30 de março de 2012

Rezas dos Orixás - Introdução


Fazendo uma pesquisa sobre rezas dos Orixás e suas traduções, encontrei esse trabalho muito bem feito pelo Babalorixá Osvaldo Omo Obatalá, e como não é algo muito fácil de se achar na internet, e muitas vezes nem nos próprios terreiros, decidi postá-lo dividido em partes, seguindo a hierarquia dos Orixás.

“Este trabalho é um compêndio de rezas jeje-nagô, que foram transmitidas verbalmente de geração em geração, cantadas tal qual eram escutadas, quer dizer, foneticamente, por isso para fazer a transcrição ao iorubá nos apoiamos na forma em que se pronunciam as palavras em dito idioma, onde por exemplo “yemanjá” é a forma aportuguesada de pronunciar “yemoja” e assim
por diante. É importante resgatar que a tradução que aqui se oferece não é a literal, mas sim está apoiada nas expressões que se fazem aos Orixás dentro da linguagem do culto. São muitos os que podem oferecer traduções das rezas, mas poucos os que podem traduzir do ponto de vista do sacerdote de Orixá, pois se necessita outro tipo de conhecimento para entender certas palavras.”

Bàbá Osvaldo Omotobàtálá

Para ler corretamente as rezas que aqui apresentamos, torna-se necessário que você tenha um conhecimento básico da fonética iorubá, pelo qual lhe explicamos a seguir como deve
encarar os diferentes acentos e letras que não estão no idioma português.

Vogais e consoantes
E - Soa como "éi"
Ou - Soa como "áon"
S - Soa como uma "tch".
G - Soa sempre como em "gato"(g-gue-gui-go-gu)
H - Soa sempre como uma "j".
J - Soa como uma "e" em "iate".
E - Soa como uma "Ñ".
Acentos
´ - Soa como a nota musical “MEU”
Sem til - Soa como a nota musical “RÉ”
` - Soa como a nota musical “DOU”

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