19 de dezembro de 2012

Qualidades de Oyá no Candomblé

Candomblé

 Abomi ou Bomin: Tem fundamento com Xangô e Oxum
Afefe: É ela quem comanda os ventos, tem caminhos com Obaluaiê 
e Egun.Veste vermelho e branco, também usa coral, o chorão de 
seu adê é alaranjado. Afefe, o vento, a tempestade, acompanha Oyá
Agangbele: Nesse caminho mostra a dificuldade em gerar filhos. 
Tem fundamento com Iroko e Xangô. Seu assentamento deve ser feito 
aos pés de Iroko
Arira: Uma de suas formas.
Bagan: Oyá com fundamento com Oxossi, Ossainhe e Exú, guerreira dos 
ventos e dos estreitos das matas. Não tem cabeça. Tem caminhos 
com Egun
Bagbure: Não tem fundamento com nenhum Orixá. Parece pertencer
ao culto de Egunguns
Bamila: Eró Oxalufan.
Biniká: A senhora do vento quente, ligada a Oxumaré e Omolu. 
Tem fundamento com Oxum Opará
Doluo: Eró Ossanhe, culto Nagô
Filiaba: Tem fundamento com Omulu
Gunán ou Gigan: Tem fundamento com Xangô
Ijibé ou Ijibí: Veste branco. Ligada a Oxalá e ao vento frio
Kará: Veste vermelho, ligada a Xangô, ao fogo, aquela que carrega o 
ajerê fervendo na cabeça
Kedimolu: Eró Oxumaré e Omulu
Kodun: eró com Oxaguiã
Leié: O vento dos pássaros, veste estampado, ligada a Ewá
Messan ou Yamesan: É a que foi esposa de Oxossi, meio animal e 
meio mulher. Só come caça com Oxossi nas matas. É a mãe dos nove 
filhos
Odo: Ligada às águas e apaixonada carnal, simboliza o amor e o sexo, 
o prazer e tem seu fundamento na água
Ogaraju: É uma das mais antigas
Onira: É uma ninfa das águas doces e seu culto aqui no Brasil é 
confundido com o culto das outras Oyá's por ser uma grande guerreira. 
É saudada como Oyá, sendo seu culto na África totalmente diferente. 
Tem ligação com o culto a Egun. Tem grande ligação com Oxum, pois foi 
ela quem ensinou Oxum Opara a lutar. É muito perigosa por sua ligação 
e caminhos com Oxaguiã, Ogum e Obaluaiê. Veste coral e amarelo. 
É Rainha da cidade de Ira (filha ou mulher de Xangô). "Onirá" na 
África significa "Senhora da Cidade de Irá". Dona das estradas, 
principalmente das encruzilhadas. Veste rosa.
Onisoni: Tem fundamento com Omulu.
Petu: Ligada aos ventos e as árvores. Vem sempre antes de Xangô, 
anunciando a sua chegada. Oyá dos raios, guerreira, usa cobre.
Semi: Tem fundamento com Obaluaiê
Seno ou Ceno: Tem fundamento com Oxumarê
Sinsirá: Oyá raríssima, ligada Yemanjá e Airá. Tem fundamento 
com Obaluaiê
Sire: Tem fundamentos com Ossanhe e Ayrá
Tope ou Yatopé ou Tupé: Tem ligação com Xangô e veste-se de branco. 
Tem fundamento com Ogum Xoroquê e Exu. Mora no tempo. 
Alguns axés a tem como uma Igbalé
Yapopo: Tem fundamento com Obaluaiê
Oyà Gbale ou Igbale (aquela que retorna a terra) são as deusas dos mortos. É Ligada diretamente ao culto de Egun, por isso é a senhora dos cemitérios. Tem pleno domínio sobre os mortos, trazendo consigo uma falange de Egun que ela controla, pois todos temem seu poder. O culto a Egun nasceu nas mãos de igbalé quando ela fora buscar uma substancia que permitia a Xangô soltar fogo pelas narinas. Oyá ficou sabendo que o povo Tapa iria invadir a cidade de Baribas, então forrou na beira de um rio um pedaço de pano vermelho, colocou algumas cabaças, evocou os mortos e aquele pano tomou vida e saiu voando na direção dos inimigos, colocando-os para correrem apavorados. Devido a sua ligação com Egun é proibido vesti-la de vermelho, sua vestimenta é branca. Quando dançam parecem expulsar as almas errantes com seus braços. Tem forte fundamento com Omulu, Ogum e Exú.
Subdividem-se em:
Igbalé Adagangbará: Tem fundamento com Exu
Igbalé Afakarebó ou Fakarebô: Não é feita em seus eleitos. 
É a verdadeira dona do ebó. Seus caminhos levam diretamente a 
Exu e Egum. Seus rituais são todos feitos no murim, cabaças e porrões.
Igbalé Ate Oju: Aspecto difícil de Oyá quando caminha com Nanã
Igbalé De: Uma de suas qualidades
Egunita: Fundamento com Ogum Wari e Odé. Vive com os eguns 
veste branco e mariwo, ligada a Oxalá, Nanã, e ao vento do bambuzal
Igbalé Fuman: A Senhora do Fogo e dos ventos da Morte. 
Caminha com Ogum e Obaluaiê. Tem caminhos também com Egum e Ikú. 
Veste branco e pode usar azul-claro
Igbalé Furé: Usa uma foice na mão esquerda e um eruexim na direita. 
Veste branco e por cima das vestes a palha da costa. Dança como 
se estivesse carregando na cabeça uma enorme cabaça. Em suas vestes 
são penduradas pequenas cabaças, no tornozelo direito uma pulseira 
de aço. Tem ligação direta com o culto aos Eguns. Preside a vida e a 
morte
Igbalé Guere ou Logunere: Tem forte fundamento com Ogum e Omulu
Igbalé Lario: Uma de suas qualidades
Igbalé Lesseyen: Uma das Igbales que mora no próprio Lesseyen
Igbalé Min: Uma de suas qualidades
Igbalé Padá: A que ilumina o caminho aos eguns veste branco, 
mariwo ligada a Oxalá, Omolú e Nanã, e ao bambuzal
Igbalé Tanan ou Furé-Igbalé: A  que recebe no portal os eguns
Igbalé Toningbe: Uma de suas qualidades

Qualidades de Ogum no Candomblé

Candomblé

Ajàká: É o “verdadeiro Ogum guerreiro”, sanguinário, que em princípio 
se veste de vermelho. Teria sido rei de Oyó e irmão de Xangô, é 
agressivo, um militar acostumado a dar ordens e a ser obedecido, seco 
e voluntarioso, irascível e prepotente
Akoró: É o Ogum que usa o mariwò como coroa, sua roupa é o mariwò, 
toma conta da casa de Oxalá, é irmão de Oxóssi e não come mel. 
Ligado à floresta, qualidade benéfica de Ogum invocada no padê. 
Filho de Ogunté, Akoró é um tipo de Ogum jovem e dinâmico, entusiasta, 
empreendedor, cheio de iniciativa, protetor, seguro, amigo fiel 
e muito ligado à mãe
Alagbedé: É o Ogum dos ferreiros, o ferramenteiro, da ancestralidade, 
marido de Yemanjá Ogunté e pai de Ogum Akoro. Representa um tipo 
mais velho de Ogum, trabalhador consciencioso, severo, que 
“não brinca em serviço”, cientes de seus deveres tanto quanto de 
seus direitos, é exigente e rabujento
Amene ou Ominí: Tem ligação com Oxum, cultuado em Ijexá, sua conta 
é verde clara
Je Ajá ou Ogúnjá: Um de seus nomes em razão de sua preferência em 
receber cães como oferenda, tem ligação com Oxaguiã e Iemanjá. É um 
Ogum particularmente combativo. Tem temperamento rabugento, solitário, 
veste-se de verde escuro e usa contas verdes. Dizem que acompanha 
Iemanjá Ogúnté
Masa: Um dos nomes bastante comuns do Orixá, segundo os antigos é 
um aspecto benéfico quando assim se apresenta
Megê: É o mais velho de todos, a raiz dos outros, Ogum completo, 
velho solteirão rabujento. É o aspecto do Orixá que lembra a sua 
realização em conquistar a sétima aldeia que se chamava Ire (Meje Ire)
deixando em seu lugar seu filho, Adahunsi. É aquele que toma conta das 
sete entradas da cidade de Irê, ligado a Exú, o guardião das casas de Ketu
Meme: Veste-se de verde e usa contas da mesma cor, como Ogunjá, mas 
de uma tonalidade diferente
Olode: Epíteto do Orixá destacando a sua condição de chefe dos 
caçadores,originário de Ketu. Não come galo por ser um animal doméstico. 
Amigo do mato, dos animais, conhecedor dos caminhos, e é um guia 
seguro. Seu temperamento solitário assemelha-se ao de Oxóssi
Oniré: É o título de Ogum filho de Oniré, quando passou a reinar em Ire. 
É um Ogum antigo que desapareceu debaixo da terra. Usa também contas 
verdes. Guerreiro impulsivo, é o cortador de cabeças, ligado 
à morte e aos antepassados; orgulhoso, muito impaciente, arrebatado,
não pensa antes de agir, mas acalma-se rapidamente. 
Primeiro filho de Odúduwà
Popo: Seria o nome de Ogum quando foi à terra dos Jeje, é um tipo 
fanático
Wàrí: é o ferreiro dos metais dourados, ligado a Oxum, ligado ao ar, 
por isso o mais requintado dentre todos os Oguns
Waris: Nessa condição o Orixá apresenta-se muitas vezes com forças 
destrutivas e violentas. Segundo os antigos a louvação patakori não lhe 
cabe, ao invés de agradá-lo, ele aborrece-se. Um dos seus mitos narra 
que ele ficou momentaneamente cego
Wori: É um Ogum perigoso, dado à feitiçaria e ligado aos antepassados. 
Tem temperamento difícil, suscetível, autoritário e de espírito dogmático
Xoroke: É um Ogum que algumas pessoas tendem a confundir com Exú, 
agitado, instável, suscetível e manhoso. Xoroke é apenas um apelido que 
Ogum ganhou devido à sua condição extrovertida: xoro = falar, 
ke = mais alto. Usa contas de um azul escuro que se aproxima do roxo.

Qualidades de Exu no Candomblé

Candomblé

As qualidades de Exú aqui relacionados, dizem respeito ao Orixá Exú do Candomblé, não tendo relação com os Exús da Quimbanda.
Agba: O ancestral, epíteto referente à sua antiguidade
Agbo: O guardião do sistema divinatório de Orunmilá
Ajonan: Tinha o seu culto forte na antiga região Ijexá
Akesan: Quando exerce domínio sobre os comércios. Acompanha 
Oxumaré
Alàfìá: O senhor da satisfação pessoal
Alaketu: Cultuado na cidade de Ketu onde foi o primeiro senhor. 
Acompanha Oxóssi
Álè: Acompanha Omolú
Aríjídì: Acompanha Oxum
Asanà: Acompanha Oxum
Bárà: O senhor do corpo
Elebo: O senhor das oferendas
Eledu: Estabelece o seu poder sobre as cinzas, carvão e tudo que for 
petrificado
Elegbárà: O senhor do poder mágico
Eleru: Transportador dos carregos rituais onde possui total domínio
Enugbarijo: Nessa forma Exú passa a falar em nome de todos os Orixás
Gogó: É o responsável pela recompensa divina a todos os atos dos seres 
humanos (e também dos seres espirituais)
Igbaketa: O terceiro elemento. Faz alusão aos domínios do Orixá e 
ao sistema divinatório
Igbárábò: Acompanha Iemanjá e Xangô
Ijedé: Acompanha Logun
Íjenà: Acompanha Ewá
Ikoto: Faz referência ao elemento Ikoto que é usado nos assentamentos. 
Esse objeto lembra o movimento que Exú faz quando se move como um 
furacão
Ina: Quando é invocado na cerimônia do Ipadê, regulamentando o ritual
Jelu: Nessa fase ele regula o crescimento dos seres diferenciados
Jeresú: Acompanha Obaluaiye
L’Okè: Acompanha Obá
Lajìkí: Acompanha Ogum e Oyá. Cuida das porteiras
Lálú: Acompanha Odé, Ogum e Oxalá
Langìrí: Acompanha Osogiyan
Lodo: Senhor dos rios, função delicada, dado a conflitos de elementos
Loko: Como ele é assexuado nessa fase, tende ao masculino 
simbolizando virilidade e procriação
Lonan: O senhor dos caminhos. Acompanha Oxum, Oyá e Ogum, 
responsável pela porteira do Ketu
Oba Babá Exú: o rei pai de todos os Exús
Oba Iangui: O primeiro, que foi dividido em várias partes, segundo 
seus mitos
Odara: Aquele que guia (mostra o caminho, vai à frente). Fase benéfica 
quando ele não está transitando caoticamente. Senhor da felicidade, 
ligado a Orixalá
Oduso: Quando faz a função de guardião do jogo de búzios
Oguiri Oko: Ligado aos caçadores e ao culto de Orunmilá-Ifá
Ojise: O mensageiro divino
Okòtò: O exú do carocol, o infinito
Olobe: Domina a faca e objetos de corte. É comum assenta-lo para 
pessoas que possuem posto de Asogun
Opin: É o Exu que deve ser evocado sempre que queremos estabelecer 
um local como sagrado
Òrò: Acompanha Odé e Logun. É o responsável pela transmissão do 
poder através da fala
Sìjídì: Acompanha Omolú e Nanã
Tirirí: Acompanha Ogum
Tòkí: Acompanha Oyá e vários Orixás
Tòpá/Eruè: Acompanha Ossanhe
Wara: O que controla os relacionamentos interpessoais
Woro: Vem da cidade do mesmo nome
Yangui: É a sua múltipla forma mais importante e que lhe confere a 
qualidade de Imolê ou divindade nos ritos da criação. Exú ligado a 
antigas e grandes sacerdotizas de Oxum