22 de dezembro de 2013

Cabocla Jupira

Diz a história que a Cabocla Jupira, guerreira e flecheira é a primeira filha da Cabocla Jurema com o Caboclo Sete Flechas, irmã de Jandira, Jacira e Jaciara. Em terra, a Cabocla Jupira tem uma postura muito firme com olhos cerrados e diferentemente de outras Caboclas, quase não dança e é uma das únicas que usa penacho, pois representa a coroa de sua mãe Jurema, a rainha das matas e florestas. Jupira é a princesa das matas que mora no Jacutá, nome dado ao ponto de força de Iansã. Trabalha em descarregos e principalmente na limpeza dos ambientes. Suas cores principais são o amarelo, verde e vermelho, podendo usar o azul anil. Essa índia guerreira viveu entre os índios Caetés, no interior de Alagoas. Sua tribo praticava o canibalismo em rituais de sacrifício como forma de preservar a raça e mostrar sua força aos conquistadores. Jupira era veloz, inquieta e sabia manejar a lança como ninguém. Seu pai não gostava que ela se envolvesse em pendengas masculinas, mas não conseguia contê-la. Era ardente como o sol, inquieta como o vento e escorregadia como a água. Sabia ocultar-se nas matas e usar o arco e flecha com destreza. Quando os portugueses invadiram suas terras e investiram com furor, alguns conseguiram se salvar fugindo para o interior das matas não conquistadas. A Cabocla Jupira quedou em combate ao lado de seu noivo Juperê e de sua tribo. Morreu fazendo aquilo que mais gostava de fazer: lutar. Hoje ela trabalha na linha de Iansã e não é difícil vê-la em giras pra Xangô.

Numa noite estrelada
E com a lua para lhe guiar
Dona Jupira saiu da sua aldeia
E entrou nas matas para caçar
Linda morena Cabocla guerreira
Atirou sua fecha para não errar

7 de dezembro de 2013


Oxalá criou a terra
Oxalá criou o mar
Oxalá criou o mundo
Onde reina os Orixás
A pedra deu pra Xangô
Meu pai é rei justiceiro
As matas deu para Oxóssi
Caçador grande guerreiro
Mas a pescaria farta
Ele deu para Iemanjá
Os rios deu para Oxum
Os ventos para Oyá
Grandes campos de batalha
Deu para Ogum guerreiro
Campinas Pai Oxalá
Deu para seu boiadeiro
Já os lindos gramados
Deu para as crianças brincar
Oxalá criou o mundo
Onde reina os Orixás
O poço deu para Nanã
A mais bela Orixá
E o cruzeiro bendito
Deu pras almas trabalhar
Finalmente deu as ruas
Com estrela e luar
Para Exú e Pomba Gira
Nossos caminhos guardar