18 de dezembro de 2012

Qualidades dos Orixás no Candomblé

Quando os negros chegaram ao Brasil, oriundos de várias cidades e regiões Africanas levaram com eles várias formas de se assentar os Orixás. Temos como exemplo os que vieram da região do Daomé, onde só faziam os Orixás Nanã, Omulú e Oxumaré. Os que vinham da de outras regiões, só faziam os Orixás dessa região de onde originavam, como por exemplo, em Oyo só se faziam os vários Xangôs; os provenientes de Ketu, só faziam os Oxóssis e assim por diante.
Ao chegar ao Brasil, esses conhecimentos, que antes faziam parte da sabedoria de uma região específica, de uma cidade ou de uma tribo, passou a ser parte de uma só casa. Dessa forma, os Babalorixás, que só sabiam fazer Xangô, por exemplo, começaram a ter acesso aos fundamentos para se fazer um Oxóssi, uma Oxum, um Ogum... Se continuarmos a análise veremos também que dentro de uma determinada região que detinha o conhecimento para fazer um Oxóssi, poderia ter diferentes formas e fundamentos no modo de fazer e assentar um mesmo Orixá. Isso veio a ser conhecido no Brasil como o que chamamos de “qualidade”. Muitos não concordam com a utilização deste termo, porém um mesmo Orixá subdivide-se em outros, o que os diferenciam dentro de um só.  Podem variar em função de sua idade, seu caminho, sua lenda, sua passagem, e a forma como era cultuado nas várias tribos, cidades e regiões Africanas.


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