17 de dezembro de 2012

17 de Dezembro - Dia de Xapanã

Xapanã é considerado o Deus da varíola, da peste, das doenças de pele.  Em termos mais estritos, Obaluaiê é a forma jovem do Orixá, enquanto Omulu é sua forma velha. Conhecido por sua fúria e vingança contra malfeitores e pessoas que tratam as coisas sem o devido respeito e honestidade. Sua cor é o roxo, sua ferramenta a vassoura que usa para varrer as coisas que não tem mais utilidade em nossa vida material e espiritual. Por este e outros motivos, é um dos Orixás que responde junto com Xangô e Iansã pelos processos de desencarnação, pelos cemitérios, pela destruição e em defesa dos espíritos maléficos. A figura de Xapanã, assim como seus mitos, é completamente cercada de mistérios e segredos. Seus filhos são pessoas incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida corre tranquila para elas.Não raro se apaixonam por figuras extrovertidas e sensuais que ocupam naturalmente o centro do palco, reservando ao cônjuge de Xapanã um papel mais discreto. Gostam de ver seu amado brilhar, mas o invejam, e ficam vivendo com muita insegurança, pois julgam o outro, fonte de paixão e interesse de todos. Os filhos desse Orixá são basicamente solitários. Mesmo tendo um grande círculo de amizades, frequentando o mundo social, seu comportamento seria superficialmente aberto e intimamente fechado, mantendo um relacionamento superficial com o mundo e guardando sua intimidade para si própria. Tem considerável força de resistência e é capaz de prolongados esforços. É lento, porém perseverante. Firme como uma rocha. Falta-lhe espontaneidade e capacidade de adaptação, e por isso não aceita mudanças. É vingativo, cruel e impiedoso quando ofendido ou humilhado. 



Uma de suas lendas conta que chegando de viagem à aldeia onde nascera, Xapanã viu que estava acontecendo uma festa com a presença de todos os Orixás. Porém ele não podia entrar na festa, devido à sua medonha aparência. Então ficou espreitando pelas frestas do terreiro. Ogum, ao perceber a angústia do Orixá, cobriu-o com uma roupa de palha, com um capuz que ocultava seu rosto doente, e convidou-o a entrar e aproveitar a alegria dos festejos. Apesar de envergonhado, Xapanã entrou, mas ninguém se aproximava dele. Iansã, que tudo acompanhava com o rabo do olho, esperou que ele estivesse bem no centro do barracão. O xirê estava animado. Os Orixás dançavam alegremente. Iansã chegou então bem perto dele e soprou suas roupas de palha com seu vento. Nesse momento de encanto e ventania, as feridas de Obaluaiê pularam para o alto, transformadas numa chuva de pipocas, que se espalharam brancas pelo barracão. Xapanã, o deus das doenças, transformara-se num jovem belo e encantador. Ele e Iansã Igbalé tornaram-se grandes amigos e reinaram juntos sobre o mundo dos espíritos dos mortos, partilhando o poder único de abrir e interromper as demandas dos mortos sobre os homens. 


Oferenda para Xapanã:
* Fígado de gado
* Farinha de mandioca
* Pipoca
* Amendoim
* Feijão cozido
* Repolho roxo
* Dendê

Que sua vassoura varra para longe de nós tudo que aquilo que nos prejudica!

Abá Ô!

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