29 de julho de 2013

Havia uma linda moça no palácio de Obatalá que estava pronta para casar.
Ogum, Ossanhe e Orumilá estavam interessados nela. Obatalá consentiu em dar sua mão em casamento ao admirador que provasse ser merecedor da mesma. A tarefa a ser cumprida era colher um tubérculo de inhame da fazenda divina sem quebrá-lo. Ogum foi o primeiro voluntário a realizar a tarefa. Ele foi à fazenda e desenraizou o tubérculo. Tão logo ele o puxou, quebrou-se, o que logicamente descartava a sua candidatura. Ossanhe foi o próximo a tentar sua sorte e também passou pela mesma experiência. Foi a vez de Orumilá ir até a fazenda, porém ele não se direcionou diretamente para lá. Ele decidiu descobrir porque aqueles que tentaram antes dele falharam e o que fazer para ser bem sucedido. Ele consultou o oráculo e durante a consulta foi informado do que acontecia: Obatalá tinha nomeado as anciãs da noite para zelar pela fazenda. Eram elas portanto, as responsáveis pelos inhames mágicos arrancados se quebrarem. Ele foi recomendado a fazer um banquete para elas com àkarà, ekó, todos os itens de coisas comestíveis e um grande coelho e deveria servir o banquete na fazenda à noite. Naquela noite todas as guardiãs da fazenda divina banquetearam-se com a comida e Orumilá teve um sonho no qual as feiticeiras enviaram alguém para lhe dizer para não ir a fazenda no dia seguinte. Ele deveria ir um dia depois. No dia seguinte elas fizeram a chuva cair pesadamente sobre o solo a fim de amolecê-lo.
Depois disto todas as feiticeiras fizeram um juramento solene de não encantar o inhame de Orumilá a quebrar. Ao terceiro dia Orumilá foi à fazenda e arrancou o inhame com sucesso e o entregou a Obatalá, que instantaneamente cedeu a moça para ele em casamento. Apenas Orumilá, que nunca se lança em algo sem pensar bem antes de agir, sabia que era apenas acalmando e conquistando a confiança das feiticeiras que ele poderia pegar o que ele queria. 

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