19 de janeiro de 2013

Qualidades de Oxalá no Candomblé

Candomblé

Ajagemo: Para o qual durante a sua festa anual em Edé, dança-se e 
representa-se com expressões corporais, um combate entre ele e 
Oluniwi, no qual este último sai vencedor
Akire ou Ikire: É um valente guerreiro muito rico que transforma em 
surdo e mudo a quem o negligencia
Alase ou Olúorogbo: Salvou o mundo fazendo chover num período de seca
Etéko: Caminha com Oxaguiã, é inquieto. Vive nas matas e come todo 
o tipo de carne branca
Eteto Obá Dugbe: Outro guerreiro, ligado a Orixalá.
Lejugbe: é muito confundido com Oxalufã por ser vagaroso e indeciso. 
Muito chegado a Ayrá. Come com Iemanjá e Oxalufã. Come também 
todo tipo de carne branca
Obatalá: É o mais velho dos Orixás. O grande rei branco, raiz de todos 
os outros Oxalás. Ele não é feito, faz-se Ayrá ou Oxum Opará. É o pai 
de Oxalufã que por sua vez é o pai de Oxaguiã. Por ser muito grande e 
poderoso, Obatalá não se manifesta, sua palavra transforma-se 
imediatamente em realidade. Representa a massa, o ar, as águas frias e 
imóveis do começo do mundo. Controla a formação dos novos seres, é 
o senhor dos vivos e dos mortos
Okó: Quando se manifesta leva um cajado de madeira que revela sua 
relação com as árvores, traz uma flauta de osso que lembra sua relação 
com a sexualidade e a fertilidade. Seu Opaxoró é confeccionado 
em madeira. Sendo um Orixá raro, tem poucas qualidades conhecidas. 
É um Orixá rico
Orinsala, Orixalá ou Obatalá: É casado com Yemowo, suas imagens 
são colocadas uma do lado da outra e cobertas com traços e pontos 
desenhados com efum no ilésin, local de adoração. Dizem que 
Yemowo foi a única mulher de Orisalá, um caso excepcional de 
monogamia entre orisas e eboras
Osalufã ou Oxalufã (Orisa Olú Fon): Aquele que grita quando acorda. 
Orixá velho e sábio, cujo templo é Ifón pouco distante de Oxogbô. 
A cerimônia de saudações é de dezesseis em dezesseis dias. Orixá 
muito velho, de idade avançada, aleijado, lento, movendo-se com 
muita dificuldade. Dança apoiado no opaxorô. Treme de frio e velhice. 
Detesta a violência, disputas e brigas. Não come sal nem dendê, 
odeia cores fortes, principalmente o vermelho. A ele pertencem os 
metais e substâncias brancas. Não suporta cavalos
Osoguiã ou Oxaguiã (Orisá Ogiyan): Senhor de Ejigbô. Orixá jovem 
e guerreiro. Uuma de suas características é o gosto pelo inhame pilado 
chamado lyán, que lhe valeu o apelido de Orisájiyan. A tradição exige 
que os habitantes de dois bairros Xolô e Oké Mapô lutem uns contra 
os outros a golpes de varas. É o único que tem autorização de enfeitar 
seus colares brancos com pedras azuis, chamadas Seguy. Está ligado 
ao culto de Iroko e dos espíritos, assim como a fertilidade e o culto 
ao inhame. É o pai de Oxossi Inlé, come com Ogunjá, Oxossi Inlé, 
 Airá, Exu, Oyá e Onira. Tem muito fundamento com Oyá, pois é o 
dono do Atori, fundamento que lhe foi dado por ela, motivo pelo qual 
as pessoas de Guian devem agradar muito a Oyá

Qualidades de Nanã no Candomblé

Candomblé

Abenegi: Dessa Nanã nasceu o Ibá Odu, que é a cabaça que traz 
Oxumarê, Oxossi Olodé, Oya e Iemanjá
Adjaoci ou Ajàosi: É a guerreira e agressiva que veio de Ifé, 
às vezes confundida com Obá. Mora nas águas doces e veste-se 
de azul
Ajapá ou Dejapá: É a guardiã que mata, vive no fundo dos 
pântanos, é um Orixá bastante temido, ligado a lama, a morte, 
e a terra. Veio de Ajapá. Está ligada aos mistérios da morte 
e do renascimento. Destaca-se como enfermeira, cuida dos 
velhos e dos doentes, toma conta dos moribundos. Nela predomina 
a razão
Asainan ou Asenàn: Uma de suas qualidades
Asaiyó: Uma de suas qualidades
Bíodún: Uma de suas qualidades
Buruku ou Búkùú: Também é chamada Olú waiye (senhora da terra), 
ou Oló wo (senhora do dinheiro) ou ainda Olusegbe. Este Orixá 
veio de Abomey. Ligado à água doce dos pântanos, usa um ibirí azul
Elegbé: Uma de suas qualidades
Ìkúrè: Uma de suas qualidades
Inselè: Uma de suas qualidades
Iyabahin ou Lànbáiyn: Uma de suas qualidades
Obaia ou Obáíyá: É ligada a água e a lama. Mora nos pântanos, 
usa contas cristal vestes lilás e veio do país Baribae
Omilaré: É a mais velha, acredita-se ser a verdadeira esposa 
de Oxalá. Associada aos pântanos profundos e ao fogo. É a dona 
do universo, a verdadeira mãe de Omolu Intoto. Veste musgo e cristal
Oporá: Veio de Ketu, coberta de òsun vermelho. É a mãe de 
Obaluaiyê, ligada a terra, temida, agressiva e irascível
Savè: Veste-se de azul e branco, e usa uma coroa de búzios
Sùsùré: Uma de suas qualidades
Xalá: Muito ligada ao Branco e a Oxalá
Ybain: É a mais temida. Orixá da varíola. Usa cor vermelha, 
é a principal, come direto na lagoa, dando origem a outros caminhos. 
Para chamá-la, a ekeji tem que ir batendo com seus otás para fazê-la 
pegar suas filhas

Qualidades de Iemanjá no Candomblé

Candomblé

Akuara ou Kayala: A das duas águas. Iemanjá que mora na confluência 
de um rio onde se encontra com sua irmã Oxum. Gosta de dançar, é 
alegre e muito correta. Não pratica malefícios. Cuida dos doentes, 
prepara remédios, amarra abicus. Usa rosa e azul
Akurá: Vive nas espumas do mar, aparece vestida com lodo do 
mar e coberta de algas marinhas. Muito rica e pouco vaidosa. 
Adora carneiro, ligada a Nanã, veste branco aperolado
Ayabá, Asagba ou Sobá: Nesta qualidade, Iemanjá é perigosíssima, 
sábia e muito voluntariosa. Usa no tornozelo uma corrente de prata. 
Numa briga com Exú, ela teve sua perna ferida, por isso suas yaôs 
quase se arrastam em sala, numa primeira manifestação, 
depois mostram toda sua dança. Seu olhar é irresistível e 
seu ar é altaneiro. Foi mulher de Orunmilá, e Ifá sempre acata 
sua palavra e em honra a tal hierárquica entidade. Num xirê de 
Sobá, sempre entra um Oxalá. Para ouvir seus fiéis costuma 
ficar de costas. Suas amarrações jamais podem ser desatadas. 
É a senhora do algodão, todos os seus assentamentos são feitos 
 no algodão. Suas filhas costumam ser videntes ou tem o dom 
da intuição. E uma filha de Sobá, inevitávelmente, trará um 
Oxalá, por ser ifá, descendente da linhagem de Oxalá.
Ligada a Airá, lufã e Orunmilá, fia algodão, carrega abebé e 
sua energia é a espuma branca do mar e rio, veste branco com prata
Assesu: É a mensageira de Olokum, a da água turva, suja. 
Muito séria e trabalhadora, vai ao esgoto, nas latrinas e cloacas. 
Recebe suas oferendas na companhia dos mortos. É muito lenta 
em atender seus fiéis, pois conta meticulosamente as penas 
do pato a ela sacrificado, e caso se engane na conta, começa 
de novo e essa operação se prolonga indefinidamente. Tem ligação 
com Omulu. Não gosta de perfume, joga-se no chão e se põe a 
dormir, veste o azul apagado, pálido, também usa o verde cor 
das algas, não gosta de adornos
Ataramaba: Nessa forma ela está no colo de seu pai Olokun
Awoyó: A primogênita. A mais velha das Iemanjás que usa um 
dos mais ricos trajes com  sete saias para dançar e defender seus 
filhos. Ela vive distante no mar e repousa na lagoa; come carneiro 
e, quando sai a passeio, usa as jóias de Olokum e coroa-se 
com Oxumare
Ayio: Muito velha. Veste sete anáguas para se proteger. 
Vive no mar e descansa nas lagoas. Come com Oxum e Nanã
Iya Awoyò: É uma das mais velhas, possui ligação com Oxalá, 
Oxumare e Xangô. Veste branco perolado e cristal, responsavel 
pelas marés
Iya Masemale ou Iamasse: É a mãe de Xangô e quem cuidou de 
Oxumare. Esposa de Oranian e muito festejada durante as 
festas consagradas a seu filho Xangô. As suas contas são branco 
leitosas, rajadas de vermelho e azul
Iyá Odo: Vive as margens dos rios, ligada a Oxum e suas 
peculiaridades
Iyágunté: Mãe do rio ógun, esta Iemanjá guerreira usa espada 
e tem ligação com Ogum e Oxaguiã, carrega abebé, veste azul 
claro e branco perolado
Iyemoyo, Awoyó, Yemuo ou Iemowo: É uma das mais velhas, 
possui ligação com Oxalá, o seu fundamento está no ori, representa 
a vida, pode curar doenças da cabeça. Veste branco e cristal
Konlé ou Konlá: O seu mito conta que ela afoga os pescadores. 
Está na espuma está na ressaca da maré envolta em um mato de algas 
e limo. Por ser navegante, vive bem no fundo dos oceanos, também veste 
azul anil e cristal. Não tolera mentiras, tem forte ligação com  Exú e 
Ogum , usa peitaça, braceletes e uma linda coroa. Também mostra 
aos filhos os tesouros do mar
Maleleo ou Maiyelewo: Esta Iemanjá vive no meio do oceano, 
no lugar onde se encontram as sete correntes oceânicas. Tímida, 
incomoda-se quando se toca o rosto de sua iaô e retira-se da festa, 
veste verde claro e branco parateado. Nesse caminho, assemelha-se 
à sua irmã Oxum Ikolé, porque é feiticeira. Tem estreitas ligações 
com Ogum
Odo: Tem aproximação com Oxum, e vive na água doce sendo 
muito feminina e vaidosa
Ogunté: Considerada a nova guerreira, esposa de Ogum ferreiro 
e mãe de Ogum Akorô e Oxóssi. O seu nome significa aquela que 
contém Ogum. Vive perto das praias, no encontro das águas com 
as pedras. Veste branco, azul marinho, cristal, ou verde e branco. 
Está nos arrecifes da costa (porteira de Olokum). Encontra-se tanto 
no mar, no rio, na laguna, quanto na mata. Come com Ogum e também 
é esposa de Oxaguiã, Usa capacete, espada alfange 
(espada da morte), braceletes, tornozeleiras, peitaça e um abebê, 
que esconde nas costas. Quando guerreia leva pendentes da 
cintura o facão e as demais ferramentas de Ogum. 
Ela trabalha muito, é severa, rancorosa e violenta. 
É uma temível amazona. Senhora do canto mais profundo
Olossá ou Bosá: Come com Oxum e Nanã. Veste verde claro e suas 
contas são branco cristal. É a Iemanjá mais velha da terra de Egbado.
Oyo: Benéfica, muito feminina, saudada na cerimónia do Padê, veste 
de branco, rosa e azul claro
Sessu, Iyasessu: Voluntariosa e respeitável, ligada a Babá Olokun, 
vive nas águas agitadas da costa e come inhame, suas contas são 
verde translúcido, veste verde e branco. Ligada à gestação, 
voluntariosa e respeitável, mensageira de Olokun, o deus do mar. 
Vive nas águas sujas do mar e é muito esquecida e lenta. 
Come com Obaluaiyê e Ogum. Além do próprio assentamento, 
tem que se assentar Oxum e Obaluaiyê. 
Veste branco, verde água e suas contas branco cristal
Yinaé ou Malelé: Aquela que os filhos sempre serão peixes. 
Também conhecida como Marabô, mora nas águas mais profundas. 
É a sereia, ligada à reprodução dos peixes; vem sempre a beira do 
mar apanhar as suas oferendas. Está ligada a Oxalá e Exú. É a 
Iemanjá que vira um tubarão e arrasta os infiéis para o fundo do mar, 
 ligada a reprodução dos peixes , vem sempre a beira do mar apanhar 
suas oferendas. Também conhecida como a Iemanjá das conchas
Eu tenho um Santo padroeiro e poderoso
Que é meu pai Ogum.
Eu tenho outro santo que me ampara na descida
Que é meu pai Xangô, Kaô!
E quem me ajuda no meu caminhar da vida
Pra ir na corrida do ouro
É Oxum, é Oxum
Nas mandingas que a gente não vê, mil coisas que a gente não crê
Valei-me meu Pai! Atotô, Obaluaê!