30 de março de 2012

Odé e Otim

Orixás da fartura e dos excessos, divindades da caça que vivem nas florestas, por isso, protege os caçadores em suas expedições. Seus principais símbolos são o arco e flecha e um rabo de boi. Em algumas lendas, Odé aparece como irmão de Ogum e de Bará e é casado com Otim formando um casal inseparável, onde está um está o outro. Odé caça, mas fica com pena dos bichos e dá para sua mulher Otim que devora tudo e por isso é gorda.
Odé é representado por um homem portando arco e flecha, suas ferramentas para a caça, e Otim porta um cântaro.
Os filhos de Otim são quase inexistentes, pois segundo uma lenda, Otim não teve filhos na terra, dando assim as cabeças dos filhos para Odé.  Não se sacrifica para um sem dar para o outro, os animais são os mesmos, mudando apenas o sexo.

Lenda sobre Odé e Otim:
Conta-se que Odé era irmão de Ogum e de Bará, todos os três filhos de Iemanjá. Bará era indisciplinado e insolente com sua mãe e por isso ela o mandou embora. Os outros dois filhos se conduziam melhor. Ogum trabalhava no campo e Odé caçava na floresta das vizinhanças, de modo que a casas estava sempre abastecida de produtos agrícolas e de caça. Iemanjá, no entanto, andava inquieta e resolveu consultar um babalaô. Este lhe aconselhou proibir que Odé saísse à caça, pois se arriscava a encontrar Ossanhe, aquele que detém o poder das plantas e que vivia nas profundezas da floresta. Odé ficaria exposto a um feitiço de Ossanha para obrigá-lo a permanecer em sua companhia. Iemanjá exigiu então, que Odé renunciasse a suas atividades de caçador. Este, porém, de personalidade independente, continuou sua incursões à floresta. Ele partia com outros caçadores, e como sempre faziam, uma vez chegados junto a uma grande árvore (ìrokò), separavam-se, prosseguindo isoladamente, e voltavam a encontrar-se no fim do dia e no mesmo lugar. Certa tarde, Odé não voltou para o reencontro, nem respondeu aos apelos dos caçadores. Ele havia encontrado Ossanhe e este lhe dera para beber uma poção onde foram maceradas certas folhas, como amúnimúyè, cujo nome significa "apossa-se de uma pessoa e de sua inteligência", o que provocou em Odé uma amnésia. Ele não sabia mais quem era nem onde morava. Ficou, então, vivendo na mata com Ossanhe, como predissera o babalaô.
Ogum, inquieto com a ausência do irmão, partiu à sua procura, encontrando-o nas profundezas da floresta. Ele o trouxe, mas Iemanjá não quis receber o filho desobediente. Ogum revoltado pela intransigência materna recusou-se a continuar em casa. Odé voltou para a companhia de Ossanhe, e Iemanjá desesperada por ter perdido seus filhos, transformou-se num rio, chamado Ògùn (não confundir com Ogum Orixá).

Arquétipos dos filhos de Odé e Otim:
São pessoas rápidas, espertas, sempre alerta e em movimento. São cheios de iniciativa e sempre em via de novas descobertas ou de novas atividades. Tem o senso da responsabilidade e dos cuidados para com a família. São generosas, hospitaleiras e amigas da ordem, mas gostam muito de mudar de residência e achar novos meios de existência em detrimento, algumas vezes de uma vida doméstica harmoniosa e calma. 
Características Positivas: 
São pessoas espertas e com iniciativa, nasceram para a liberdade, inteligentes, meigos, exigentes, cultos e sensíveis de temperamento infantil, brincalhão, participante e alegre. Amantes irresponsáveis amam sobre tudo a natureza e a liberdade. Tem grande sensibilidade artística, são extremamente organizados, podem ser grandes amigos e estão sempre prontos para tudo.
Características Negativas: 
Ciumentos, possessivos e inseguros. Narcisistas, egoístas, vaidosos a ponto de acharem que são os melhores em tudo. Temperamentais, quando estão com raiva podem até ficar perigosos. Aborrecem-se fácil e por qualquer motivo.

Qualidades: Não possuem
Saudação: Okê Okê Bambô: Salve o grande Caçador! 
Dia do ano:  21 de Janeiro
Dia da Semana: Sexta-feira
Flor: Lírio roxo
Comida: Chuleta de porco passada na farinha de mandioca
Doce: Cocadinha e merengue
Animal de estimação: Porco
Função: Amarração, demanda, fartura
Número: 08
Cor: Azulão
Ferramentas: Arco e flecha, funda, bodoque, moedas, búzios
Frutas: Ameixa branca, uva rosa
Ervas: Alevante, dinheiro em penca, guiné
Legumes: Batata, palmito
Ajuntós:
*Odé: com Otim, com Iemanjá Bocí 
*Otim: com Odé 

4 comentários:

  1. oi quero fazer uma pergunta pra vcs oque a gente fala no ouvido dos orixas para chamar os achere?

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    1. Olá
      Sugerimos que você questione ao seu Babalorixá ou sua Ialorixá, pois mesmo se trata de fundamento, que não pode ser passado a quem não esteja pronto para recebe-lo.

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  2. Parabéns! Eu gostaria de saber por que estes mesmos orixás são considerados perigosos e qual a relação de ambos com vodus e buracos? Qual o fundamento (mito) que traz isso à tona?

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    1. Oi Josiane
      Não temos conhecimento do mito que faça ligação de Odé e Otim ao buraco. Os mesmo são Orixás ligados à mata, a caça, e consequentemente a fartura.

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