariam dos filhos de OgbOrí. Foi a partir daí que, com o auxílio de Irókò, a feiticeira começou a picar as crianças de OgbOrí uma após a outra. Orumilá interferiu para impedir a feiticeira de destruir todas as crianças, apelando a Irókò e a feiticeira que parassem com os assassinatos dos filhos dos mortais. É deste modo que Orumilá introduziu o sacrifício Ètutu de oferendas às senhoras da noite, o qual envolvia um coelho, ovos, fartura de óleo e outros itens comestíveis. 
Nos primórdios da criação, Olodumaré mandou vir ao aiyê três divindades: Ogum, deus do ferro, Obarixá senhor da criação dos homens e Odu, a única mulher entre eles. Todos eles tinham poderes, menos ela, que se queixou então a Olodumaré. Este lhe outorgou o poder do pássaro contido numa cabaça, e e ela se tornou então, através do poder emanado de Olodumarê, Ìyáwon, nossa mãe para eternidade, também chamada de Iyá Mi Oxorongá. Mas Olodumaré a preveniu de que deveria usar este grande poder com cautela, sob pena de ele mesmo repreendê-la. Porém ela abusou do poder do pássaro. Preocupado e humilhado, Obarixá foi até Orumilá fazer o jogo de Ifá, e ele o ensinou como conquistar, apaziguar e vencer Odu, através de sacrifícios, oferendas e astúcia. Obarixá e Odu foram viver juntos. Ele então lhe revelou seus segredos e, após algum tempo, ela lhe contou os seus, inclusive que adorava Egun, mostrando-lhe sua roupa, o qual não tinha corpo, rosto nem tampouco falava e juntos eles adoraram Egun. Aproveitando um dia que Odu saiu de casa, Obarixá modificou e vestiu a roupa de Egun que foi à cidade e falou com todas as pessoas. Quando Odu viu Egun andando e falando, percebeu que foi Obarixá quem tornou isto possível. Ela reverenciou e prestou homenagem a Egun e a Obarixá, conformando-se com a supremacia dos homens e aceitando para si a derrota. Ela mandou então seu poderoso pássaro pousar em Egun, e lhe outorgou o poder: tudo o que Egun disser acontecerá. Odu retirou-se para sempre do culto de Egungun. O conjunto homem-mulher dá vida a Egun, a ancestralidade, mas restringe seu culto aos homens, os quais, todavia, prestam homenagem às mulheres, castigadas por Olodumaré através dos abusos de Odu. 
Xangô era um grande Rei, muito temido e respeitado. Gostava de exibir sua bela figura, pois era um homem muito vaidoso e adorava mostrar seus poderes de feiticeiro, sempre experimentando sua força. Em certa ocasião, Xangô estava no alto de uma montanha, testando seus poderes. Em altos brados, evocava os raios, desafiando essas forças poderosas. Sua voz era o próprio trovão, provocando um barulho ensurdecedor. Ninguém conseguia entender o que Xangô pretendia com essa atitude, ficando ali por muito tempo, impaciente por não obter resposta. De repente, o céu se iluminou e os raios começaram a aparecer. As pessoas ficaram impressionadas com a beleza daquele fenômeno, mas, ao mesmo tempo, estavam apavoradas, pois nunca tinham visto nada parecido. Xangô, orgulhoso de seu extremo poder, ficou extasiado com o acontecimento. Não parava de proferir palavras de ordem, querendo que o espetáculo continuasse. Foi, então, que, do alto de sua vaidade, viu a situação fugir ao seu controle. Tentou voltar atrás, implorando aos céus que os raios, que cortavam a Terra como poderosas lanças, desaparecessem. Mas era impossível - a natureza havia sido desafiada, desencadeando forças incontroláveis!
Xangô correu para sua aldeia, assustado com a destruição que provocara.
Quando chegou perto do palácio, viu o erro que cometera. A destruição era total e, para piorar a situação, todos os seus descendentes haviam morrido. Ao ver que o rei estava muito perturbado, seu próprio povo tentou consolá-lo com a promessa de reconstruir a cidade, fazendo tudo voltar ao que era antes. Xangô, sem dar ouvidos a ninguém, foi embora da cidade. Ele não suportou tanta dor e injustiça, retirando-se para um lugar afastado, para acabar com sua vida. O rei enforcou-se numa gameleira. Iansã, quando soube da morte de seu marido, chorou copiosamente, formando o rio Niger. Ela, que tinha conhecimento do reino dos eguns, foi até lá para trazer seu companheiro da morte, que veio envolto em panos brancos e com o rosto coberto por uma máscara de madeira, pois não podia ser
reconhecido por Ikú, o Senhor da Morte. Xangô ressurge dos mortos, tornando-se um ser encantado.