30 de janeiro de 2013

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Pontos de Chamada

Tambor, tambor
Vai buscar quem mora longe tambor (Bis)
Eu vi Oxóssi na mata
Pai Xangô na pedreira
Ogum no Humaitá
Mamãe Oxum nas cachoeiras (Bis)

Vestimenta de Caboclo é samambaia, é samambaia, samambaia (Bis)
Saia Caboclo, não me atrapalha
Saia do meio da samambaia

Cai n’água eu vi (Bis)
Cai n’água minha gente que os Caboclos tão aí (Bis)
Arreia capangueiros, capangueiros de Jurema (Bis)
Olha o mato queimando Caboclo arriando
Caboclo arriando, olha o mato queimando

Eu quero ver agora eu quero ver quem é (Bis)
Se é o teimoso de Aruanda
Ou se é a Cabocla da guiné (Bis)

Da sua banda estão me chamando
Ogum Megê chegou
Da sua banda estão me chamando
Ogum Megê baixou

Bate, bate na cumbuca repelica no congal
Chama os caboclos e vamos trabalhar (Bis)

A estrela brilhou no céu
A terra estremeceu
Aonde estão os capangueiros da Jurema
Que até agora não apareceu (Bis)

Oxalá chamou (bis)
E já mandou buscar os caboclos da Jurema
Pro seu juremá
Pai Oxalá é o rei do mundo inteiro
Já deu ordens pra Jurema chamar seus capangueiros
Mandai, mandai minha cabocla Jurema
Os seus guerreiros
Essa é a ordem suprema

Tava na beira do rio
Sem poder atravessar
Chamei pelos caboclos
Caboclo Tupinambá (Bis)
Tupinambá chamei
Chamei tornei chamar
E ahhh (Bis)

Vento que vem
Oi que vem das matas
Olhas as matas quebrando
E os Caboclos chegando
Os caboclos desceram
Lá do alto da serra
E traziam no peito
Uma cobra coral (Bis)
Mas hoje é dia
De alegria
No terreiro de Umbanda
Saravá meus Caboclos de ronda

Quem manda na mata é Oxossi
Oxossi é caçador
Oxossi é caçador
Ouvi meu Pai assobiar
Ele mandou chamar
Ele é caboclo da Terra da Jurema
Apanha pemba, risca ponto
Filhos de Umbanda vem trabalhar

Ele vem das matas
Ele vem girar
Ele gira com o sol e a lua
Ele gira com o vento e o mar

Os Caboclos lá nas matas
E as cigarras nas árvores cantando
E eu aqui no Terreiro
Com seu ponto afirmando
Deus salve os nossos guias
Pela glória desse dia
            Eu vim aqui
Pedir a Oxalá
E a Estrela Guia
Que aumente a nossa luz
Que nós possamos alcançar
As belas vibrações desse congal

Cabocla Jupiara        
Portão da aldeia abriu
Pra Jupiara passar (Bis)
É hora, é hora, é hora cabocla
É hora de vir trabalhar (Bis)

Caboclo Treme Terra e Caboclo Pena Branca
Zambi e Tupi chamou os Caboclos da aldeia (Bis)
Da aldeia os caboclos da aldeia (Bis)

Eu quero ver agora
Eu quero ver quem é (Bis)
Se é o teimoso de Aruanda
Ou se é a Cabocla da Guiné

Ogum

Ogum, que abalou as estrelas
Que abalou as areias
E as ondas do mar, Ogum
Ogum, a hora é boa
Abre os meus caminhos
Firma esse congal, Ogum

Olha Ogum na aruê chegou
Olha Ogum na aruê baixou
Sou filho de Umbanda
Ogum já me saravou
Pisa na linha de Umbanda que eu quero ver
Ogum Sete Ondas
Pisa na linha de Umbanda que eu quero ver
Ogum Beira Mar
Pisa na linha de Umbanda que eu quero ver
Ogum Megê
Seu Sete Espadas, Ogum Megê
Olha banda aruê (Bis)

Ogum Megê
General de Umbanda
Em seu cavalo seu Ogum foi guerrear
Com sua espada
Com sua lança
Venceu demanda nos campos do Humaitá (Bis)

O seu cavalo corre
Sem ninguém ver
Salve as sete espadas
De Ogum Megê (Bis)

Ogum partiu pra guerra
Oxalá deu carta branca
Ogum venceu a guerra
São Jorge venceu demanda

Eu vi o sol raiar
Eu vi estrela brilhar
Eu vi seu Rompe Mato
Ogum das matas
Passeando à beira mar

Ele jurou bandeira
Ele tocou clarim
E o exército todo
É comandado por Ogum
Salve Ogum Iara
Salve Ogum Megê
Salve Ogum Matinata
Salve Ogum Naruê

Na ponta da romaria
Eu vi um cavaleiro de ronda
Trazia a espada na cinta
E uma lança na mão
Ogum venceu a guerra
Matando o dragão

Ô ronda a terra
Ô ronda o mar
Cavalheiros de Umbanda
Mensageiros de Oxalá (Bis)
Ogum de Lei
Ogum Iara
Olha Ogum Rompe Mato
Ogum Megê
Olha Ogum Beira Mar

Senhor Major Ogum
Mas ele é praça de cavalaria
Com sete espadas
Ele nos defendia
Senhor Major Ogum
Seja nossa companhia

Ogum é pai de todos
É pai de todos
É rei do congal
Olha Ogum, Sereia
Ele deu, ele deu, ele dá
Ogum arriou, Ogum arriou
Quem quer Ogum a mim xororô
Com licença de Ogum Megê
Nós vamos saravá
Ogum Iara
Ogum Nagô
Ogum Rompe Mato
Ogum Beira Mar

Seu Ogum diz que não é rei de Umbanda
Mas diz que manda nos filhos seus
Seu Ogum é meu pai
Seu Ogum é meu guia
Seu Ogum é meu pai
Vivo com Deus e com a Virgem Maria

Montado em seu cavalo branco
Ele vem beirando o mar
Traz no peito uma estrela dourada
Traz nos braços a Mãe Iemanjá
Sarava Ogum
Sarava Ogum
Sarava Ogum Beira Mar

No campo do Humaitá
Ogum Megê
Eu vi uma Nação florir
Ogum Megê
Auê, auê, auê
Ogum Megê

Ai meu Pai Ogum
Com sua espada de aço
Vai abrindo todos os caminhos
Cortando todos os embaraços

Ogum olha sua bandeira
Bandeira verde, branca ou encarnada
Ogum nos campos de batalha
Ele venceu a guerra sem perder soldados (Bis)

Oi cruza espada com lança
Lá no reino de Jurema (Bis)
Ele é Rompe Mato Ogum (Bis)
É Rompe Mato também é seu Tira Teima

Ogum em seu cavalo
A sua espada reluz
Ogum Ogum Megê
Vem de Aruanda pra seus filhos proteger
Ogum Iê!

Ogum de lei
Não me faça sofrer tanto assim (Bis)
Quando eu morrer eu vou passar lá na Aruanda
Saravá Ogum
Sarava seu Sete Ondas

Ogum da Lua mora na mata escura
Sentado no tronco ele olha e vê a lua (Bis)
Aonde a cobra venenosa sucuri assoviooo
Ogum da Lua ele é o vencedor (Bis)

Beira Mar auê Beira Mar (Bis)
Beira Mar quem está de ronda é militar
Ogum já jurou bandeira
No forte do Humaitá
Ogum já venceu demanda vamos todos saravá

Ogum em seu cavalo corre
E a sua espada reluz Ogum
Ogum Megê sua bandeira cobre
Os filhos de Jesus
Ogum Iê!

Se meu pai é Ogum, Ogum
Vencedor de demanda
Ele vem de Aruanda pra salvar filhos de umbanda (Bis)
Ogum, Ogum, Ogum Iara
Salve os campos de batalha
Salve as sereias do mar
Ogum, Ogum, Ogum Iara

Ogum venceu demandas
No campo do Humaitá (Bis)
Cruzou a sua espada na areia
Lavou seu escudo no mar (Bis)

Eu tenho sete espadas pra me defender
Eu tenho Ogum em minha companhia (Bis)
Ogum é meu pai
Ogum é meu guia
Ogum já baixou
Na fé de Deus e da Virgem Maria

Ah meu Pai Ogum
Vem de Aruanda, vem trabalhar (Bis)
Foi Oxalá quem mandou Ogum vim sarava
A sua espada é de aço
A sua lança no meu congal
A sua capa verde encarnada
Ogum guerreiro na terreira sarava

Quando Ogum apontou na serra
Sua espada brilhou na Umbanda
Pela fé acabou com a guerra
E seus filhos venceram demanda

Querem destruir o meu reinado
Pai Ogum tá de frente
Pai Ogum tá de lado
Querem destruir a minha vida
Pai Ogum tá de frente
Pai Ogum tá de lado
Eu sou filho de Ogum
E feitiço nenhum vai ficar do meu lado (Bis)

Tem canjerê, tem canjerê na terra
Eu chamo seu Ogum pra me ajudar
Os inimigos tão fazendo guerra
Eu chamo seu Ogum pra guerrear
Odé, Odé, Odé
Ogum Rompe Mato
Beira Mar
Ogum Megê
Salve Ogum na força e na lei
Salve Ogum de Ronda
Sete Ondas e Naruê!

Senhor Rompe Mato
Senhor Quebra Galho
O senhor me chama
É Jesus no calvário
Na sua aldeia ele é caboclo
Seu Rompe Mato
Seu Arranca Toco

Quatro horas da manhã
Ogum rompeu a alvorada (Bis)
Mas ele é Ogum do Sol, Ogum da Lua
Ele é destranca rua
Ele é Ogum Megê (Bis)

Oxóssi

Ai não me mexa na espada de Ogum
Ai não me bula no machado de Xangô
Ai não me toque no bodoque de Oxóssi
Ele é o rei das matas
Ele é caçador

Oxóssi mora debaixo da gameleira
Oxóssi mora debaixo da gameleira
Pai Ogum mora na lua
Pai Xangô lá na pedreira

Clareou, clareou, clareou e mandou clarear
Quando a lua ilumina o terreiro
É pai Oxóssi que vem trabalhar

Bate o pé no chão deixe o corpo balançar
Sente a força de Oxóssi que veio pra ficar

Atirar eu atirei
No congal vou atirar (Bis)
Veado no mato é corredor
Oxóssi na mata é caçador (Bis)

O seu saiote é verde
E o seu capacete é de pena
Mas ele é Oxóssi
É caçador lá da Jurema (Bis)

Corre, corre na cachoeira
Sobre a pedra ela rolou
É Oxóssi das cachoeiras
Que a sua flecha atirou

Eu vi chover, eu vi relampejar
Mas mesmo assim o céu estava azul
Samborê pemba folha da Jurema
Oxóssi reina de norte a sul

A mata estava escura
Os anjos anunciaram
No seio da mata virgem
O seu Oxóssi aqui chegou
Mas ele é o rei, ele é o rei, ele é o rei
Mas ele é o rei na Aruanda, ele é o rei (Bis)

Sete Flechas

Caçador na beira do caminho
Não me mate a coral na estrada
Ela saravou seu Sete Flechas na Aruanda
Foi ao romper da madrugada (Bis)

Ele atirou
Ele atirou e ninguém viu (Bis)
Só o Seu Sete Flechas é quem sabe
Aonde foi que a flecha caiu (Bis)

Como é lindo o sol
Como é linda a lua
Como é lindo o sol
Seu Sete Flechas é rei da lua

E lá vem vindo lá vem só
E lá vem vindo uma força maior
E lá vem vindo e lá vem só
Seu Sete Flechas é uma força maior
Seu Sete Flechas é de umbanda
É Nagô sambuê (Bis)
Quando chega na umbanda auê auê

Saravá seu Sete Flechas
Ele é o rei das matas
A sua bodoca atira, oi caramba
A sua flecha mata (Bis)
Êêêêêêê ê e aaaaaaa
Caboclo Sete Flechas no congal
Ele veio de Aruanda
Ele é o rei das matas
A sua bodoca atira, oi caramba
A sua flecha mata (Bis)

Foi numa tarde serena
No sertão lá da Jurema
Ouvi um caboclo Bradar
A Umbanda está em festa
Saravá seu Sete Flechas
Que ele é o Rei lá da Floresta

Ubirajara

Ele é Ubirajara
Ele é Ubirajara
Seu saiote é de pena
Seu capacete é de Arara

Corta língua, corta mironga
Corta língua dos falador
Com sua espada não há embaraço
Chegou Ubirajara do peito de aço

Ai que penacho tão lindo (Bis)
É o de arara
Vem rompendo a mata virgem (Bis)
É o caboclo Ubirajara
Com ele não tem embaraço
Chegou Ubirajara do peito de aço (Bis)

Tupinambá

O meu manacá
Já não dá mais flor (Bis)
Ai eu vou plantar
Uma semente do meu manacá
Ai como é linda essa madrugada
Povo de Umbanda vem trabalhar
Tupinambá é Pai de Terreiro
Tupinambá no reino está

Chegou Urubatã de guia
Que veio seus filhos salvar
Rebenta corrente de ferro
Estoura cadeias de bronze
O sol e a lua vem saindo
E vem a estrela da guia
Eu trago em meu peito gravado
O nome da Virgem Maria
Lá bem no alto da serra
Eu escutei uma coral piá
Era uma linda jibóia
Ferida com a flecha de Tupinambá

Eu vi nas matas um dia
Tupinambá sentado em pedra fria
Ele cantava, ele assoviava
E lá no céu uma estrela brilhava

Pisa firme no terreiro
Tupinambá é nosso Pai
Quem é filho de Tupinambá
Balanceia mais não cai

Tupinambá é um caboclo das matas
E tem sua cabana lá no Juremá
Ele é oriê, ele é oriá
Ele é oriê, ele é oriá
Ele usa saiote de pena
E leva sua flecha
Quando vai caçar
Ele é oriê, ele é oriá
Ele é oriê, ele é oriá
Tupinambá é um caboclo direto
Ele gira nas matas e neste congal
Ele é oriê, ele é oriá
Ele é oriê, ele é oriá

Quando meu tambor rufar
Eu sinto a presença de Tupinambá
Deixa a folha cair
Veja uma estrela brilhar
A terreira está em fasta
Pra ver Tupinambá chegar
Ele é caboclo, ele vem caçar
Ele é guerreiro
Ele é Tupinambá

Arruda

Fui buscar em meu congal
O que eu deixei em Aruanda
Aqui está o Caboclo Arruda
Pra vencer essa demanda

A falange de Arruda
É cheia de boa vontade
Vai pedir a Mãe Santíssima
Nossa Senhora da Piedade

Está iluminada a nossa banda
Está cheio de flor o meu conga
Meu Pai Arruda é tudo que faço
Meu Pai Arruada
Ilumina os caminhos por onde eu paço 

Pena Branca

É na Aruanda ê
É na Aruanda ê
Seu Pena Branca de Umbanda
É na Aruanda ê

Na mata virgem
Um sabiá piou
Um filho passou e ficou escutando
Cadê Seu Pena Branca
Que ainda não chegou

Seu Pena Branca se perdeu nas matas
Jurema achou e acabou de criar
É general, é flecheiro
É filho da Jurema
É neto da cobra coral

Eu vi meu pai assobiar
Ele mandou chamar
É de Aruanda ê
É de Aruanda ê
Seu Pena Branca
É de Aruanda ê

Galo cantou na serra
A mata estremeceu
Caboclo seu Pena Branca
Na cachoeira apareceu
Ele é caboclo guerreiro
Que mora no rochedo
Somente cobra coral
Conhece dele o segredo
Eu vi na margem do rio
Em linda manhã serena
Caboclo seu Pena Branca
Firmando ponto na areia

Um grito da mata ecoou
Foi seu Pena Branca que chegou
Com sua flecha e seu cocar
Seu Pena Branca vem nos ajudar

Estava na mata
Eu tava trabalhando
Seu Pena Branca
Passou me chamando

Folha verde

Zum, zum, sou eu
Venha ver quem é
Ele é seu Folha Verde 
Sua figa é de guiné

Um grito na mata ecoou
Foi seu Folha Verde quem chegou
Com sua lança, com seu cocar
Seu Folha Verde vem nos ajudar

Temporal passou na mata
Meu Deus, mas que ventania (Bis)
Era o Caboclo Folha Verde
Que bradava ao romper do dia (Bis)

Ele veio da sua mata
Veio saravá o congal
Sua Pena é Verde
Aqui e em qualquer lugar

Caboclo Ventania

Ogã segura o toque
Com Deus e a Virgem Maria (Bis)
Oxalá meu pai
Saravá seu Ventania (Bis)

Eu vi lá na mata um dia (Bis)
Seu ventania sentado na pedra fria
Ele bradava, ele assobiava (Bis)
E lá no céu uma estrela brilhava

Arranca Toco

Caboclo Arranca Toco
Sua luz é minha guia
Ele é Oxossi
Filho da Virgem Maria

Seu Arranca Toco é de Aruanda,
É de nagô também
Quando ele chega na umbanda
auê, auê

Ele vem, com a justiça Xangô
Ele traz Iansã e Iemanjá
Ele vem com Oxossi das matas
Ele traz o amor de Oxalá
Ogum, vencedor de demanda
Estrela, clareou sua banda
Na sua aldeia ele é caboclo
Caboclo Arranca Toco

Caboclo da Lua

Luar, luar
Caboclo da Lua chegou
Vai dizer a sua mãe
Que o Terreiro ele salvou

Ele veio de tão longe
Da cidade da Jurema
Saravá seu Branca Lua
Vem com a ordem suprema

Eu sou Caboclo da Lua
Fui mandado por Ogum
No terreiro de Oxalá
Saravá babalaô

Jurema

Caiu uma folha na Jurema
Veio o sereno e molhou
E depois veio o sol
Enxugou, enxugou
E as matas se abriram
Toda em flor

Mas que lindo capacete de penas
que tem a cabocla Jurema (Bis)
Ela veio do reino do juremá
Ela veio saravá (Bis)

Oke arô valente guerreira
Oke arô cabocla flecheira
Oke arô senhora Jurema
Oke arô mais serena que o luar
Tão guerreira quanto o mar
Oke arô cabocla Jurema
Com coragem em seu olhar
Mensageira de oxalá
Chegou linda jurema

Como são lindos os cabelos da Jurema
A luz vibrante do seu olhar
Salve a Jurema
Saia das matas
Vem pra terreira, vem trabalhar (Bis)
Ai Jurema abana, abana
Ai Jurema abana eu (Bis)

Jurema sua flecha sumiu
Mas ninguém viu, mas ninguém viu (Bis)
Eu vou chamar o caboclo Ventania
Só ele sabe onde a flecha caiu (Bis)

Ô Jureminha, ô Jurema (Bis)
Sua flecha caiu serena, Jurema dentro desse congal
Salve Ogum, salve Oxóssi
Salve Cosme e Damião
Salve a Cabocla Jurema
Que nos dê a proteção (Bis)

No meio da mata virgem
Uma linda cabocla eu vi (Bis)
Com seu saiote cheio de penas
Ela é Jurema filha de Tupi (Bis)

Cabocla Jurema venha me proteger
Eu sofro tanto guerreira venha me socorrer
Com sua força Jurema enfrento qualquer perigo
Não tenho medo do abismo nem do maior inimigo
Eu terei pena, eu terei pena
Cabocla Jurema (Bis)
Quando sua flecha for atirar e o inimigo você acertar

Jurema, aonde está sua flecha
Jurema, cadê seu Juremá
Salve o sol, salve a lua
Salve o cruzeiro
Saravá filhos de Umbanda
Saravá o seu terreiro

Lá na Jurema
Embaixo de um pé de ingá
Lá onde a lua clareia, ô Jurema
Eu vi seu Pena Branca passar
Ele jurou e sempre jurará
Vem ouvir os conselhos
Que a Jurema veio dar

A Jurema é muito linda
Com seu capacete de penas
Chama a Jurema, chama a Jurema
Pra salvar filho de pemba

Quem é filho da Jurema
Pede licença aos Orixás
Pra defender os seus filhos
Dos perigos da terra e do ar
Tá na cabocla flecheira
Toda a força do seu Juremá
Vencedora de demanda
Cabocla Jurema vamos saravá

Oxóssi encontrou Jurema
Na beira o igarapé (Bis)
Cobriu com folhas verdes
Perfumou-a com guiné (Bis) 

Tupi

Ele é Caboclo, é flecheiro atirador
E na minha Umbanda
Seu Tupi é vencedor

Auê cauena
Eu vi Caboclo na mata eu vi
Caboclo dizendo que era Tupi
Mas ele é o rei do arerê

Iansã

Iansã o seu leque é de ouro
Vem do céu, Oxalá quem mandou
Para salvar os seus filhos Iansã
Na agonia e na dor

Ela é moça bonita
Ela é dona do Jacutá
Eparrei, Eparrei
Minha Mãe tá no reino
Com a pemba na mão
E eu quero ver

Iansã ela é dona do mundo
dona do fogo da faísca e do trovão
Eparrei Iansã na Aruanda
Santa Bárbara com a espada na mão

Iansã tem um leque de pena
Pra abanar dia de calor
Iansã mora na pedreira
Eu quero ver meu Pai Xangô (Bis)

Iansã cadê Ogum?
Foi pro mar (Bis)
Iansã penteia os seus cabelos macios
Quando a luz da lua cheia clareia as águas dos rios
Ogum sonhava com a filha de Nanã
E pensava que as estrelas eram os olhos de Iansã
Mas Iansã cadê Ogum?
Foi pro mar (Bis)
Na terra dos Orixás o amor se dividia
Entre um Deus que era de paz e outro Deus que combatia
Como a luta só termina quando existe um vencedor
Iansã virou rainha da coroa de Xangô
Mas Iansã cadê Ogum?
Foi pro mar (Bis)

Iansã Orixá de Umbanda
Rainha do nosso congal
Saravá Iansã lá na Aruanda
Eparrei Iansã venceu demanda
Iansã saravou pra Xangô
No céu onde se coroou
E lá nas matas leão bradou
Saravá Iansã
Saravá Xangô

Minha Mãe Iansã
Que linda coroa
Pelo amor de Deus
Iansã não me deixe à toa

Raio de luz clarão no céu
É ventania que vem lá
A noite inteira vento vem e vai
Rodopiando a bailar
Com a espada erguida ao luar
Surge a guerreira
É Iansã varrendo os males
É Iansã oh mãe valei-me
Levai nesses ventos os nossos tormentos
Levai minha dor
E quando cessar a tempestade
E eu vislumbrar um novo amanhã
Explode em meu peito um brado
Eparrei oh mãe Iansã

Ventou, mas que ventania
Iansã é nossa mãe
Santa Barbara é nossa guia

Iansã é a dona do mundo
Dona do fogo, da faísca e do trovão
Eparrei Iansã na Aruanda
Santa Barbara com a espada na mão

Saravá Iansã
Dos cabelos longos
No mar tem água, na sua espada tem ouro
Saravá Iansã
Que é rainha do mar

Ventou nas matas
Ventou nas pedreiras
Que vento forte nas cachoeiras
Não era Oxóssi, nem é Xangô
Era Iansã com seu batacotô
Deusa dos ventos e do trovão
Oh minha mãe quero sua proteção

Iansã chegou no reino
Chegou com chuva e com vento
Ela é dona de Jacutá veio saravá
Os filhos do congal

Oh Iansã se ela é minha mãe
Se ela é minha mãe
Ah eu quero ver
Saravá Ogum Megê
Iansã Eparrei! Eparrei!

Numa bela noite eu caminhava
Sozinho pedindo proteção
Deu um relâmpago no céu
O céu clareou
Me ajoelhei e Iansã me abençoou

Quando ela passa
Iansã vem cheia de graça
Com sua espada na mão
Minha mãe guerreira
Me ajuda a toda hora
Minha mãe guerreira
Me ajuda a vida inteira

Corre vento
Trovoada tá no espaço
Tempestade não é brincadeira
Saravá Iansã guerreira

Eu vi essa menina
Saravando no congal
Salve seu leque de pena
Rainha do Jacutá
Iansã é muito linda
Mais que linda que ela é
Iansã está no terreiro
Vem trazendo seu axé

Espia o que vem pelo céu
Olha o que vem pelo mar
Ela é nossa mãe Iansã
Ela é a rainha desse congal
Iansã cruzou na linha de Xangô
Lá na mata leão bradou
Saravá Iansã lá na Aruanda
Eparrei, Eparrei
Iansã vence demanda
  
Iemanjá

Oh Iemanjá
Seus filhos vêm trabalhar
Salve a Sereia
Proteção da falange do mar

Pus-me a escrever na areia
Com conchinhas de Iemanjá
Fiz ponto de Mãe Sereia
Veio a onda desmanchar
Pus-me contar as ondas
Não pude acabar
Vou pedir ao rei das águas
Para o meu ponto firmar

Baixai, baixai
A Virgem da Conceição
Maria Imaculada
Para tirar a perturbação
Se tiveres praga de alguém
Desde já seja perdoado
Levando pro mar a dentro
Pras ondas do mar sagrado

Nós aqui nesse Terreiro
Pedimos a sua benção
Tu és Rainha dos mares
Senhora da Conceição

Eu vi Pai José na praia
Eu vi a Sereia no Mar (Bis)
Pai José toma conta dos filhos
E a Sereia do fundo do mar

Sereia minha Sereia
Minha Sereia do mar (Bis)
Todo mal desses filhos, ô Sereia
Leva pro fundo do mar, mar, mar

A marola do mar
Vem chegando
E os Caboclos Sereia
Vem junto descarregando

Mãe d’água rainha das ondas sereia do mar
Mãe d’água seu canto é bonito quando tem luar
Iêêêêêê Iemanjá (Bis)
Rainha das ondas
Sereia do mar
Como é lindo o canto de iemanjá
Faz até o pescador chorar
Quem escuta a mãe d’água cantar
Vai com ela pro fundo do mar (Bis)

Descarrega, descarrega Iemanjá
Todo o mal que tem esse filho
Leva, leva, leva Iemanjá
Tudo pro fundo do mar (Bis)
           
Eu vou jogar flores no mar, eu vou jogar
Uma promessa eu fiz pra Deusa do mar
O meu pedido eu fiz
Eu prometi e vou jogar
Eu vou jogar flores no mar
Eu vou jogar

Oh Iemanjá, oh Iemanjá
Oh minha mãe vem me ajudara
Ela lá no mar
Embarca na canoa passarinho avoa
Quem manda lá no mar
É Iemanjá
E a rainha lá do mar
É Iemanjá
Zum, zum, zum foi lá nas ondas do mar (Bis)
No canto da mãe sereia que me faz entristecer
Parece que ela adivinha o que vai acontecer
Lá nas matas tem
Lá nas matas mora
Peixe dourado, lambari que fica fora
No fundo do mar tem espelhos
Espelhos da Mãe Iemanjá
Oxum que é dona do ouro
Oxalá que é meu sarava

Pescador pegou veleiro e foi
Pescar no reino de Iemanjá
Veleiro voltou sozinho
Sereia do mar levou
Como é doce viver no mar
No reino de Iemanjá

Brilhou, brilhou, brilhou
Brilhou no mar
O manto da nossa Mãe Iemanjá (Bis)
Brilhou, brilhou no mar
Agora vem brilhar nesse congal (Bis)

Vou tomar banho de mar
La na praia da Jurema
Vou pedir pra Iemanjá
Pra me tirar desse dilema
                              Sarava Iemanjá                                
E as falanges do mar
Vou botar no seu presente
Rosa branca e espelhinho
Pó de branco e um pente
Pra ela abrir os meus caminhos

Oxum

Eu vi minha mãe Oxum
Sentada na beira de um rio (Bis)
Colhendo lírios lírio uê
Colhendo lírios lírio uá
Colhendo lírios pra enfeitar nosso congal (Bis)

Eu vi o barco da Mamãe Oxum
No lago da cachoeira
Não era Oxum
Era Nossa Senhora
Esperando Ogum pra jurar bandeira

O lírio que nasce dos campos
Do lírio nasce uma flor (Bis)
É Oxum Pandá, Oxum Docô, Oxumaré

Oxum me leva pras ondas grandes
Eu quero ver a sereia nadar
Eu quero ver os caboclinhos na areia
Mas como brincam com Iemanjá (Bis)
Oxum Docô ôôô
Oxum Docô mamãe é dona do mar (Bis)

Nas cachoeiras da Mamãe Oxum
Correm águas cristalinas nos pés de Pai Olorum (Bis)
Pai Olorum que és natureza
Pega esse seu filho que Oxóssi abençoou
Eu vou pedir para meu pai Oxalá
Amanhã nas cachoeiras
Para todo mal levar

Se a minha Mãe é Oxum
Na Umbanda e no Candomblé (Bis)
Aie ieu aie ieu Mamãe Oxum
Orixá desça e venha nos abençoar (Bis)
Mas ela vem beirando o rio
Colhendo lírios pra nos ofertar
Aie ieu aie ieu Mamãe Oxum
Orixá desça e venha nos abençoar

Aimoré

Água com areia não pode demandar
A água vai embora a areia fica no lugar
Zum, zum, zum chegou o Aimoré
Caboclo flecheiro pra salvar filhos de fé (Bis)

Xangô

Xangô, ele é o rei da pedreira
Rei da pedreira ele é o rei de Umbanda
Xangô ele é o nosso Pai
E filho de Xangô
Balança mas não cai

Estava sentado na pedra
Esperando meu Pai Xangô
Xangô na Aruanda
Xangô na Umbanda
Xangô justiceiro
Com Ogum venceu demanda

Segura a pedra Xangô
Não deixa a pedra rolar
Pega no livro e na pena
Para a justiça firmar

Eram seis horas
Quando o sino tocou
Na Marambaia
Cidade da Jurema
Eram dez horas
Quando o galo cantou
Com licença de Zambi
Saravá Pai Xangô

Na pedreira da mata virgem
Aonde mora meu Pai Xangô
Água minou, Nanã Borocô
Pedra rolou, saravá Pai Xangô

Que pedreira tão alta
Que nem limo criou
Oh não me quebra essa pedra
Que a morada é de Xangô

Xangô meu Pai
Deixa essa pedreira aí (Bis)
Umbanda tá lhe chamando
Deixa essa pedreira aí

Xangô é dono da pedreira
Segura o meu destino até o fim (Bis)
Se algum dia eu perder
A fé no meu Senhor
Rolai essa pedreira sobre mim
Meu Pai Xangô

Oxossi é o rei das matas
Xangô é da pedreira
Iansã da ventania
Mamãe Oxum da cachoeira
Xangô, Xangô
Xangô Kaô!

Lá no alto da pedreira
A faísca vem rolando
Aguenta a mão com força
Que a faísca vem queimando

Sentado na pedreira eu vi Xangô fazendo juramento até o fim (Bis)
se um dia me faltar a fé no meu senhor
que role esta pedreira sobre mim (Bis)

Valei-me meu pai Xangô que é o rei da pedreira
valei-me desse amor que só me fez brincadeiras
já sofri tanta tristeza, já passei tanta amargura
valei-me com seu machado, dessa minha desventura
valei-me meu pai Xangô
Não é que eu queria esquecer o nome de outros guias
valei-me meu pai Xangô, me livre dessa agonia

Hoje é dia de festa, já se fez toda paz
é dia de justiça Xangô é quem pode mais

Pedra rolou Pai Xangô lá na pedreira
Segura o ponto Meu Pai na cachoeira
Tenho o meu corpo fechado
Xangô é meu protetor
Firma esse ponto meu filho
Pai de cabeça chegou

Eu fui lá nas matas
Buscar a minha guia
E lá encontrei Pai Xangô que dizia (Bis)
Zum zum zum é Xangô, é Kaô
Zum zum zum é Xangô de Agodô

Xangô meu Pai
Deixa essa pedreira aí (Bis)
A umbanda ta lhe chamando
Deixa essa pedreira aí (Bis)

Lá em cima daquelas pedreiras
Tem um livro que é Xangô
Kaô, Kaô, Kaô Kabiecile!

Xangô morreu de velho
Na pedra ele escreveu
Justiça meu Pai, justiça!
Ganhou quem mereceu (Bis)

Eu entrei na mata virgem pra falar com Pai Xangô
Um caboclo muito forte no caminho me encontrou
De onde vem, pra onde vais me perguntou
Vou na clareira, na pedreira, vou falar com Pai Xangô (Bis)
Que Deus te guie no caminho, meu irmão
Lá na clareira, na pedreira, tem justiça e tem perdão (Bis)

A sua machadinha brilhou, brilhou, brilhou
Quem manda lá nas matas é Oxóssi
Quem manda na pedreira é Xangô
Xangô Kaô meu Pai
Xangô é meu guia
Xangô é meu Pai
Filhos de Umbanda balança, mas não cai
Xangô Kaô

Kaô oh meu Pai Xangô
Cura minha dor que é um mal de amar
Clamor por você eu sei
Que é pra não deixar nossa fé morrer
Kaô Kaô (Bis)
Vou botar na pedreira oferenda
Pra que Pai Xangô me atenda
Fazendo meu pranto secar
E a paz que eu carrego é de pedra
E a pedra é um pedaço do reino
Do meu glorioso Orixá
Kaô Kaô!

Pajé lá na pedreira
Baixou nessa terreira
Com sua capa bordô
Ôôôô ôôôô
Mas ele é Xangô (Bis)
Oh lê lê oh lê lê Kaô (Bis)
Oh lê lê oh lê lê Kaô Kabiecile é meu Senhor Xangô

Caboclo da Mata Virgem

Seu Mata Virgem
Sua banda está em festa
O céu e o mar estão cantando em seu louvor
Olha a cobra coral, piou, piou
Cobra coral está cantando em seu louvor

Sentado em baixo de um arvoredo,
No meio da mata virgem,
Uma coral piou
Era o Caboclo Mata Virgem
Que na coral se transformou
Foi aí que ele me disse
Numa linguagem guarani
Sou filho de luar descendente de Tupi

Seu Mata virgem, lá nas matas da Jurema
Entrou no rio para se molhar
O seu saiote entrou dentro d água
Mas a água não quis lhe molhar
Êêêêê Êêááá
Seu Mata Virgem porque será?

Okê, okê caboclo
Seu Mata Virgem é da raiz da Urucaia
Mas oh que lindo caçador
Naquelas matas onde a coral piou

Com seis dias de nascido
Minha mãe me abandonou (Bis)
Me deixou na mata virgem
Seu Mata Virgem me criou
Seu Mata Virgem é o Rei
Que lá nas matas mora (Bis)
Vem aqui ver seus filhos
Que tanto te adora (Bis)

Pena Dourada

Na sua aldeia tem os seus Caboclos
Nas suas matas tem cachoeirinha
No seu saiote tem pena dourada
Seu capacete brilha na alvorada

Mas olha que Caboclo lindo
Que Oxóssi mandou saravá
Pena Dourada na linha de Umbanda
Caboclo Roxo na lei de Oxalá

Vários

No meio da mata eu vi
Dois nomes cravados num toco de pau
De um lado era seu Mata Virgem
Do outro seu Cobra Coral
No meio da mata virgem eu vi
Os dois caboclos
Falavam a língua Tupi-guarani

Caboclo Roxo da cor morena
É Seu Oxóssi caçador da Jurema
Ele jurou, ele jurará
Pelos conselhos
Que a Jurema vem nos dar

Jandira traz nos cabelos uma rosa
Jupira traz no peito um jasmim
Jussara é uma linda Cabocla de pena
Jurema tem pena de mim
Jurema, Jurema
Jurema tem pena de mim

Na sua aldeia ele é Caboclo
É Rompe Mato
É Arranca Toco
Na sua aldeia
Lá na Jurema
Não se faz nada
Sem ordem suprema

Mangueira, mangueira
Mangueira de Umbanda
Folhas por folhas Umbanda
Lá no mato tem Umbanda
Vamos cruzar
Para salvar
Filhos de Umbanda com seu patuá

Em alto mar
Quando a Sereia canta
Pedindo forças
Pra Pai Oxalá
Pedindo forças
Pra filhos de Ogum
Pra filhos de Oxossi
Xangô e Iemanjá

Quando nas matas se ouve um canto
Da passarada em bando a cantar
Uma Cabocla nas margens do rio
Em prantos a proteção de Oxum foi rogar
Com sua fé na Rainha das águas
E a proteção da falange do mar
O rio fica com todas as mágoas
Salve Oxum, salve a Mãe Iemanjá

Duas pedras, um riacho
E as matas pra caçar
As pedras são de Xangô
O riacho é de Iemanjá
E as matas é pra quem sabe atirar
Ele vem com a justiça Xangô
Ele traz Iansã e Iemanjá
Ele vem com Oxossi das matas
Ele traz o amor de Oxalá
Ogum, vencedor de demanda
Estrela clareou sua banda
Na sua aldeia ele é Caboclo
Ogum Arranca Toco

Que bombardeio que se deu lá na Jurema
Até sua palhoça Oxóssi quis abandonar
Mas ele é Caboclo de pena da Jurema
Que veio para seus filhos sarava

Que pisada bonita que tem os caboclos
Eles andam na areia no rastro do outro (Bis)
Salve Iansã salve Iemanjá
Salve os caboclos das ondas do mar (Bis)

Olha a folha do coqueiro olha lá
Se meu caboclo for embora eu vou buscar (Bis)
Olha eu, olha eu, olha lá
Se meu caboclo for embora eu vou buscar (Bis)

Oi não se mexe na espada de Ogum
Oi não se mexe na machada de Xangô
Oi não se mexe nas flechas de Oxóssi
Que lá nas matas ele é rei, é caçador

Caboclo da mata virgem
Da mata serrada lá da jurema (Bis)
Quem manda na mata é Oxóssi
Quem manda no céu e Oxalá
Okê Caboclo quero ver girar
Quero ver Caboclo na Umbanda girar

Oxóssi assobiou pra passar no Humaitá
Pra falar com Ogum Megê mensageiro de Oxalá

Caboclo Roxo da pele morena
Se ele é Oxóssi é caçador lá da Jurema
Ele jurou ele jurará
Ouvindo os conselhos que a jurema veio dar

Oxóssi vem da mata Jurema também
Ele vem trabalhar Jurema também
No terreiro de Umbanda Jurema também
Aonde pisa Oxóssi Juremá pisa também

Vai ter doces pras crianças, batuque pros Orixás
Vai ter flores pra Iansã, perfumes pra Iemanjá
Na Aruanda, na Aruanda êêê
Vou até a cachoeira visitar Mamãe Oxum
Depois vou cantar meu Caboclo
Sarava meu Pai Ogum

Xangô é rei lá nas pedreiras
Na cachoeira de mamãe oxum (Bis)
O terreiro está em festa
Saravá meu Pai Ogum (Bis)

Oxóssi é o rei das matas
Xangô é da pedreira
Iansã da ventania
Mãe Oxum das cachoeiras
Xangô, Xangô, Xangô
Kaô Kabiecile!

Oxóssi mora debaixo da gameleira
Debaixo da gameleira
Salve Rompe Mtao
Salve Arranca Toco
Salve Tira Teima (Bis)
Ele é caboclo aqui e em qualquer lugar
Firma seu ponto sem medo de errar
Só não me toque na flor da Jurema
Sem a lei suprema de Pai Oxalá

Oxossi êê
Oxóssi ê á
Oxossi é o rei das matas
Onde canta o sabiá
Eu vou pedir licença para Oxóssi
Para saravar nas matas da Jurema
Saravá meu Pai Xangô lá na pedreira
Firma seu ponto Mãe Oxum na cachoeira
Quem manda na mata é Oxóssi
Oxossi é caçador (Bis)
Eu vi meu pai assoviar
E eu mandei chamar
É na Aruanda auê
É na Aruanda auá
Seu Oxóssi de umbanda
É na Aruanda auê

Eu vi chover, eu vi relampejar
Mas mesmo assim o céu estava azul
Firma seu ponto nas folhas de Jurema
Oxóssi é bamba no maracatu (Bis)

Eram duas ventarolas (Bis)
Lindas sobre o mar
Uma era Iansã
Epa Hei!
A outra era Iemanjá
Odociaba!

Ah quanta força tem meu Pai no céu
Quanta força tem meu Pai no mar
Ah quanta força, quanta força tem meu Pai
Quanta grandeza tem meu Pai Oxalá

Coroa linda é a coroa de Oxalá
Coroa que brilha no céu
Coroa que brilha no mar
Coroa que brilha na terra
É a coroa de Oxalá

Aruê meu Santo Antônio (Bis)
Mas quando chega na Umbanda chora
Aruê meu Santo Antônio (Bis)
Ele veio de aruê
Aruê meu Santo Antônio (Bis)

Vence demandas é Ogum Megê
Quem rola pedra é Xangô Kaô
Flecha de Oxóssi é certeira, é
Oxalá é meu Senhor, ôô ôô
Sete linhas da Umbanda
Sete forças pra vencer
Dentro da lei de Oxalá ninguém pode perecer
Tem Oxum nas cachoeiras
E Iemanjá dona do mar
Iansã pra defender
Pai Ogum pra demandar

Meu passarinho azulão
Quando voa não pousa no chão
Vem cá caboclo de pena
Peito de aço
E bodoque na mão

Banho de cachoeira na ribeira
Que é só pra descarregar
E banho de cachoeira na ribeira
Que é pra Oxum me perfumar (Bis)
Olho grande não vai me pegar
Sarava meu Pai Oxalá
Ogum
Meu caminho não vai atrasar
Tenho fé no meu Orixá
Ogum
E nas matas verdejantes vou ver
Oxossi caçador me defender
Trago junto ao meu peito
Figa, guiné que tem axé e tem poder

Caboclo venceu demanda
Para o povo de Umbanda
Na ponta da sua flecha
Quando veio de Aruanda venceu
Caboclo venceu
No fundo da mata virgem
Oxalá gritou
Esse filho é meu, esse filho é meu

Ogum de lê lê lê
Ogum de la la la
Ogum de lê lê lê
Nas ondas do mar vai dar
Quando Ogum partiu pra guerra
Oxalá deu carta branca
Oxossi é o rei das matas
E Xangô lá na Aruanda
Quando ele vem
Lá de Aruanda
Mas ele vem com ordem de Oxalá!
Sua missão é muito grande,
É espalhar a caridade,
E aos seus filhos abençoar
Saravá Mamãe Oxum!
Saravá Pai Oxalá,
Saravá Caboclo Arruda
Ele é nosso chefe
É dono desse jacutá

Pontos de Subida

A sua terra é longe e eles vão embora
E vão beirando o rio azul
Adeus Umbanda que os caboclos vão embora
E vão beirando o rio azul (Bis)

Galo cantou tá chegando a hora
Oxalá tá lhe chamando, caçador já vai embora (Bis)

E os caboclos vão embora
Aleluia, auê
Vão com Deus e Nossa Senhora
Aleluia, auê

A benção meu Pai
Quando eu precisar eu chamo
Zambi lhe trouxe
Zambi vai lhe levar
Agradeço a toalha de chita
Que está neste congal

Caboclo pega a sua flecha
Apanhe o seu bodoque
O galo já cantou
O galo já cantou na Aruanda
E Oxalá reclama
Pela sua banda
A
Ààbò - Metade
Ààfin - Palácio, residência de um rei 
Àáké - Machado
Ààrè - Doença, fadiga, cansaço
Ààyè - Vida
Aba - Escada de mão
Abá - Pessoa idosa
Ababó - Galinha vermelha / carijó
Abadá - blusão usado pelos homens africanos
Abadô - Milho torrado
Abân - Coco
Abánigbèro - Conselheiro
Abanijé - Difamador
Aban-malu - Vaca 
Aban - Prato 
Abará - Bolo feito com feijão e frito no epô
Abassa - Salão onde se realizam as cerimônias públicas, o barracão
Abatá - Sapato
Abaya - Rainha mãe
Abebé - Leque
Abélà - Vela
Abian - Quem não é iniciado
Abô - Banho de ervas sagradas dos orixás
Abòrisà - Aquele que cultua os Orixás
Aboyún - Mulher grávida
Abukó - Cabrito
Abuku - Desgraça
Acaçá - Comida ou alimento dos Orixás
Acoci - Dinheiro 
Acofari - Ato de raspar o iaô 
Adaga - Espada de pequeno porte
Adarrum - Toque do orixá Ogum
Adarubów - Velho 
Adê - Coroa
Adèbo - Pessoa que prepara a comida com os animais oferecidos em 
sacrifício 
Adie - Galinha
Adjá - Pequeno sino cerimonial
Adjory - Ajuntó 
Adó - Comida feita com pipocas em grão e epô
Adobalé - Nome dado ao ato de deitar-se no chão para ser 
abençoado pelo Orixá
Adochu - Nome atribuído aos iniciados, e também nome de um pequeno 
cone feito com ervas e outros axés
Adupê - Bode
Adupé - Obrigado
Aféfé - Ventania / vento 
Afonja - Uma qualidade de Xangô
Afurá - Bolo feito com arroz
Ága - Cadeira 
Àgambê - Pobreza / sem dinheiro 
Àgàn - Mulher estéril
Àgbaiyé - O mundo inteiro
Agbô - Carneiro
Àgbon - Coco
Agé - Pessoa que não entende o ritual
Agô - Licença.
Agô ya - Licença concedida 
Agogô - Instrumento de percussão feito de sinos 
Aguedé - Banana 
Aguidavia - Varetas de cipó, goiabeira, marmelo, ou ipê 
utilizadas para tocar atabaque
Agunje - Garfo 
Aguntam - Ovelha
Áike - Machado
Àìsàn - Doença
Aiuká - Fundo do mar
Àjá - Cachorro
Ajapá - Cágado, tartaruga
Ajeum - Comida
Akàrá oman - Pão 
Akàrá - Acarajé 
Akète - Cama 
Akikó - Galo
Akiko - Frango / galo
Aku - Obrigação funerária
Alá - Espécie de pano branco
Alabê - Tocadores de atabaque
Alafiá - Felicidade, tudo de bom
Alagibé - Barracão, terreiro 
Alaketo – nação do povo yorubá-nagô.
Alaruê - briga
Alaruê – briga.
Alasê - Cozinheira
Alé - Noite
Aledá - Porco
Alfange - Espada das yabás 
Alojá - Dança ritualística de Xangô
Alubaça - Cebola
Amaci - Ervas maceradas na aguá 
Amadê - Filho / criança 
Amalá - Comida ritualística de Xangô
Anon - Eles
Apá - Lado 
Apoló - Sapo
Ara - Corpo 
Ararekolê - Como vai?
Arê - Ruas e encruzilhadas
Arêrê - Briga / discussão 
Ariaxé - Banho ritual com folhas sagradas para os iniciados
Àró - Doença 
Asó dundun - Roupa suja 
Asó - Roupa 
Atabaque - Tambor 
Atá - Pimenta 
Ataré - Pimenta da costa
Atim - Pó de pemba
Axé - Força vital que dá vida a todas as coisas, presente especialmente 
em objetos ou seres sagrados. Expressão utilizada para passar força
espiritual. 
Axexê - Ritual fúnebre para libertar o espírito da matéria
Axó - Roupa
Axogum - Auxiliar do terreiro, encarregado de sacrificar os animais que 
fazem parte das oferendas aos Orixás
Aya - Esposa
Ayê - Céu

B
Babá - Pai
Babalaô - O sacerdote do culto de ifá. Aquele que tem o segredo.
Diz-se da pessoa que pode ver através do jogo de búzios
Babalorixá - Sacerdote de Orixá, Pai de Santo
Babalosanyin - Pessoa encarregada de colher as ervas sagradas dos Orixás
Balê - Cemitério, casa dos eguns
Baluê - Banheiro, local de banho
Barco - Nome dado ao grupo de filhas e filhos de santo iniciados ao
mesmo tempo
Barracão - Casa onde se realizam as festas
Bateté - Comida dos Orixás
Béèni - Sim
Berè - Perguntar
Bèré - Começar
Bèru - Medo
Bi - Nascer
Biyi - Nasceu aqui, agora
Bori - Sacrifício animal, cerimônia, primeiro estágio da iniciação
Bô - Adorar
Bravun - Toque dos atabaques
Buburú - Maldoso
Burú - Ruim, negativo, destrutivo
Buruku - Mau