21 de fevereiro de 2013

Exus, Pomba Giras e suas falanges

Os nomes dos Exus e Pombas Giras são sempre simbólicos, normalmente compostos pelo nome da falange à qual pertencem e a função ou tipo de atividade que exercem. A entidade pode se identificar de várias formas:
* Apenas a falange à qual pertence de modo genérico: Maria Mulambo (Falange)
* A falange e a função: Maria Mulambo (falange) da Encruzilhada (atuação)
* Apenas a função: Pomba Gira (sem identificar falange) da Encruzilhada (atuação)
* E pode não identificar nem falange e nem função, o que é temporário, pois se o médium se desenvolver e vir a dar consultas, a entidade irá se identificar e riscar seu ponto.
Quando uma entidade identifica sua falange e sua função de atuação, ela já está preparada e devidamente autorizada pela hierarquia a fazê-lo.
Mas vejamos o exemplo:
Maria Padilha da Encruzilhada (identifica a falange e a atuação) mas ainda assim é genérico e simbólico, pois existem centenas de Pombas Giras com esse nome.
Quando um espírito ingressa numa falange, ele deixa de usar a identidade própria, embora não perca sua individualidade. Por exemplo, um espírito que desencarnou sobre o nome Lígia Helena e que optou em trabalhar com determinado médium na Umbanda, não pode se apresentar como Lígia Helena da Falange da Maria Padilha da Encruzilhada, terá que usar apenas Maria Padilha da Encruzilhada.
Então essa Pomba Gira, quando tiver permissão, contará a seu aparelho ou a quem achar necessário, seu verdadeiro nome, seu segredo que será usado em determinadas ocasiões. Por esse motivo é que existem várias entidades com o mesmo nome, o que não significa que sejam exatamente as mesmas, apesar de terem algumas características semelhantes.
Abaixo estão alguns nomes de entidades mais conhecidas:

Exus
Exu Cobra Coral
Exu Cobra Preta 
Exu Rei
Exu Rei da Calunga
Exu Arranca Toco
Exu Calunga  
Exu Capa Preta
Exu Capa Preta das Sete Encruzilhadas 
Exu Catacumba 
Exu Caveira
Exu Caveirinha 
Exu Corcunda
Exu da Calunga
Exu da Meia-Noite
Exu Destranca Rua
Exú do Cruzeiro
Exu do Lôdo
Exu Duas Cabecas 
Exu Ganga 
Exu Gira Mundo
Exu João Caveira
Exu Lúcifer
Exu Mangueira
Exu Marabô 
Exu Maré
Exu Meia Noite
Exu Meia Noite da Calunga
Exu Meia Noite da Capela 
Exu Meia Noite da Mata
Exu Meia Noite da Praia 
Exu Meia Noite das Sete Encruzilhadas 
Exu Meia Noite das Almas
Exu Meia Noite do Cruzeiro
Exu Meia Noite do Mar
Exu Meia Noite do Oriente 
Exu Mirim
Exu Morcego
Exu Omulu
Exu Pinga Fogo
Exu Sete Encruzilhadas
Exu Sete Facadas
Exu Sete Poeiras
Exu TiraTeima 
Exu Tiriri das Encruzilhadas 
Exu Tiriri Lonãn
Exu Tiriri 
Exu Tranca Ruas das Almas
Exu Tranca Ruas
Exu Tronqueira
Exu Ventania
Exu Catacumba
Exu Tiriri da Calunga 
Exu Tiriri da Figueira 
Exu Tiriri da Meia Noite
Exu Tiriri das Almas        
Exu Tiriri das Matas
Exu Tiriri do Cruzeiro
Tata Caveira

Pombas Giras
     
Cigana da Calunga
Cigana da Encruzilhada
Cigana da Estrada
Cigana da Lua
Cigana da Praia
Cigana da Rosa
Cigana das Almas
Cigana do Cemitério
Cigana do Cruzeiro
Cigana Menina
Cigana Rainha
Cigana Sete Saias
Maria da Estrada
Maria das Almas
Maria do Cabaré
Maria Farrapo da Calunga
Maria Farrapo da Encruzilhada
Maria Farrapo da Estrada
Maria Farrapo das Almas
Maria Farrapo das Sete Encruzilhadas
Maria Mulambo
Maria Mulambo da Calunga
Maria Mulambo da Encruzilhada
Maria Mulambo da Estrada
Maria Mulambo das Almas
Maria Mulambo das Sete Encruzilhadas
Maria Mulambo do Cabaré
Maria Mulambo do Cruzeiro
Maria Mulambo do Lôdo
Maria Padilha
Maria Padilha da Calunga
Maria Padilha da Encruzilhada
Maria Padilha da Estrada
Maria Padilha da Lira
Maria Padilha das Almas
Maria Padilha das Sete Encruzilhadas
Maria Padilha do Cabaré
Maria Padilha do Cemitério
Maria Padilha Rainha da Encruzilhada
Maria Padilha Rainha do Cabaré
Maria Quitéria
Maria Quitéria da Encruzilhada
Maria Quitéria do Cemitério
Maria Quitéria do Cruzeiro
Maria Quitéria do Cruzeiro das Almas
Maria Rosa
Maria Sete Catacumbas
Maria Sete Covas
Menina da Praia
Pomba Gira da Calunga
Pomba Gira da Encruzilhada
Pomba Gira da Figueira
Pomba Gira Dama da Noite
Pomba Gira das Almas
Pomba Gira das Sete Encruzilhadas
Pomba Gira das Sete Liras
Pomba Gira do Cabaré
Pomba Gira do Cemitério
Pomba Gira do Cruzeiro
Pomba Gira dos Sete Cruzeiros
Pomba Gira Rainha das Almas
Pomba Gira Rainha do Cruzeiro
Pomba Gira Sete Covas
Pomba Gira Sete Estradas
Rainha da Calunga
Rainha da Encruzilhada
Rainha do Cabaré
Rainha do Cemitério
Rosa Caveira
Rosa da Calunga
Rosa da Encruzilhada
Rosa do Cabaré
Rosa do Cruzeiro
Rosa Negra das Almas
Rosa Negra 
Rosa Vermelha
Rosa Vermelha da Encruzilhada
Rosa Vermelha do Cabaré
Sete Saias
Sete Saias da Calunga
Sete Saias da Encruzilhada
Sete saias da Estrada
Sete Saias do Cabaré
Sete Saias do Cemitério

Porque pedimos silêncio no terreiro?

Boas palavras são as que edificam, elevam e agradam. Más palavras são as que destroem, rebaixam e machucam. O que sai de sua boca é força criadora, provida de Deus. A palavra, portanto, é um dos meios de manifestação do divino na terra, e quando proferida, essa palavra passa a produzir efeitos, não há como fazê-la retornar. Por isso, ao adentrar um terreiro de Umbanda, pense antes de falar. Pense novamente e evite excessos, pois muito antes de sua chegada as entidades já estão no local fazendo no astral os aprontes necessários para socorrer e curar espíritos doentes e sofredores que virão para sessão. Portanto não seja você porta voz das sombras, trazendo desarmonia para o ambiente. Facilite o trabalho não julgando nada, apenas adote uma postura de imparcialidade diante do momento existencial e da dor de cada um. Vigie seus pensamentos e as suas palavras e regre-se pela verdade e pela sensatez. Regule o tom de sua voz, fale baixo, e seja delicado com as pessoas. Como médium trabalhador, é seu dever transmitir paz, certeza, carinho e alegria aos que chegam. Tudo o que você fala precisa ser digno de ser ouvido pelas entidades. Lembre-se sempre disso e fale aos outros como se estivesse falando direto com Olurum ao adentrar um terreiro de Umbanda.

20 de fevereiro de 2013


Palavras de um Preto Velho

Cativeiro. Palavra difícil essa. Muitas vezes meus filhos julgam que o cativeiro é somente aquele em que os homens, geralmente os brancos, subjugavam negros e a eles impingiam toda sorte de sofrimento, de acordo com o mando do senhor dos escravos. Quanto engano. Há tantas formas de cativeiro... O jugo que o homem impõe sobre o outro, tentando oprimir as consciências, espalhando a infelicidade dentro dos corações. O cativeiro das idéias, quando o ser se faz escravo de certos pensamentos, já ultrapassados, ou mesmo das próprias idéias, que nem sempre dignificam quem está com a razão. Existe a escravidão de um povo, de uma raça, de uma comunidade, de uma família ou de um indivíduo, quando se recusa a seguir o progresso da vida e estaciona no tempo. Mas há também a escravidão daqueles que se julgam sábios, que repetem coisas belas, filosofias copiadas de outros, e que são incapazes de realizar algo em benefício próprio, como a transformação íntima de suas tendências, seus costumes e idéias, pois se acham escravos de si mesmos. Na verdade, o cativeiro da escravidão pode ter passado.
No entanto, quem sabe Isabel, a princesa, tenha apenas aberto um caminho para que os homens não mais continuassem cativos de seus modismos, medos, ânsias e angústias; de sua pequenez sem sentido? É preciso que os meus filhos se encarem no espelho. Não naquele espelho no qual costumam olhar-se pela manhã, mas no espelho do eu, na própria alma. Observar se não estão com grilhões atados na mente, na alma ou no coração. E preciso liberdade. Mas liberdade não é o resultado de um decreto ou de uma assinatura em uma folha de papel. A verdadeira libertação é a da alma, que poderá um dia voar livre como as andorinhas no céu de sua própria vida. Sem grilhões, sem cordas, sem muletas. É preciso voar e voar alto, dentro de si mesmo.

18 de fevereiro de 2013

Quem foi Carybé

Hector Julio Paride Carybe, conhecido popularmente como Carybé, foi um importante pintor, gravador, escultor, ceramista, ilustrador e desenhista argentino naturalizado brasileiro. Nasceu na cidade argentina de Lanús em 7 de fevereiro de 1911. Apaixonado pela Bahia, Carybé tornou-se conhecido com suas obras que valorizavam a cultura baiana, os rituais do Candomblé, a capoeira e as belezas naturais da Bahia. Carybé  tinha um título de Obá de Xangô, o posto mais alto dado pelo Candomblé, seu maior orgulho. - “Sou amoroso e devoto da religiosidade afro-brasileira, de seus deuses modestos e humanos, que hoje se defrontam com estes deuses contemporâneos, terríveis e vorazes, que são a tecnologia e a ciência”, dizia.
 Segundo o amigo, o escritor Jorge Amado, Carybé foi como um observador de dentro, envolvido com a religião, que ele se dispôs a retratar. Nancy, sua esposa durante 50 anos, costumava contar que o marido era um homem de tanta fé que jamais levava papel ou lápis para as cerimônias. Achava falta de respeito. Guardava tudo de cabeça e desenvolveu uma memória visual fora do comum. A porção mais grandiosa de seu trabalho é justamente o desenho, a aquarela e o nanquim. 
CapoeiraDe maneira nervosa e moderna, com poucos golpes de pincel, ele era capaz de resumir a forma de baianas prostradas de joelhos como magníficos círculos coloridos. Dono de uma obra vasta, Carybé criou também esculturas e até esboços de cenas de filmes. Chegou a Salvador pela primeira vez com um projeto ambicioso: fazer uma reportagem com lampião. Teve de se contentar em desenhar as cabeças do rei do cangaço e seus capangas, já decapitadas.  Em 1950 arrumou o emprego que pediu a deus: desenhar cenas baianas. - “Foi a sopa no mel. Nunca mais fui embora. A Bahia tem tudo que um pintor procura, luz, água, mar aberto, a gente sempre vê o corpo humano funcionando”, contou. No mesmo ano conheceu o Marchand Valdemar Szaniecki, que mais tarde colocou suas obras numa galeria de São Paulo ao lado das de Di Cavalcanti. Com o passar dos anos, os trabalhos de Carybé não pararam de se valorizar e ele passou a viver só de arte. Adotando a natureza típica da terra, o pintor integrou-se suavemente ao Candomblé, fazendo-se filho de Oxóssi e presidente do conselho dos Obás no terreiro Ilê Axé Opô Afonjá. Quando morreu do coração, em 1997 aos 86 anos durante uma sessão no próprio terreiro, ele já era tão baiano quanto o etnólogo francês Pierre Verger havia sido em vida. 

Orixás

Salgueiro Chorão

A árvore salgueiro chorão é uma árvore de Egungun (espírito ancestral). Os antigos contam que espíritos maldosos vivem embaixo dessas árvores e por isso não se pode passar sob elas nem tampouco ficar de baixo de suas folhas.



Y
Yaô - Médium feminino no primeiro grau de desenvolvimento

Z
Zambi O Deus supremo na Umbanda. Zambi é o princípio e o fim de tudo
 U
Umbandista - Praticante da umbanda

 V
Virar no santo - Entrar em transe com o Orixá
Vudun - Orixás na Nação Jêje
 S
Sacudimento - Ato de realizar limpeza, lavagem e varredura do terreiro 
ou seus filhos, descarrego
Sal grosso - Empregado sob diversas modalidades, como banho de 
descarrego ou como descarrego do local com um copo de água e sal 
atrás da porta
Sarabumba - Salve, o mesmo que aruê
Saravá - Saudação umbandista que corresponde a salve, que assim seja
Sessão - Cerimônia, ritual com a finalidade de cura física e espiritual e 
também de desenvolvimento, de aprendizado e aperfeiçoamento dos 
médiuns
Sincretismo - Fenômeno de identificação dos Orixás com os santos 
católicos

 T
Tenda - Centro
Toco - Vela
Tronqueira - Local destinado para ser feita a segurança primeira do 
terreiro, localiza-se de frente para a rua, do lado esquerdo de quem entra
Tuia - Pólvora
Tumba - Sepultura

 Q
Quartinha- Vasilha de barro onde se coloca água para o Orixá
Quebranto - Mau olhado, feitiço, coisa feita
Quebrar demanda ou quebrar as forças - Anular, desmanchar o efeito de 
um trabalho
Quebrar preceitos - Desrespeitar as regras e hábitos estabelecidos no 
ritual do desenvolvimento ou dos trabalhos
Quizila - Tabu, implicância, interdição, indisposição em relação a algo 
ou alguém, conjunto de proibições. Aversão, antipatia, repugnância, 
alergia a alguma coisa
Quimbanda - Linha de exu
Quiumba - Espírito obsessor e perturbador, zombeteiro

  R
Rabo de saia - Mulher na linguagem dos pretos velhos e exus
Receber irradiação do guia - Entrar em meio transe ou 
comunicar-se de algum modo com uma entidade superior
Receber o santo - Entrar em estado de transe com o Orixá
Reinos - Divisões dos mundos espirituais
Roça - Terreiro, centro
Ronkó - Quarto de santo, peji
O
Obatalá - Deus
Obí - Fruto de uma palmeira africana usada como oferenda para os 
Orixás, e também nas práticas divinatórias cortado em pedaços
Obrigações - Determinações feitas aos médiuns ou consulentes pelos 
guias com o objetivo de auxilio ou como parte de um ritual do 
desenvolvimento mediúnico
Obsediar - Perseguir. Ação pela qual os espíritos perturbados que 
prejudicam as pessoas levando a situações econômicas difíceis, 
loucura...
Obsessor - Espírito perturbador ou zombeteiro que prejudica as pessoas
Ocutá - Pedra ritual, onde são assentados os Orixás
Odoiá - Saudação a Iemanjá
Ofã - Médium responsável pela colheita e seleção das ervas nos rituais
Oferenda - Ato de ofertar algo a uma entidade em troca de favores 
ou como forma de agradecimento
Ogã - Tocadores de atabaques
Okê - Saudação aos caboclos
Olho grande - Mau olhado, inveja, quebranto
Olorum - Deus supremo
Opelê de ifá - Rosário feito de pequenos búzios que é utilizado para ler 
o futuro
Ori - Cabeça
Orixá de cabeça - Orixá que comanda a cabeça do médium
Orixá de frente - O mesmo que Orixá de cabeça

  P
Padê - Despacho para exú no início das sessões ou festas, constando 
alimentos, bebidas, velas, flores e outras oferendas, a fim de que os 
mesmos afastem as perturbações nas cerimônias
Padrinho - Termo utilizado para designar a entidade ou o médium 
que foi escolhido por um filho de fé para batizá-lo
Pai de Santo - Zelador do orixá, chefe do terreiro
Paó - Palmas lentas utilizadas para pedir permissão para entrar
Paramentas - Roupas e objetos utilizados em cerimônias do ritual 
religioso
Passe - Receber das mãos dos médiuns em transe, vibrações da 
entidade, as quais retiram do corpo da pessoa os males provocados 
por vibrações negativas
Patuá - Amuleto que é colocado num pedaço de pano costurado em 
forma de saquinho e serve para proteção
Pedra de raio - Meteorito, fetiche de Xangô
Peji - Quarto de Santo, onde ficam os assentamentos dos Orixás
Pemba - Espécie de giz em forma cônico-arredondada, em diversas 
cores, servindo para riscar pontos entre outras coisas
Pito - Cachimbo, cigarro ou charuto
Pólvora - A pólvora produz o estouro e a fumaça necessária para que 
se expulse a negatividade, rompendo o campo magnético e levando 
todas as energias negativas que por algum motivo se encontram presentes 
no ambiente
Ponteira - Pequeno punhal utilizado em diversos rituais 
Ponto cantado - São preces que servem para invocação das falanges 
e linhas, chamando-as ao terreiro
Ponto de abertura - Cântico de abertura de uma sessão
Ponto de chamada - Cântico que invoca as entidades para virem aos 
terreiros
Ponto de defumação- Cantado enquanto é feita a defumação do ambiente 
e dos presentes
Ponto de fogo - Consiste em um ponto riscado preenchido com 
pólvora e estourado com a finalidade de limpar as energias negativas 
que encontram-se no ambiente
Pontos riscados - É uma espécie de desenho formado por um conjunto 
de sinais cabalísticos, riscados com pemba, que serve para identificar 
a entidade
Porteira - Entrada do terreiro
Povo de rua - Exus
Preceito - Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos fiéis
Protetor - Uma entidade que passou pela vida terrena e deseja obter 
mais luz trabalhando em determinado médium
Puxar o ponto - Iniciar um cântico. É geralmente feito por um ogã

16 de fevereiro de 2013

 M
Macaia - Folhas sagradas. Local das matas onde se reúnem os terreiros
Macaio - Coisa ruim e sem nenhum valor
Macumba - Termo antigo que se denominava aos cultos dos escravos nas 
senzalas, com o passar do tempo, esse termo tornou-se como feitiço ou 
culto de feiticeiros. Antigo instrumento musical usado outrora usado nos 
terreiros
Macumbado - Enfeitiçado
Madrinha - Termo utilizado para designar a entidade espiritual ou o 
médium que foi escolhido por um filho de fé para batizá-lo
Mãe d´água - Iemanjá
Mãe de santo - Ialorixá
Mãe pequena - Médium feminina que substitui o dirigente do terreiro
Malene - Pedido misericórdia. Podem vir em forma de cânticos ou preces 
pedindo perdão
Mandinga - Feitiço, encantamento
Manifestação - Quando o corpo do médium é tomado por um guia
Maracá - Chocalho
Marafo - Cachaça
Matéria - Corpo, parte material do homem
Mau olhado - Quebranto, feitiço
Médium - Pessoa que tem a faculdade especial de servir de intermediário 
entre o mundo físico e espiritual
Mironga - Feitiço, segredo
Mucamba - O mesmo que cambono
Muzambê - Forte, vigoroso

  N
Nagô - Nome dado aos escravos originários do sudão, na África. 
Considera-se nagô como a religião do antigo reino de iorubá
Nifé - Fé
Nurimba - Bondade, amor e caridade
 K
Kanzuá - Terreiro, salão, onde são realizadas as cerimônias e os rituais
Kaô - Saudação de Xangô
Karma - É a consequência de vidas passadas, as quais dirigem a presente 
organizam as futuras encarnações
Kauris - Búzios utilizados no jogo do delogum
Kimbanda - Gira de Exu
Kiumba - Espírito maléfico, obsessor, atrasado e sem nenhuma luz

 L
Lavagem de cabeça - É feita derramando o amaci sobre a cabeça do 
médium
Legião - Conjunto de seres espirituais
Lei da umbanda -A crença da mesma e seus rituais
Linha - União das falanges, sendo que cada um tem seu chefe
Linha branca -Ritual onde só se trabalha com Caboclos, Pretos 
Velhos e Crianças
Linha cruzada - Ritual onde se unem duas ou mais linhas com o 
fim de tornar mais forte um trabalho no terreiro. Normalmente esse 
cruzamento se dá com um guia da direita com um da esquerda
Linha das almas - Corrente vibratória que congrega os espíritos 
evoluídos de antigos escravos africanos, os Pretos Velhos
Linha do Oriente - Ritual onde se trabalha com espíritos que viveram em 
povos do oriente 
  I
Ialorixá - Mãe de santo
Incorporação - Transe, possessão mediúnica
Incorporar - Entrar em transe "receber" a entidade
Iorubás - Negros africanos que falam a linguagem nagô
Ir para a roda - Fazer parte da corrente

  J
Juremá - Na Umbanda os caboclos vem de aruanda, no catimbó eles vem 
do juremá. O juremá como no nosso mundo real, é composto de aldeias, 
cidades e estados ou reinados. Nestes estados e cidades moram os 
encantados, mestres e caboclos
Jurema - Uma das caboclas de Oxóssi