11 de fevereiro de 2013

Orixá Mallet

Orixá Mallet, foi um importante espírito que desceu em terra pela Umbanda em 1913, através de seu Zélio de Moraes, cinco anos após o Caboclo Sete Encruzilhadas ter se manifestado. Com o surgimento do espírito Orixá Mallet, rapidamente ele alcançou lugar destacado no panteão da Umbanda, passando trabalhar nos trabalhos de desmanche e magia, e sendo respeitado pelas outras entidades do Sr. Zélio, o Pai Antônio e o próprio Caboclo das Sete Encruzilhadas. Trabalhava com animais em seus trabalhos, mas os mantinha vivos. De um temperamento forte, tanto podia promover materializações de borboletas, proteger pombas, como atirar pedras em médiuns, e carregar por meio quilometro o Sr. Benjamim Figueiredo, que depois disso abriu a Tenda Mirim. Leal de Souza, em seu livro, relata que em uma reunião fechada, com cerca de 20 pessoas, o espírito Orixá Mallet começou a traçar pontos no chão, e levou a mão até eles, e dali se materializaram duas borboletas amarelas, em seguida tocou a mão do próprio Leal de Souza depositando ali a terceira borboleta, dizendo que ele veria a borboleta ao chegar em sua casa, e também em seu trabalho. E assim foi, chegando tarde da noite dos trabalhos mediúnicos, encontrou a borboleta amarela ao chegar em casa, e no dia seguinte, dentro do local onde trabalhava, seus colegas, surpresos, constataram que uma borboleta amarela pousava sobre sua cabeça.
Em outra ocasião, às margens do Rio Macacú, foi levado dois pombos brancos, que colocou-os o Orixá, como se os prendesse, sobre um ponto traçado na areia, onde eles quedaram quietos, e começou a operar com fluídos elétricos, para fazer chover. Em meio à tarefa disse: 
- Os pombos não resistem a este trabalho. Vamos passá-los para a outra margem do rio. Pegou-os, encostou-os as fontes do médium, e alçando-os depois, soltou-os. Os dois pássaros, num vôo alvacento, transpuseram a caudal, e fecharam as asas na mesma arvore, ficando lado a lado, no mesmo galho. Passada a chuva que provocara, disse:
- Vamos buscar os pombos.
Chegando a orla do rio, o Orixá com as mãos levantadas, bateu palmas, e os dois pombos recruzando as águas, voltaram ao ponto traçado na areia.
Sobre o episódio da pedra, João Severino Ramos, dirigente da Tenda São Jorge, mais uma das tendas fundadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, ao fazer sua primeira visita a Zélio em Cachoeiras de Macacu, se mostrava cético e incrédulo, pedindo provas para crer. O Orixá Malet (da vibração de Ogum) pegou uma pedra à beira do rio e acertou bem no meio da testa de Severino que caiu dentro das águas. A entidade proibiu os amigos de socorrê-lo e pediu que esperassem. Minutos depois Severino atravessou as margens do Rio Macacu já incorporado de Ogum Timbiri, com quem trabalharia na tenda citada.
Cláudio Zeus, explica em um estudo da época, os feitos do espírito Orixá Mallet, que considerava-se um Orixá, uma entidade de hierarquia superior e que representava, em missões especiais, de prazo variável, o alto chefe de sua linha. Zeus relata ainda que na linha de pensamento desta Umbanda Original, os Orixás eram espíritos humanos com certas peculiaridades em essência, e não elementos ou elementais da Natureza, e sequer ancestrais divinizados. A história não registra quando estes espíritos que tanto atuaram nos primórdios da Umbanda desceram em terra pela última vez. Sabe-se que o espírito Orixá Mallet era um espírito que exauria as forças do franzino corpo de seu médium. Falava pouco, quase somente por gestos, ou era Pai Antônio que trazia suas ordens e ensinamentos nos trabalhos de demanda e estabelecimento de disciplina. Foi a última entidade a se manifestar, e a primeira a parar, através do Sr. Zélio. Foi Orixá Mallet que trouxe do astral a simbologia dos pontos riscados na Umbanda como magia, e, posteriormente como identificação das entidades que se manifestavam, além dos ponteiros de aço para firmarem os pontos de magia que eram riscados através da pemba. Detentor dos conhecimentos das forças da natureza, e responsável por introduzir ao culto de Umbanda as oferendas para os Orixás, ele também utilizava destas comidas para desmanchar os trabalhos dos que buscavam ajuda na Tenda, além de alguns animais, sempre utilizados vivos em seus rituais, destruindo as energias maléficas dos que lhe procuravam. Orixá Mallet também era o responsável pela sessão de descarga da Tenda Nossa Senhora da Piedade, onde realizava a limpeza fluídica do espaço e de seus médiuns. Essas sessões ocorriam sempre na véspera da sessão do Caboclo das Sete Encruzilhadas onde vinha dar a sua doutrina. 
Sob a irradiação de Ogum, com a atuação e influência do espírito Orixá Mallet, também se manifestou o Sr Marabarô, Exu da coroa do Sr. Zélio, que era cuidado por dona Zilca , irmã do Sr. Zélio. Daí em diante a linha de trabalho dos Exus se efetivou de maneira discreta na Tendas, e aos poucos foram se manifestando mais entidades desta linha chamada de esquerda. Diferente do que muitos falam, na tenda fundada pelo Seu Zélio existe sim giras de Exus, mas estas são fechadas para o publico. 
M
Ma - De fato, realmente
Mãe Pequena - Título honorífico feminino que corresponde à segunda
pessoa na ordem hierárquica de uma casa de Santo
Malene - Perdão
Malu - Boi
Malú - Vaca
Marafo - Cachaça
Mariiwô - A folha da palmeira desfiada
Maza - Água
Megê - Sete
Mejeji - Duas vezes
Méjì - Dois
Mérin - Quatro
Mérìndílógún - Sistema de adivinhação baseado nos primeiros dezesseis
versos da divindade Ifá (Odù)
Meta - Três
Méwà - Dez
Mi - Engolir, respirar
Mí - Viver
Mi-amiami - Farofa oferecida para exu
Mímo - Sagrado, divino
Míràn - Outro
Mò - Conhecer
Mo - Eu
Modê - Cheguei
Moila - Vela
Mojú - Saber, conhecer
Mojubá - Apresentando meu humilde respeito
Móoru - Tempo quente
Mu - Beber
Mú - Pegar
Mukunã - Cabelo
Muló - Levar embora
Mun - Beber

N
Nà - Bater
Ná - Gastar
Nadabulê - Dormir
Najé - Prato feito com argila
Nba - Juntar-se
Nfe - amar
Ni - Dizer, ser, alguém, aquele, depende do contexto
Ní - Ter
Ni Àárò - De manhã
Níbi - No lugar
Nígbàtí - quando
Nikan - Sozinho
Níle - Em casa
Nínú - Dentro
Nipa - Sobre
Nipon - Grosso
Nítorí - Por que
Nítorípè - Porque
Nje - Bem
Njo - Dançar
Nko - Não
Nlá - Grande
Nlo - Indo
Nmu - Bebendo
Nrin - Caminhando
Nro - Pensando
Nu - Sumir
Nyín - Você
K
Kà - Ler, contar
Kàdárà - Destino
K'àgò - pedir permissão para entrar em uma casa
Kalè - Sentar
Kan - Azedo
Kaná - Estar em chamas
Kárò - Bom dia
Kárùn - Ficar doente
Kàwé - Ler
Ké - Cortar
Kedere - Clarear, esclarecer
Kéhìndé - O segundo gêmeo a nascer
Kekerê - Pequeno
Kelê - Colar do iniciado feito com miçangas e firmas, nas cores do Orixá
a que é dedicado para ser usada durante o resguardo
Kéré - Ser pequeno
Kíkún - Mortal
Kiniun - Leão
Kó - Aprender
Ko Dara - Ruim
Kò Tòpé - De nada
Kókóró - Chave
Kòla - noz de cola amarga sagrada para a maioria dos Orixás
Korin - Cantar
Kórira - Odiar
Koró - Fel, amargo
Kosi - Nada
Kòtò - Buraco
Ku - Morrer
Kunle - Ajoelhar no chão como um gesto de respeito, tanto para um local
sagrado como para uma pessoa mais velha
Kunrin - Cantar
Kuru - Longe
Kurumu - Redondo

L
Là - Abrir
Lá - Sonhar
Labalábá - Borboleta
Lábelè - Secretamente
Làí - làí - O começo (considerar tempo)
Láí - láí - Para sempre
Láikú - Imortal
Lailai - Para sempre
Lála - Sonhar
Lálé - De noite
Làlóju - Esclarecer, iluminar
Láná - Ontem
Laquidibá - Espécie de colar feito com raízes ou chifres de búfalo 
utilizado na Nigéria, ao redor do umbigo para proteger as crianças das 
doenças. No Brasil, é utilizado como guia consagrada a Omolu
Larin - Moderado
Laroiê - Saudação para Exu
Lê - Forte
Le - Mais
Lembadilê - Santo de casa
Létòl'tò - Segmentos de um ritual
Léwà - Bonito
Lile - Feroz, violento
Liló - Partir
Ló - Ir
Lódè - Do lado de fora
Lodê oni - No presente
Lodo - No rio
Lókan - Bravo
Lókun - Forte
Lóla - Amanhã
Lona - No caminho
Lóni - Hoje
Lósàn - De tarde
Lowo - Rico
Lu - Furar