19 de dezembro de 2012

Qualidades de Ogum no Candomblé

Candomblé

Ajàká: É o “verdadeiro Ogum guerreiro”, sanguinário, que em princípio 
se veste de vermelho. Teria sido rei de Oyó e irmão de Xangô, é 
agressivo, um militar acostumado a dar ordens e a ser obedecido, seco 
e voluntarioso, irascível e prepotente
Akoró: É o Ogum que usa o mariwò como coroa, sua roupa é o mariwò, 
toma conta da casa de Oxalá, é irmão de Oxóssi e não come mel. 
Ligado à floresta, qualidade benéfica de Ogum invocada no padê. 
Filho de Ogunté, Akoró é um tipo de Ogum jovem e dinâmico, entusiasta, 
empreendedor, cheio de iniciativa, protetor, seguro, amigo fiel 
e muito ligado à mãe
Alagbedé: É o Ogum dos ferreiros, o ferramenteiro, da ancestralidade, 
marido de Yemanjá Ogunté e pai de Ogum Akoro. Representa um tipo 
mais velho de Ogum, trabalhador consciencioso, severo, que 
“não brinca em serviço”, cientes de seus deveres tanto quanto de 
seus direitos, é exigente e rabujento
Amene ou Ominí: Tem ligação com Oxum, cultuado em Ijexá, sua conta 
é verde clara
Je Ajá ou Ogúnjá: Um de seus nomes em razão de sua preferência em 
receber cães como oferenda, tem ligação com Oxaguiã e Iemanjá. É um 
Ogum particularmente combativo. Tem temperamento rabugento, solitário, 
veste-se de verde escuro e usa contas verdes. Dizem que acompanha 
Iemanjá Ogúnté
Masa: Um dos nomes bastante comuns do Orixá, segundo os antigos é 
um aspecto benéfico quando assim se apresenta
Megê: É o mais velho de todos, a raiz dos outros, Ogum completo, 
velho solteirão rabujento. É o aspecto do Orixá que lembra a sua 
realização em conquistar a sétima aldeia que se chamava Ire (Meje Ire)
deixando em seu lugar seu filho, Adahunsi. É aquele que toma conta das 
sete entradas da cidade de Irê, ligado a Exú, o guardião das casas de Ketu
Meme: Veste-se de verde e usa contas da mesma cor, como Ogunjá, mas 
de uma tonalidade diferente
Olode: Epíteto do Orixá destacando a sua condição de chefe dos 
caçadores,originário de Ketu. Não come galo por ser um animal doméstico. 
Amigo do mato, dos animais, conhecedor dos caminhos, e é um guia 
seguro. Seu temperamento solitário assemelha-se ao de Oxóssi
Oniré: É o título de Ogum filho de Oniré, quando passou a reinar em Ire. 
É um Ogum antigo que desapareceu debaixo da terra. Usa também contas 
verdes. Guerreiro impulsivo, é o cortador de cabeças, ligado 
à morte e aos antepassados; orgulhoso, muito impaciente, arrebatado,
não pensa antes de agir, mas acalma-se rapidamente. 
Primeiro filho de Odúduwà
Popo: Seria o nome de Ogum quando foi à terra dos Jeje, é um tipo 
fanático
Wàrí: é o ferreiro dos metais dourados, ligado a Oxum, ligado ao ar, 
por isso o mais requintado dentre todos os Oguns
Waris: Nessa condição o Orixá apresenta-se muitas vezes com forças 
destrutivas e violentas. Segundo os antigos a louvação patakori não lhe 
cabe, ao invés de agradá-lo, ele aborrece-se. Um dos seus mitos narra 
que ele ficou momentaneamente cego
Wori: É um Ogum perigoso, dado à feitiçaria e ligado aos antepassados. 
Tem temperamento difícil, suscetível, autoritário e de espírito dogmático
Xoroke: É um Ogum que algumas pessoas tendem a confundir com Exú, 
agitado, instável, suscetível e manhoso. Xoroke é apenas um apelido que 
Ogum ganhou devido à sua condição extrovertida: xoro = falar, 
ke = mais alto. Usa contas de um azul escuro que se aproxima do roxo.

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