10 de janeiro de 2012

As guias

A função das guias é proteger a pessoa de todos os perigos como um amuleto de segurança, pois o Orixá está sempre junto à guia e automaticamente com a pessoa que a usa; salvo se a pessoa for uma iniciada na religião, neste caso a feitura do Orixá está na cabeça da pessoa, ficando o Orixá sempre junto a cabeça e as guias, respectivamente.

As guias dos Orixás devem ser usadas de acordo com a ocasião ou necessidade, sempre se devendo cuidar para usar a guia do Orixá certo para a ocasião ou finalidade específica. Pode-se ainda, a pessoa ter uma só guia feita para o seu Orixá de cabeça e usá-la em todas as ocasiões em que se apresentar.
As guias devem ser resguardadas do sol, do álcool, do ato sexual, do período menstrual, das doenças venéreas, da água e do fogo. Devem sempre ser usadas com todo respeito para que não sejam quebradas as obrigações dos Orixás que foram feitas naquelas guias para aquela pessoa ou finalidade.
Existem guias que são feitas para pessoas leigas, para proteção em geral. Outras guias são para os iniciados com aves, outras para os prontos de cabeça.
A guia imperial é usada somente pelos prontos de cabeça e significa a união de todos os Orixás numa única guia. É também através da guia imperial que os Orixás são consultados no jogo de búzios.  Toda guia imperial deve ter o número de fios de acordo com o axé de número correspondente ao Orixá da pessoa que vai usar. Cada passagem de cada Orixá (na cor do mesmo) deverá ter, em cada fio o número de contas de acordo com o axé de número do Orixá daquela passagem. Por exemplo: Passagem para Bará deve ser 07, 14, 21... contas na cor de Bará em cada fio. A passagem do Orixá de cabeça da pessoa deve ser um pouco maior no número de contas em cada fio e deverá ser um pouco mais enfeitada, nunca fugindo das cores e do axé de número correspondente aquele Orixá. Se quiser, a pessoa pode fazer também um pouco maior a passagem do Orixá de seu Babalorixá ou Yalorixá por uma questão de agrado ao Orixá a qual o está iniciando na religião. Cada passagem deve ser separada por uma conta maior, que pode ser de louça, búzios, vidro, cristal, madeira... de modo que todos os fios daquela passagem passem por dentro da conta que vai separar as passagens dos Orixás na guia imperial.

Aforiba

O aforiba é o momento em que Ogum e Iansã demonstram a passagem em que Iansã embebeda Ogum para fugir com Xangô. O Babalorixá convida um Ogum e uma Iansã para fazerem o aforiba, então ele coloca no centro do salão duas garrafas contendo atã (aforiba) e as espadas pertencentes a estes orixás. Iansã toma as garrafas e oferece a Ogum que logo se embebeda, mas em seguida volta a si e vai atrás de Iansã empunhando sua espada. Os dois lutam, mas Iansã consegue acalmar Ogum e os dois reconciliam-se e voltam a dançar juntos. Tendo um Xangô no mundo poderá vir ele fazer parte do aforiba, pois Xangô vem em defesa de Iansã e com seu machado de dois gumes entra na luta com Ogum. Aí então, Iansã acalma os dois Orixás.