31 de dezembro de 2012

Qualidades de Xangô no Candomblé

Candomblé

Afonjá: É o dono do talismã mágico dado por Oyá a mando de Obatalá.
É aquele que fulmina seus inimigos com o raio. Come com Iemanjá sua
mãe. Patrono de um dos terreiros mais tradicionais e antigos da Bahia, 
o Axé Opô Afonjá, é o Xangô da casa real de Oyó. Nessa qualidade, 
Xangô é aquele que está sempre em disputa com Ogum.
Aganju: Significa terra firme. Veste marrom, Xangô guerreiro e feiticeiro. 
Tem perna de pau e é casado com Iemanjá. É o filho mais novo de 
Oranian.É o mais cruel, é aquele que leva o coração do inimigo na ponta 
da lança
Agodo: Aquele que usa dois Oxês. Veste marrom, ligado a Iemanjá. Muito 
ruim e brutal, inclinado a dar ordens e a ser obedecido. É aquele que, 
ao lançar raios e fogo sobre seu próprio reino, o destrói
Alafim: É o dono do palácio real, governante de Oyó. Vem numa parte de 
Oxalá e caminha com Oxaguian
Alufan: É idêntico a um Airá. Confundido com Oxalufan. 
Veste branco e suas ferramentas são prateadas
Badè: É o mais jovem vodum da família do raio, cujo chefe é Keviosso, 
corresponde ao Xangô jovem dos nagos. É o irmão de Loko. Usa roupa 
azul com faixa atada atrás
Baru: Veste-se de marrom e branco. Nesta qualidade, e somente nesta, 
Xangô surge como um rei humilde e solidário com a causa de seu povo. 
Tem ligação com Iemanjá em Tapá e Exú, o único que não pode comer 
amalá
Jakuta: É aquele que atira as pedras, é a encarnação dos raios e trovões. 
É a própria ira de Olorun. É o senhor do edun-ará, a pedra de raio. 
Pessoas de Jacutá tem espírito de um velho pensador, justiceiro, 
incansável, brutal, colérico, impiedoso, preocupado com a causa 
dos outros
Koso ou Obacossô: Em sua passagem pela cidade de Kossô, Xangô recebe 
o nome de Obacossô, ou seja, o rei de Kossô. Os filhos de Obacossô
são serenos, tiranos, cruéis, agressivos, severos, amorosos, moralistas
Obain: Veste-se de marrom é ligado a Oyá
Obalubé: É o grande rei, ligado a Obá, Oxum e Oyá
Oranfé: É o justiceiro, reto e impiedoso que mora na cidade de ifé
Tapa: É muito conhecido pelo seu temperamento imperioso e viril. 
Não perdoa os erros de seus filhos
Airá são as qualidades de Xangô muito velhos, sempre vestidos de branco 
e usando segi (contas azuis) em lugar dos corais vermelhos, e são originários 
da região de Savê. Há no entanto atualmente quem considere que Airá seria 
um Orixá diferente e não uma qualidade de Xangô.
Os Airá seriam muito velhos, sempre vestidos de branco e usando segi 
(contas azuis) em lugar dos corais vermelhos, e seriam originários da região de Savê.
Os Airás são mais velhos, fazem parte da família real da dinastia Ifé/Oyó, 
suas contas são brancas rajadas de vermelho ou marron.
                                                     Subdividem-se em:
Airá Adjaosí: Velho guerreiro que veste branco, ligado a Iemanjá
Airá Adjaossi: O verdadeiro marido de Obá. Brigou com Ogum Jà. 
Veste branco
Airá Ajossin: É o dono do camelo. Não tem medo da morte como Xangô 
de dendê. Veste branco
Airá Alamodé: É um airá menino. Come com Iemanjá e Oxaguian. 
Ogum Já fica a seus pés
Airá Antile: Veste branco e é ligado a Iemanjá Sobá e Oxum Karé. 
Foi ele quem carregou Oxalufan nos ombros e tentou coloca-lo contra 
Xangô, dizendo que ele teria passado os sete anos na prisão por culpa 
de seu filho, Xangô. Por isto existe uma kizila entre Antile e Xangô, 
não podendo Antile ser posto em cima do pilão, pois provoca a ira de 
Oxalufan. Come com Exú
Airá Ayrà: Come com Oxalá e veste branco. Caminha junto com 
Ogum Já, se não assentá-lo Ayrà não caminha e a pessoa para no tempo
Airá Dundun: Identico ao Oxuiburu
Airá Epomin: Foi ele quem brigou e destronou Omolú
Airá Etinjà: Depende de Ogum Já para caminhar, é guerreiro e cruel, 
não recusa uma batalha. Veste branco
Airá Igbonam ou Ibonã: É considerado o pai do fogo, tanto que na 
maioria dos terreiros, no mês de junho de cada ano, acontece a fogueira 
de Airá, rito em que Ibonã dança sempre acompanhado de Iansã, 
dançando e cantando sobre as brasas escaldantes das fogueiras. Veste 
branco
Airá Intile: É o filho rebelde de Obatalá. Neste caminho, Airá Intilé dá 
aos seus filhos um ar altivo e de sabedoria, prepotente, equilibrado, 
intelectual, severo, moralista e decidido. Veste branco e azul claro, aquele 
que carrega Oxalufan nas costas
Airá Modé: É o eterno companheiro de Oxaguiã, só veste branco e não 
come dendê (só um pingo) sua conta leva seguí
Airá Ocì: Idêntico ao Ayrà Ayrà, só que é calmo
Airá Omonigi: É um Airá muito quente e filho do fogo. Se provocado 
solta fogo pela boca. Come com Oxum
Airá Oxuiburu: Veste o preto e caminha nas trevas com Exú e Egum, 
não se raspa
Airá Ybona: É o airá da quentura
Airá Yigbomin ou Bomin: É bom, conselheiro, dono da verdade, 
reina nas águas junto com Oxum. Não faz nada sem perguntar a Oxalá.
Xangô como todos os reis e chefes de estado, traz consigo os seus conselheiros, os homens que o ajudam a governar e que recebem uma designa: os do lado direito: Otún Obá e do lado esquerdo: Oci Obá.
Os Obás da direita não seguram o xere de Xangô (chocalho), porém tem direito a voz e voto, os da esquerda seguram o xere é só tem direito a voto.
Os seis Obás da direita são:
Obá Abi Odun
Obá Yirè
Obá Arolu
Obá Telá
Obá Otopi
Obá Kankufó
Os seis Obás da esquerda são:
Obá Onoxokun
Obá Aressá
Obá Elerin
Obá Onikoin
Obá Olubon
Obá Xorun

Regentes 2013

 O ano de 2013 será regido por Xangô, dono da justiça, e por Iansã, senhora dos ventos. Por influência de Xangô, esse será um ano de muita justiça, um ano de "acerto de contas" e de boa conduta. Já pela influência de Iansã, o ano promete ser bom para o amor, para viver grandes paixões.Em 2013 será importante rever nossas práticas e buscarmos sermos pessoas melhores, mais justas, honestas e íntegras.

Cor Xangô: Branco e vermelho
Cor Iansã: Vermelho e branco
Símbolos Xangô: Machado de duas lâminas, livro, pedra atingida por um raio
Símbolos Iansã: Espada, eruexim, cálice, aliança 


Comida para ser servida na virada para Xangô: Amalá 
Comida para ser servida na virada para Iansã: Pipoca, batata doce
Frutas: Banana, maçã
Ervas: Quebra pedra, espada de Santa Bárbara
Flores: Cravos, rosas

Em 2013 vamos renovar nossa fé e pedir a Xangô que nos abençoe com a justiça divina, e Iansã com seus ventos nos mostre o melhor caminho a seguir



25 de dezembro de 2012

Lenda de Oxalá


Usar branco na sexta-feira

Não importa a religião e nem a classe social. Na Bahia todas as sextas-feiras é costume usar branco como forma de pedir paz e agradecer bençãos. Um costume que passa de geração em geração, uma tradição do Candomblé, onde se guarda esse dia da semana para prestar homenagens e purificar a sua casa. Então para o baiano toda sexta feira é dia em que não se faz nada em respeito a Oxalá, para dedicar-se a ele. A cor branca é marcante pois representa a paz, a mudança e a eternidade. Independente da religião, muitas pessoas usam branco como forma de pedir paz e agradecer bençãos, acreditando que o mesmo afasta as energias negativas e energiza quem o usa.


25 de Dezembro - Dia de Oxalá

Oxalá é o Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. É considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do panteão africano. Simboliza a paz, é calmo, sereno, pacificador. A Oxalá pertencem os olhos que vêem tudo. Oxalá é alheio a toda a violência, disputas, brigas, gosta de ordem, da limpeza, da pureza. O nome Orisanlá veio da África e aqui foi contraído dando origem à palavra Oxalá, e com esse nome passou a ser conhecido e divididos em várias qualidades, sendo duas principais: Oxalufã e Oxaguiã, sendo este último, jovem e guerreiro, filho do primeiro, mais velho e paciente. Todas as histórias que relatam a criação do mundo passam necessariamente por Oxalá, que foi o primeiro Orixá concebido por Olodumaré e encarregado de criar não só o universo, como todos os seres, todas as coisas que existiriam no mundo. A maior interdição de Oxalá é de fato o azeite-de-dendê, que jamais deve macular as suas roupas, os seus objetos sagrados e muito menos o seu Alá, que representa a própria criação e está intimamente relacionado com a concepção de cada ser. A sua função primeira já remete ao seu significado profundo. No Xirê, Oxalá é homenageado por último porque é o grande símbolo da síntese de todas as origens.


Oferenda para Oxalá:
 Arroz doce
 Leite de coco
 Mel
 Coco ralado
 Merengue
 4 ovos cozidos

Cubra-nos com seu manto e nos conceda sua misericórdia!
Êpa o Babá!

19 de dezembro de 2012

Qualidades de Oyá no Candomblé

Candomblé

 Abomi ou Bomin: Tem fundamento com Xangô e Oxum
Afefe: É ela quem comanda os ventos, tem caminhos com Obaluaiê 
e Egun.Veste vermelho e branco, também usa coral, o chorão de 
seu adê é alaranjado. Afefe, o vento, a tempestade, acompanha Oyá
Agangbele: Nesse caminho mostra a dificuldade em gerar filhos. 
Tem fundamento com Iroko e Xangô. Seu assentamento deve ser feito 
aos pés de Iroko
Arira: Uma de suas formas.
Bagan: Oyá com fundamento com Oxossi, Ossainhe e Exú, guerreira dos 
ventos e dos estreitos das matas. Não tem cabeça. Tem caminhos 
com Egun
Bagbure: Não tem fundamento com nenhum Orixá. Parece pertencer
ao culto de Egunguns
Bamila: Eró Oxalufan.
Biniká: A senhora do vento quente, ligada a Oxumaré e Omolu. 
Tem fundamento com Oxum Opará
Doluo: Eró Ossanhe, culto Nagô
Filiaba: Tem fundamento com Omulu
Gunán ou Gigan: Tem fundamento com Xangô
Ijibé ou Ijibí: Veste branco. Ligada a Oxalá e ao vento frio
Kará: Veste vermelho, ligada a Xangô, ao fogo, aquela que carrega o 
ajerê fervendo na cabeça
Kedimolu: Eró Oxumaré e Omulu
Kodun: eró com Oxaguiã
Leié: O vento dos pássaros, veste estampado, ligada a Ewá
Messan ou Yamesan: É a que foi esposa de Oxossi, meio animal e 
meio mulher. Só come caça com Oxossi nas matas. É a mãe dos nove 
filhos
Odo: Ligada às águas e apaixonada carnal, simboliza o amor e o sexo, 
o prazer e tem seu fundamento na água
Ogaraju: É uma das mais antigas
Onira: É uma ninfa das águas doces e seu culto aqui no Brasil é 
confundido com o culto das outras Oyá's por ser uma grande guerreira. 
É saudada como Oyá, sendo seu culto na África totalmente diferente. 
Tem ligação com o culto a Egun. Tem grande ligação com Oxum, pois foi 
ela quem ensinou Oxum Opara a lutar. É muito perigosa por sua ligação 
e caminhos com Oxaguiã, Ogum e Obaluaiê. Veste coral e amarelo. 
É Rainha da cidade de Ira (filha ou mulher de Xangô). "Onirá" na 
África significa "Senhora da Cidade de Irá". Dona das estradas, 
principalmente das encruzilhadas. Veste rosa.
Onisoni: Tem fundamento com Omulu.
Petu: Ligada aos ventos e as árvores. Vem sempre antes de Xangô, 
anunciando a sua chegada. Oyá dos raios, guerreira, usa cobre.
Semi: Tem fundamento com Obaluaiê
Seno ou Ceno: Tem fundamento com Oxumarê
Sinsirá: Oyá raríssima, ligada Yemanjá e Airá. Tem fundamento 
com Obaluaiê
Sire: Tem fundamentos com Ossanhe e Ayrá
Tope ou Yatopé ou Tupé: Tem ligação com Xangô e veste-se de branco. 
Tem fundamento com Ogum Xoroquê e Exu. Mora no tempo. 
Alguns axés a tem como uma Igbalé
Yapopo: Tem fundamento com Obaluaiê
Oyà Gbale ou Igbale (aquela que retorna a terra) são as deusas dos mortos. É Ligada diretamente ao culto de Egun, por isso é a senhora dos cemitérios. Tem pleno domínio sobre os mortos, trazendo consigo uma falange de Egun que ela controla, pois todos temem seu poder. O culto a Egun nasceu nas mãos de igbalé quando ela fora buscar uma substancia que permitia a Xangô soltar fogo pelas narinas. Oyá ficou sabendo que o povo Tapa iria invadir a cidade de Baribas, então forrou na beira de um rio um pedaço de pano vermelho, colocou algumas cabaças, evocou os mortos e aquele pano tomou vida e saiu voando na direção dos inimigos, colocando-os para correrem apavorados. Devido a sua ligação com Egun é proibido vesti-la de vermelho, sua vestimenta é branca. Quando dançam parecem expulsar as almas errantes com seus braços. Tem forte fundamento com Omulu, Ogum e Exú.
Subdividem-se em:
Igbalé Adagangbará: Tem fundamento com Exu
Igbalé Afakarebó ou Fakarebô: Não é feita em seus eleitos. 
É a verdadeira dona do ebó. Seus caminhos levam diretamente a 
Exu e Egum. Seus rituais são todos feitos no murim, cabaças e porrões.
Igbalé Ate Oju: Aspecto difícil de Oyá quando caminha com Nanã
Igbalé De: Uma de suas qualidades
Egunita: Fundamento com Ogum Wari e Odé. Vive com os eguns 
veste branco e mariwo, ligada a Oxalá, Nanã, e ao vento do bambuzal
Igbalé Fuman: A Senhora do Fogo e dos ventos da Morte. 
Caminha com Ogum e Obaluaiê. Tem caminhos também com Egum e Ikú. 
Veste branco e pode usar azul-claro
Igbalé Furé: Usa uma foice na mão esquerda e um eruexim na direita. 
Veste branco e por cima das vestes a palha da costa. Dança como 
se estivesse carregando na cabeça uma enorme cabaça. Em suas vestes 
são penduradas pequenas cabaças, no tornozelo direito uma pulseira 
de aço. Tem ligação direta com o culto aos Eguns. Preside a vida e a 
morte
Igbalé Guere ou Logunere: Tem forte fundamento com Ogum e Omulu
Igbalé Lario: Uma de suas qualidades
Igbalé Lesseyen: Uma das Igbales que mora no próprio Lesseyen
Igbalé Min: Uma de suas qualidades
Igbalé Padá: A que ilumina o caminho aos eguns veste branco, 
mariwo ligada a Oxalá, Omolú e Nanã, e ao bambuzal
Igbalé Tanan ou Furé-Igbalé: A  que recebe no portal os eguns
Igbalé Toningbe: Uma de suas qualidades

Qualidades de Ogum no Candomblé

Candomblé

Ajàká: É o “verdadeiro Ogum guerreiro”, sanguinário, que em princípio 
se veste de vermelho. Teria sido rei de Oyó e irmão de Xangô, é 
agressivo, um militar acostumado a dar ordens e a ser obedecido, seco 
e voluntarioso, irascível e prepotente
Akoró: É o Ogum que usa o mariwò como coroa, sua roupa é o mariwò, 
toma conta da casa de Oxalá, é irmão de Oxóssi e não come mel. 
Ligado à floresta, qualidade benéfica de Ogum invocada no padê. 
Filho de Ogunté, Akoró é um tipo de Ogum jovem e dinâmico, entusiasta, 
empreendedor, cheio de iniciativa, protetor, seguro, amigo fiel 
e muito ligado à mãe
Alagbedé: É o Ogum dos ferreiros, o ferramenteiro, da ancestralidade, 
marido de Yemanjá Ogunté e pai de Ogum Akoro. Representa um tipo 
mais velho de Ogum, trabalhador consciencioso, severo, que 
“não brinca em serviço”, cientes de seus deveres tanto quanto de 
seus direitos, é exigente e rabujento
Amene ou Ominí: Tem ligação com Oxum, cultuado em Ijexá, sua conta 
é verde clara
Je Ajá ou Ogúnjá: Um de seus nomes em razão de sua preferência em 
receber cães como oferenda, tem ligação com Oxaguiã e Iemanjá. É um 
Ogum particularmente combativo. Tem temperamento rabugento, solitário, 
veste-se de verde escuro e usa contas verdes. Dizem que acompanha 
Iemanjá Ogúnté
Masa: Um dos nomes bastante comuns do Orixá, segundo os antigos é 
um aspecto benéfico quando assim se apresenta
Megê: É o mais velho de todos, a raiz dos outros, Ogum completo, 
velho solteirão rabujento. É o aspecto do Orixá que lembra a sua 
realização em conquistar a sétima aldeia que se chamava Ire (Meje Ire)
deixando em seu lugar seu filho, Adahunsi. É aquele que toma conta das 
sete entradas da cidade de Irê, ligado a Exú, o guardião das casas de Ketu
Meme: Veste-se de verde e usa contas da mesma cor, como Ogunjá, mas 
de uma tonalidade diferente
Olode: Epíteto do Orixá destacando a sua condição de chefe dos 
caçadores,originário de Ketu. Não come galo por ser um animal doméstico. 
Amigo do mato, dos animais, conhecedor dos caminhos, e é um guia 
seguro. Seu temperamento solitário assemelha-se ao de Oxóssi
Oniré: É o título de Ogum filho de Oniré, quando passou a reinar em Ire. 
É um Ogum antigo que desapareceu debaixo da terra. Usa também contas 
verdes. Guerreiro impulsivo, é o cortador de cabeças, ligado 
à morte e aos antepassados; orgulhoso, muito impaciente, arrebatado,
não pensa antes de agir, mas acalma-se rapidamente. 
Primeiro filho de Odúduwà
Popo: Seria o nome de Ogum quando foi à terra dos Jeje, é um tipo 
fanático
Wàrí: é o ferreiro dos metais dourados, ligado a Oxum, ligado ao ar, 
por isso o mais requintado dentre todos os Oguns
Waris: Nessa condição o Orixá apresenta-se muitas vezes com forças 
destrutivas e violentas. Segundo os antigos a louvação patakori não lhe 
cabe, ao invés de agradá-lo, ele aborrece-se. Um dos seus mitos narra 
que ele ficou momentaneamente cego
Wori: É um Ogum perigoso, dado à feitiçaria e ligado aos antepassados. 
Tem temperamento difícil, suscetível, autoritário e de espírito dogmático
Xoroke: É um Ogum que algumas pessoas tendem a confundir com Exú, 
agitado, instável, suscetível e manhoso. Xoroke é apenas um apelido que 
Ogum ganhou devido à sua condição extrovertida: xoro = falar, 
ke = mais alto. Usa contas de um azul escuro que se aproxima do roxo.

Qualidades de Exu no Candomblé

Candomblé

As qualidades de Exú aqui relacionados, dizem respeito ao Orixá Exú do Candomblé, não tendo relação com os Exús da Quimbanda.
Agba: O ancestral, epíteto referente à sua antiguidade
Agbo: O guardião do sistema divinatório de Orunmilá
Ajonan: Tinha o seu culto forte na antiga região Ijexá
Akesan: Quando exerce domínio sobre os comércios. Acompanha 
Oxumaré
Alàfìá: O senhor da satisfação pessoal
Alaketu: Cultuado na cidade de Ketu onde foi o primeiro senhor. 
Acompanha Oxóssi
Álè: Acompanha Omolú
Aríjídì: Acompanha Oxum
Asanà: Acompanha Oxum
Bárà: O senhor do corpo
Elebo: O senhor das oferendas
Eledu: Estabelece o seu poder sobre as cinzas, carvão e tudo que for 
petrificado
Elegbárà: O senhor do poder mágico
Eleru: Transportador dos carregos rituais onde possui total domínio
Enugbarijo: Nessa forma Exú passa a falar em nome de todos os Orixás
Gogó: É o responsável pela recompensa divina a todos os atos dos seres 
humanos (e também dos seres espirituais)
Igbaketa: O terceiro elemento. Faz alusão aos domínios do Orixá e 
ao sistema divinatório
Igbárábò: Acompanha Iemanjá e Xangô
Ijedé: Acompanha Logun
Íjenà: Acompanha Ewá
Ikoto: Faz referência ao elemento Ikoto que é usado nos assentamentos. 
Esse objeto lembra o movimento que Exú faz quando se move como um 
furacão
Ina: Quando é invocado na cerimônia do Ipadê, regulamentando o ritual
Jelu: Nessa fase ele regula o crescimento dos seres diferenciados
Jeresú: Acompanha Obaluaiye
L’Okè: Acompanha Obá
Lajìkí: Acompanha Ogum e Oyá. Cuida das porteiras
Lálú: Acompanha Odé, Ogum e Oxalá
Langìrí: Acompanha Osogiyan
Lodo: Senhor dos rios, função delicada, dado a conflitos de elementos
Loko: Como ele é assexuado nessa fase, tende ao masculino 
simbolizando virilidade e procriação
Lonan: O senhor dos caminhos. Acompanha Oxum, Oyá e Ogum, 
responsável pela porteira do Ketu
Oba Babá Exú: o rei pai de todos os Exús
Oba Iangui: O primeiro, que foi dividido em várias partes, segundo 
seus mitos
Odara: Aquele que guia (mostra o caminho, vai à frente). Fase benéfica 
quando ele não está transitando caoticamente. Senhor da felicidade, 
ligado a Orixalá
Oduso: Quando faz a função de guardião do jogo de búzios
Oguiri Oko: Ligado aos caçadores e ao culto de Orunmilá-Ifá
Ojise: O mensageiro divino
Okòtò: O exú do carocol, o infinito
Olobe: Domina a faca e objetos de corte. É comum assenta-lo para 
pessoas que possuem posto de Asogun
Opin: É o Exu que deve ser evocado sempre que queremos estabelecer 
um local como sagrado
Òrò: Acompanha Odé e Logun. É o responsável pela transmissão do 
poder através da fala
Sìjídì: Acompanha Omolú e Nanã
Tirirí: Acompanha Ogum
Tòkí: Acompanha Oyá e vários Orixás
Tòpá/Eruè: Acompanha Ossanhe
Wara: O que controla os relacionamentos interpessoais
Woro: Vem da cidade do mesmo nome
Yangui: É a sua múltipla forma mais importante e que lhe confere a 
qualidade de Imolê ou divindade nos ritos da criação. Exú ligado a 
antigas e grandes sacerdotizas de Oxum