3 de junho de 2013

Omolokô

Existem dois significados da palavra Omolokô. Um deles diz que deriva de “Omo” = filho e “Loko” = árvore Irokô. Outro alega que “Omo” = filho e “Oko” = fazenda ou zona rural, onde o culto era realizado na época da escravidão. O Omolokô é apontado por estudiosos e praticantes como um dos principais influenciadores da formação da Umbanda e teria surgido entre o povo africano Lunda-Quiôco. A roça-de-santo é uma distinção utilizada, inclusive, pelos Omolokôs para denominar o local onde se concentram as comemorações e rituais aos Orixás. O termo é uma referência ao período colonial em que os escravos cultuavam aos Orixás às escondidas nas roças e fazendas dos senhores de engenho. A roça-de-santo é dividida em dois ambientes: o público e o sagrado. A hierarquia sacerdotal da Nação Omolokô segue a mesma estrutura da Nação Yorubá. Algumas pessoas se perguntam se Omolokô é Umbanda ou Candomblé. A resposta só poderia ser uma única: Omolokô é ambas. Umbanda porque aceita em seus rituais o culto ao Caboclo e ao Preto-Velho. Candomblé porque cultua os Orixás africanos com suas cantigas em Yorubá ou Angola. No Omolokô existe uma maior aproximação com o Candomblé de origem Banto, que aceita o culto aos espíritos dos antepassados. Dentro da Nação Omolokô os preceitos são próprios de Nação, tais como catulagem, recolhimento, deitar para o Santo, o jogo de búzios, assentar Orixás ou Inkices (depende da vertente) e o próprio xirê, entre outros.

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