3 de abril de 2012

Ibejis

Saudação:
Tamboreiro - A júbà Ìbejì orò, Sàngó dibeji, Òsun dibeji, Oujá níbeji, gbogbo owó fun wa òòsà ibeji, ìbejì orò! (Respeitamos aos espíritos gêmeos, Xangô convertido em gêmeo, Oxum convertida em gêmea, Oiá tendo gêmeos, espíritos gêmeos!)
Responder - Ìbejì orò! (Espíritos gêmeos!) 

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T - Dì owo dì owo tàlà d'Ìbejì èjì owo tàlà d' Ìbejì èjì owo olórun dê ou! (Oh! Chega o dono do céu convertido em dobro de riqueza, convertido em gêmeos da fronteira para este mundo)
R - Dì owo dì owo tàlà d'Ìbejì èjì owo tàlà d' Ìbejì èjì owo olórun dê ou! (Oh! Chega o dono do céu convertido em dobro de riqueza, convertido em gêmeos da fronteira para este mundo)
T - Dì owo dì owo Sàngó d 'Ìbejì èjì owo tàlà d' ìbejì eji owo (Converte-se em riqueza Xangô, se converte em gêmeos, o dobro de riqueza do começo convertido em gêmeos)
R - Dì owo dì owo Sàngó d 'Ìbejì èjì owo tàlà d' ìbejì eji owo (Converte-se em riqueza Xangô, se converte em gêmeos, o dobro de riqueza do começo convertido em gêmeos)
T - Elékùn jà ré ou! (Oh dono do leão que briga e nos assusta!)
R - Ekùn jà ré ogun lò! (O leão briga, assusta e finaliza a guerra)
T - Owo owo èbùn l'èrùn dê dì lókè o wá jà estraguem okun dê elékùn jà ré ou! (Dá de presente riquezas, traz a seca, vai mensalmente lutaroh! Chega dono do leão que luta e assusta)
R - Okun jà ré ogun o (Luta com força, termina a batalha e se vai)
T - Bàbá 'rúnmalè olú fà (Pai espiritual, senhor que ampara)
R - Bàbá 'rúnmalè olú fà (Pai espiritual, senhor que ampara)
T - Tàlà d'ibeji jó Sàngó tàlà d'ibeji jó l’àlà ré wa (Do começo Xangô dança convertido em gêmeos, mais adiante virá cruzando a fronteira)
R - Anípé èjì jó (Dançam em dupla alcançando seu destino)
T - L’àlà ré wa (Virão cruzando a fronteira)
R - Anípé èjì jó (Dançam em dupla alcançando seu destino)
T - Tàlà d'ibeji èjì w'owo tàlà d'ibeji èjì w'owo (Convertido em gêmeos traz o dobro de riqueza da fronteira)
R - Oujá sei sùn 'malè tàlà d'ìbejì èjì w'owo (Oiá faz dormir os gêmeos convertidos no Orixá do princípio, vem o dobro de riqueza)
T - Hù bádé hù bádé hù bádé a k’orò (Germinem, retornem juntos que nós lhe recolhemos espíritos)
R - Dada sélè hù bádé a k’orò (Espíritos dos meninos que nascem com cabelo, nós perdemos um filho, faz com que germinem e retornem que nós os recolheremos)
T - A sé sùn Sàkpàtà, yé sùn lábà wè (Suplicamos a Xapanã, por favor, suplicamos que nosso lar se limpe)
R - A sé sùn Sàkpàtà, yé sùn lábà wè (Suplicamos a Xapanã, por favor, suplicamos que nosso lar se limpe)
T - Esun lábà wè, esun lábà wè (Que a erva tromba de elefante limpe nosso lar)
R- A sé sùn Sàkpàtà, yé sùn lábà wè (Suplicamos a Xapanã, por favor, suplicamos que nosso lar se limpe)
T - Àlà wí àlà wí erù rè bàbá (Em sonhos o pai nos comunica do peso adicional [gravidez])
R - Àlà wí àlà wí erù rè bàbá (Em sonhos o pai nos comunica do peso adicional [gravidez])
T - Orò kun dê ou! (Oh! Espírito te divida e chega)
R - Altar dê kun dê kun dê ká (O corpo chega dividido, chega em partes)

Xapanã

Saudação:
Tamboreiro - A júbà Sònpònnó jubéteyi bèlújá sápatà, Sònpònnó’ bàlúwàiyé, mólù. A ba ou! (Respeitamos o Xapanã que supera, corta e se manifeste perseverante atravessando o povo, corre e mata os inimigos. Xapanã, rei do povo, vem ao mundo limpar e golpear. Inclinamo-nos perante a ti!)
Responder - Ao ba ou! (Inclinamo-nos perante a ti!) 

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T - Jàró jàró Onídán koko ou ní jàró (Descobre as mentiras realizador de milagres, você tem que descobrir as mentiras)
R - Jàró jàró Onídán koko ou ní jàró (Descobre as mentiras realizador de milagres, você tem que descobrir as mentiras)
T - Mú jà mú jà, ké ri mú jà, mú jà mú jà, ké ri mú jà wò (Apanhe, esforce-se, corte, olhe, apanhe, esforce-se, corte, olhe, apanhe, esforce-se e cuide)
R - Mú jà mú jà, ké ri mú jà, mú jà mú jà, ké ri mú jà wò (Apanhe, esforce-se, corte, olhe, apanhe, esforce-se, corte, olhe, apanhe, esforce-se e cuide)
T - Mo b’ lè fò jàró mo b’ lè fò jàró (Eu rogo à terra, olha e descobre os enganos)
R - Mo b’ lè fò jàró mo b’ lè fò jàró (O conhecimento rogo à terra, olha e descobre os enganos)
T - Àsà j’ewo já fun wa wó ao ba ou erúnmalè (Na tradição violar a tradição nos derruba, nos faz cair, inclinamo-nos perante a ti, espírito de luz)
R - Ao sá jé nú yà fun wa wó ao ba ou erúnmalè (Pedimos que permita limpar-nos livrando da queda. Inclinamo-nos perante a ti, espírito de luz)
T - Ao ba ou erúnmalè (Inclinamo-nos perante a ti, espírito de luz)
R - Ao ba ou erúnmalè (Inclinamo-nos perante a ti, espírito de luz)
T - Okùn yé aiyé! (Salve portador da coroa de contas no mundo)
R - Ààyé yé ààyè (Vida por favor, vida)
T - Èle mo b’ lè fá tàlà bò lànà (Eu rogo à terra que limpe a violência, retorne do começo abrindo os caminhos)
R - Ao sá jé nú ba òní, òní oba ou já, ao sá jé nú ba òní (Pedimos que permita limpar-nos e  inclinarmos. Hoje seu rei destrói, pedimos que permita limpar-nos e nos inclinarmos)
T - Tàlà fò wá ou! E lè fá tàlà fun malè (Oh! Do começo vem olhando, senhor pode limpar desde o princípio para os espíritos de luz)
R - Tàlà fò wá ou! E lè fá tàlà fun malè (Oh! Do começo vem olhando, senhor pode limpar desde o princípio para os espíritos de luz)
T - Èké ba ou, iná ba ou, iná ba ou, eb l’isé ode (A mentira se dobra perante a ti, o fogo se dobra perante a ti. Você exige trabalhar fora [ter seu assentamento separado do resto dos Orixás])
R - Èké ba ou, iná ba ou, iná ba ou, eb l’isé ode (A mentira se dobra perante a ti, o fogo se dobra perante a ti. Você exige trabalhar fora)
T - Ààyè adé’lú a lùpa ju mule (Vida coroa do povo, nós matamos com um golpe e superamos os juramentos inquebráveis [cumprimos com eles])
R - Ààyè... Adé’lú a lùpa ju mule (Vida... Coroa do povo, nós matamos com um golpe e superamos os juramentos inquebráveis)
T - E lù e lùpa ju mule, e lù e lùpa ju mule wò (Senhor golpeia, mata com um só golpe, supera os juramentos inquebráveis e observa)
R - E lù e lùpa ju mule, e lù e lùpa ju mule wò (Senhor golpeia, mata com um só golpe, supera os juramentos inquebráveis e observa)
T - Oko ru mã oko ru mã afá bá meu ba orò (O campo oferece sempre, o campo oferece sempre uma ponte  para me encontrar reverenciando o espírito) 
R - Aiyé aiyé oko ru mã oko ru mã afá bá meu ba orò (O mundo dos antepassados do campo oferece sempre, o campo oferece sempre uma ponte para me encontrar reverenciando o espírito)
T - A ju ìjà sei lù sei lù (Nós permitimos a luta, age e golpeia, age e golpeia)
R - A ju ìjà kò o kò o (Nós permitimos a luta não vá, não vá)
T - A ju ìjà kò o kò o (Nós permitimos a luta não vá, não vá)
R - A ju ìjà sei lù sei lù (Nós permitimos a luta, age e golpeia, age e golpeia)
T - L’epo l’epo l’epo (Use o azeite de dendê, use o azeite de dendê)
R - Kó lè janjan kó lè’são (Pode recolher intensamente com o instrumento de rabo de cavalo)
T - Níyà níyà níyà (Castigue, castigue, castigue)
R - Kó lè janjan kó lè’são (Pode recolher intensamente com o instrumento de rabo de cavalo)
T - E mú jà, mú jà, mú jà k’otà (Senhor recolhe e luta, recolhe e luta, recolhe, luta e corte os inimigos)
R - E mú jà, mú jà, mú jà k’otà (Senhor recolhe e luta, recolhe e luta, recolhe, luta e corte os inimigos)
T - Jà kó pani, jà kó panígbe (Lute, recolha-os, que sejam assassinados, lute recolha-os, faça-os chorar)
R - Jà kó p (Lute, recolha e mate)
T - Sònpònnó mo bè l’èrù òrìsà mo bè l’èrù (A Xapanã eu rogo no medo, ao Orixá eu rogo no medo)
R - Ààyè èrù malè wó (Rompe os medos da vida, espírito de luz)
T - Sàkpàtà ku’lha meu (Xapanã paralisa meu inimigo)
R - Olomi l’awo (Dono da água na pele)
T - Sàkpàtà ku egba mo (Xapanã paralisa o chicote destruidor)
R - Olomi l’awo (Dono da água na pele)
T - Sàkpàtà òb nem tè õwo (Xapanã, a faca tem que pressionar o furúnculo)
R - Sàkpàtà òb nem òbe nem tè õwo (Xapanã, a faca tem que pressionar o furúnculo)
T - E lè’gbára òní tè òbe l’awo, agbára oni tè òbe l’awo (Senhor, pode com força pressionar a faca na pele, com força hoje pressione a faca na pele)
R - E lè dáàdáá’ gbára òní tè òbe l’awo (Senhor, pode ser bondoso, com força hoje pressione a faca na a pele)
T - Àk’ara lókè lókè lókè (Recolhe o corpo suave, suave, suave)
R - Àk’ara lókè lókè lókè àk’ara (Recolhe o corpo suave, suave, suave, recolhe o corpo)
T - Sàkpàtà sou bo wè onà ìsó a ní só bò (Xapanã olhe e entra, ampara nosso caminho e nos protege, nós temos amparo)
R - Sàkpàtà sou bo wè onà ìsó a nem só bò (Xapanã olhe e entra, ampara nosso caminho e nos protege, nós somos protegidos, entra)
T - Só bo wè meu Sàkpàtà l’arun yé sou bo ibè ná súré mã Sàkpàtà má bé sà wè (Olhe, entra e nos ampara Xapanã, me cure na enfermidade, olhe, entra e te manifeste correndo sempre. Xapanã não corte a aplicação da medicina e o banho)
R - Só bo wè meu Sàkpàtà dêem Sun sé só bo ire ná sure ba Sònpònnó ààyè ààyè (Olhe, entra e me ampara Xapanã, estou necessitado, olhe, entra com bênção, te manifeste correndo escondido Xapanã. Vida, vida)
T - Mó sé ké’bà, mó sé ké’bà amodi sou, yé ààyè! E lù ga mã mó sei ké’bà amodi sou, yé ààyè! E lù ga mã mó sé ké’bà amodi sou, yé ààyè! E lù ga mã mó sÉ ké’bà amodi sou, e odara ! (Ampara e age, cortando a febre, varre a enfermidade e tire-a, por favor, vida! Senhor golpeia e limpa, age cortando a febre, varrendo a enfermidade e tirando-a, senhor nos faça ficar bem)
R - Mó sé ké’bà, mó sé ké’bà amodi sou, yé ààyè! Sé ké’bà, mó sé ké’bà amodi sou, yé ààyè! Mó sé ké’bà, mó sé ké’bà amodi sou, yé ààyè! Mó sei ké’bà, mó sé ké’bà amodi sou, e lè wá ra! (Ampara e age cortando a febre, varre a enfermidade e tire-a, por favor, vida! Ampara e age cortando a febre, varre a enfermidade e tire-a, por favor, vida! É seu dever reparar!)
T - Ara mó ké lè mã jó, ara mó ké lè mã jó, mó ké lè mã, mó ké lè mã, òb w’ara mó ké lè mã jó (Limpe o corpo e corte que poderá sempre dançar, ampara, corta, usa sempre a dança e a faca para limpar o corpo e cortar, poderá sempre dançar)
R - Ara mó ké lè mã jó, ara mó ké lè mã jó, mó ké lè mã, mó ké lè mã, òb w’ara mó ké lè mã jó (Limpe o corpo e corte, que poderá sempre dançar, ampara, corta, usa sempre a dança e a faca para limpar o corpo e cortar, poderá sempre dançar)
T - Sàkpàtà bá r’arun dê Sàkpàtà ra wè, òní dê, Sàkpàtà bá r’arun dê Sàkpàtà ra wè, òní dê wò (Xapanã encontre e repara a enfermidade, chega Xapanã, te manifeste hoje, chega para banhar e vigiar)
R - Bá’ ra sei rà kún dê sà sà ru wè, ou nem pè wò, bá’ ra sei rà kún dê sà sà ru wè, ou nem pè wò (Encontre o corpo, faz o reparo ocupando-o, chegando, aplicando medicina e conduzindo o banho, você é o que chama pra cuidar)
T - Sàkpàtà oníre kú a ju’ ré Sàkpàtà oníre kú a ju’ ré Sàkpàtà oníre kó lè’ san Sàkpàtà oníre bè’lú’ são (Xapanã dono de bênçãos, a morte superamos com bênção. Xapanã dono de bênçãos, recolha e capacite o instrumento de rabo de cavalo. Xapanã dono de bênçãos, rogue pelo povo com o instrumento de rabo de cavalo)
R - Sàkpàtà oníre kú a ju’ ré Sàkpàtà oníre kú a ju’ ré Sàkpàtà oníre kó lè’ san Sàkpàtà oníre bè’lú’ são (Xapanã dono de bênçãos, a morte superamos com bênção. Xapanã dono de bênçãos, recolha e capacite o instrumento de rabo de cavalo. Xapanã dono de bênçãos, rogue pelo povo com o instrumento de rabo de cavalo)
T - Bá’ ra bá’ meu ra’ sorò Sàkpàtà bá’ meu ra’ sorò Sàkpàtà lóke lè mã bá’ra meu’ sòro (Usa  meu corpo Xapanã, te manifeste em mim. Xapanã suba e venha sempre usar meu corpo e te expressar)
R - Bá’ ra bá’ meu ra’ sorò Sàkpàtà bá’ meu ra’ sorò Sàkpàtà lóke lè mã bá’ra meu’ sòro (Usa meu corpo Xapanã, te manifeste em mim. Xapanã suba e venha sempre usar meu corpo e te expressar)
T - O’ bà mbò mã’ ra ká já mã’ ra ká já fi òa e wò (A febre violenta está vindo sempre ao corpo, recolha-a e cure-a senhor, cuida)
R - O’ bà mbò mã’ ra ká já mã’ ra ká já fi òa e wò (A febre violenta está vindo sempre ao corpo, recolha-a e cure-a senhor, cuida)
T - Ori móko dê là ibà bá l’èkó (Que a cabeça prevaleça, chega que aparece a febre, nos ensina  a deixá-la pra trás)
R - Ibà mbò dê là ibà bá l’èkó (A febre está vindo, chega que aparece a febre, nos ensina a deixá-la pra trás)
T - L’epo l’epo l’epo (Use o azeite de dendê)
R - K’ara mbò kara mbò (Está vindo pra recolher o corpo)
T - Bè’lú jà bè’lú jó olóníyà (Roga pelo povo e luta, roga pelo povo dançando dono dos castigos)
R - Bè’lú jà bè’lú jó olóníyà (Roga pelo povo e luta, roga pelo povo dançando dono dos castigos)
T - Kári ré ma l’epo kún jà ré ma kári ré m l’epo kún jà ré ma (Benze os arredores sempre usando o azeite de dendê, se manifesta, luta e benze continuamente)
R - Wélé wá ou yàn yè kári ré ma l’epo kún jà ré ma kári ré ma l’epo kún jà ré ma (Vem lentamente e escolhe alguém nos arredores, benze sempre usando azeite de dendê, se manifesta, luta e benze continuamente)
T - Ààyè ààyè Sònpònnó là nú ké rè Sònpònnó là nú ké rè là nú ké rè ààyè ààyè (Vida, vida Xapanã. Aparece, ampara e corta o cansaço, vida, vida)
R - Ààyè ààyè Sònpònnó là nú ké rè Sònpònnó là nú ké rè là nú ké rè ààyè ààyè (Vida, vida Xapanã. Aparece, ampara e corta o cansaço, vida, vida)
T - Èké rè ké má ìtan (Se a mentira aumentar, acabe com essa história)
R - Èké rè ké má ìtan (Se a mentira aumentar, acabe com essa história)
T - Alápa dê! (Chega senhor da matança)
R - Ainon ribà ainon risé (Senhor da terra percebe a febre, senhor da terra percebe o trabalho)
T - Ga mã jà sékó súnmó bé’run omo r’erò (Elevado sempre te esforce para ensinar, cura as chagas do filho usando o remédio)
R - Ga mã jà sékó súnmó bé’run omo r’erò (Elevado sempre te esforce para ensinar, cura as chagas do filho usando o remédio)
T - Ga mã ru sun bè wò bè wò (Elevado sempre oferece um abraço, roga e cuida)
R - Ga mã ru sun bè wò bè wò (Elevado sempre oferece um abraço, roga e cuida)
T - Ké mó maa sé lò’ sei bè’ lú jà (Corta, rompe, sempre age fazendo trabalhos, rogando e lutando pelo povo)
R - Akòja ebo ma sei lò’ sei bè’ lú jà (Cumprimos o ebó sempre agindo, fazendo trabalhos, rogando e lutando pelo povo)
T - Gò gò gò se meu wa gò gò gò s’ara wè (Insensível, preguiçoso, atordoado, eu sou insensível e atordoado, banha meu corpo)
R - Àna rá wè éèdì oogun lai-lai (Limpe os feitiços com medicina eternamente)
T - Sou sou sou Sàkpàtà omi sou sou sou Sàkpàtà (Atira, atira água Xapanã, atira, atira, aftira, Xapanã)
R - Àna rá wè éèdì oogun lai-lai (Limpe os feitiços com medicina eternamente)
T - Só bò meu’ rókò (Me proteja, me cubra com a árvore sagrada)
R - Ààyè ààyè Sàkpàtà (Vida, vida Xapanã)
T - Á mã d’isé Sàkpàtà nísé wáiyé (Vem sempre, chega pra trabalhar Xapanã, tem trabalho na terra)
R - Sàkpàtà nísé wáiyé, Sàkpàtà nísé wáiyé (Xapanã tem trabalho na terra)
T - Sogbó e! Sogbó e! A morri sou a yé a morri sou Sàkpàtà wá morri sou (Nos faça crescer! Reconhece e protege nossas cabeças por favor, reconhece e protege nossas cabeças Xapanã, vem reconhecer e proteger a cabeça)
R - Sogbó e! Sogbó e! A morri só a yé a morri sou Sàkpàtà wá morri sou (Nos faça crescer! Reconhece e protege nossas cabeças por favor, reconhece e protege nossas cabeças Xapanã, vem reconhecer e proteger a cabeça)
T - Ga má se go, ga má lù’ pepe, ga má lù’ pepe, Sàkpàtà ga má se go (Elevado não golpeie, elevado não golpeie o tolo, elevado Xapanã não golpeie)
R - Ga má se go, ga má lù’ pepe, ga má lù’ pepe, Sàkpàtà ga má se go (Elevado não golpeie, elevado não golpeie o tolo, elevado Xapanã não golpeie)
T - Là nú’ pepe àga njeum’ bo (Salva e limpa o tolo que está comendo algo da oferenda)
R - Ga mã là nú’ pepe, là nú’ pepe àga njeum’ bo, ga mã là nú’ pepe (Elevado sempre salva, limpa o tolo, salva e ampara o tolo que está comendo algo da oferenda, elevado sempre aparece e limpa o tolo)
T - Á mã sá p yà, á mã sá p yà, á mã sá p yà deu e! Sàkpàtà ire, á mã sá p yà, á mã sá p yà deu e! (Venha continuamente cortar a ferida e o inimigo com um golpe de facão, manifeste-se Xapanã, benza e venha continuamente cortar as feridas e o inimigo com um golpe de facão, manifeste-se!)
R - Á mã sá p yà, á mã sá p yà, á mã sá p yà deu e! Sàkpàtà ire, á mã sá p yà, á mã sá p yà deu e! (Venha continuamente cortar a ferida e o inimigo com um golpe de facão, manifeste-se Xapanã, benza e venha continuamente cortar as feridas e o inimigo com um golpe de facão, manifeste-se!)
T - E o má sá p’yò (Senhor é forte, não corte com um golpe de facão matando a alegria)
R - E o má k’elema (Senhor é forte, não corte a confiança)
T - Bá yá ké bá yayò (Venha logo e grite, venha festejar)
R - Bá yá ké bá yayò (Venha logo e grite, venha festejar)
T - Ga mã jà yò jà yò, ga mã jà yò jà yò Sàkpàtà kú’lha meu (Elevado, continuamente brigue e te alegre, brigue e te alegre Xapanã, mate meus inimigos)
R - Ga mã jà yò jà yò, ga mã jà yò jà yò (Elevado, continuamente brigue e te alegre, brigue e te alegre)
T - Ao ba ikò (Reverenciamos o mensageiro)
R - Páàpáà! (Eu mesmo, você mesmo!)
T - Ao ba ikò (Reverenciamos o mensageiro)
R - A mã s’èpè (Invocamos sempre seu amparo)
T - A lù pò! (Golpeamos muito [com as mãos])
R - Páàpáà! (Eu mesmo, você mesmo!)

Obá

Saudação:
Tamboreiro - Ajúbà Oba s’ire, Oba àjórún , Oba’ Láde olomi oulha t’oubodò, b’omi layo wa, E só Oba! (Respeitamos a Obá que nos benze, Obá que em sua viagem aniquila, proprietária da coroa, das águas e das pedras do rio Obá, como a água nos alegre. Você protege Obá!)
Responder - E só Oba s’ire (Você protege e benze Obá!) 

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T - Odò f’ìyá odò f’ìyá (Mãe usa o rio)
R - Oba s’ire odò f’ìyá (Obá benze e usa o rio)
T - Onà goro onà goro bàbà ìrá wò (Cuida do caminho, do bambu, do milho da guiné e dos animais selvagens)
R - Onà goro onà goro bàbà ìrá wò (Cuida do caminho, do bambu, do milho da guiné e dos animais selvagens) 
T - Èrùn’ sele èrùn’ sele bàbà ìrá wò (Em tempo de seca cuida do milho da guiné e dos animais selvagens)
R - Èrùn’ sele èrùn’ sele bàbà ìrá wò (Em tempo de seca cuida do milho da guiné e dos animais selvagens)
T - Èrùn rè, ou lè gbowó nlèrò kò k’iná’ ba (O sol aumenta sua força, você pode sacudir as mãos consolando, fazendo ar. Despreza, corta o fogo e o calor Obá)
R - Èrùn rè, ou lè gbowó nlèrò kò k’iná’ ba (O sol aumenta sua força, você pode sacudir as mãos consolando, fazendo ar. Despreza, corta o fogo e o calor, Obá)
T - Là’ bata (Quebre o barro)
R - Aláabata (Proprietária do barro)
T - Là’ bata (Quebre o barro)
R - Kún se rèrè (Enche fazendo coisas boas)
T - Ak’òjò padò n’iro, e iyo ak’òjò padò n’iro, e iyo (Recolha a chuva de volta à altura, senhora alegre-nos)
R - Alàgba e ak’òjò padò n’iro, e iyo (Ancestral maior recolha a chuva de volta à altura, senhora alegre-nos)
T - Ìyá ìyá ou dê oko fi lànà (Sua mãe chega do campo pelo caminho aberto)
R - Ìyá ìyá ou dê oko fi lànà (Sua mãe chega do campo pelo caminho aberto)
T - Oukùnrin jà o um (Com o homem briga forte)
R - Ìyá ìyá ou dê (Sua mãe chega)
T - Sei’lè kún sei’lè kún (Faça que a terra se encha)
R - Sei’lè kún sei’lè kún’ sei (Faça que a terra se encha de obras)
T - Emi emí àjó kún’fé lè, emi emí àjó kún’fé lè, abo bò ’fé lomi, emi emí àjó kún’fé lè (Em minha jornada pela vida cheio de amor à terra, volto e cubro a água de amor, eu mesmo viajo cheio de amor à terra)
R - Emi emí àjó kún’fé lè, emi emí àjó kún’fé lè, abo bò’fé lomi, emi emí àjó kún’fé lè (Em minha jornada pela vida cheio de amor à terra, volto e cubro a água de amor, eu mesmo viajo  cheio de amor à terra)
T - Odò oko féré mim (O rio e a plantação respiram nuvens de chuva)
R - Odò oko fè Oba (Obá amplia o rio e a plantação)
T - A bájà n’ire a bájà n’ire a bájè n’ire ofìn odò (Lutamos com bênção, lutamos com bênção, a mandato do rio)
R - A bájà n’ire (Lutamos com bênção)
T - Ofìn odò (Mandato do rio)
R - A bájà n’ire (Lutamos com bênção)
T - Oba elékù àjà vosi, Oba elékù àjà vosi, Olóba só gbó bá, Oba elékù àjà osi (Obá proprietária da cova, luta pelos ancestrais femininos, proprietária do rio Obá, cuida, entende e surpreende Obá proprietária da cova, luta pelos ancestrais femininos)
R - Oba elékù àjà vosi, Oba elékù àjà vosi, Olóba só gbó bá, Oba elékù àjà osi (Obá proprietária da cova, luta pelos ancestrais femininos, proprietária do rio Obá, cuida, entende e surpreende Obá proprietária da cova, luta pelos ancestrais femininos)
T - S’apá d’orò (Faz com que o braço seja uma arma espiritual)
R - Kó meu yányán (Ensina-me a totalidade)
T - S’apá d’orò (Faz com que o braço seja uma arma espiritual)
R - Kó meu yányán (Ensina-me tudo)
T - S’apá d’orò (Faz com que o braço seja uma arma espiritual)
R - Kó meu yányán s’apá d’orò kó meu yányán (Faz com que o braço seja uma arma espiritual, ensina-me a totalidade)
T - Oba Oba omi (Obá, Obá das águas)
R - Ou yá sùngbèmi (Você logo vem desaguar em mim)
T - Oba Oba omi (Obá, Obá das águas)
R - Ou yá sùngbèmi (Você vem logo desaguar em mim)
T - Oba Oba omi (Obá, Obá das águas)
R - Ou yá sùngbèmi Oba Oba omi ou yá sùngbèmi (Você logo vem desaguar em mim Obá, Obá das águas, você logo vem desaguar em mim)
T - Oko kún dê! (Enche a plantação e chega)
R - Bàbà n’ire (Benze o milho da guiné)
T - Oba onísàngó Sàngó dê Oba Oba d’aiyé (Obá, o sacerdote de Xangô e o Xangô vêm Obá, Obá chega ao mundo)
R - Oba onísàngó Sàngó dê Oba Oba d’aiyé (Obá, o sacerdote de Xangô e o Xangô vêm Obá, Obá chega ao mundo)
T - Bò bo ganjin omnira f’ara rà màá ganjin omnira (Retorna, entra exaltada, está dando a liberdade, usa o corpo, estabeleça que sempre esteja elevada e dando a liberdade)
R - Bò bo ganjin omnira f’ara rà màá ganjin omnira (Retorna, entra exaltada, está dando a liberdade, usa o corpo, estabeleça que sempre esteja elevada e dando a liberdade)
T - Ode yi Oba lha’a mágùn mágùn (Guerreira resistente é Oba, dispara sua flecha com um feitiço que fere os adúlteros)
R - Ode yi Oba lha’a mágùn mágùn (Caçadora resistente é Oba, dispara sua flecha com um feitiço que fere os adúlteros)