14 de fevereiro de 2012

Velas

A vela é, com certeza, um dos símbolos mais representativos da umbanda. Ela está presente no congal, nos pontos riscados, nas oferendas e em quase todos os trabalhos. Muitos umbandistas acendem velas para seus Guias de forma automática, num ritual mecânico, sem nenhuma concentração, porém, sabemos que a vida gera calor e que a morte traz o frio. Sendo a chama da vela cheia de calor, ela tem um amplo sentido de vida, despertando nas pessoas a esperança, a fé e o amor.
Se uma pessoa usa suas forças mentais com a ajuda da magia das velas, no sentido de ajudar alguém, irá receber em troca uma energia positiva; mas, se inverter o fluxo das energias psíquicas, utilizando-as para prejudicar qualquer pessoa, o retorno será infalível, e as energias de retorno são sempre mais fortes, pois voltam acrescidas da energia de quem as recebeu. Ao acender velas para alguma entidade, para a firmeza de pontos, para um Orixá específico, ou como oferenda, é importante que a pessoa saiba que a vela é muito mais para quem acende do que para quem está sendo acesa, tendo a mesma conotação do provérbio popular que diz: a mão de quem dá uma flor, fica mais perfumada do que a de quem a recebe. Assim, mais uma vez podemos dizer que: nem sempre a quantidade está relacionada diretamente à qualidade, a diferença estará na fé e mentalização do médium. Isto se dá também na forma de oferendas, não influenciando na quantidade, e sim na qualidade do que é oferecido.
As velas usadas para um objetivo nunca devem ser usadas de novo, mas devem ser deixadas queimar até o fim. A cada novo objetivo, novas velas.
No caso de ascender velas para um ente querido, já desencarnado, se faça em um lugar mais apropriado (cruzeiro das
almas do terreiro, cemitério, igreja) e não dentro de vossas casas; isto porque, ao mentalizarmos o desencarnado, estamos entrando em sintonia com ele,  deixando que este espírito, literalmente, entre dentro de nossas casas. O que não seria o correto, pois estaríamos fazendo com que fique mais "preso" ao mundo carnal, atrasando assim a sua evolução espiritual. 

Cores das velas: 
Ogum - Branca, verde e vermelha
Ossanhe -  Verde
Xangô - Branca e vermelha
Ibejis - Rosa e azul
Exú - Preta e vermelha
Iansã - Vermelha e branca
Iemanjá - Azul claro
Xapanã - Roxa
Oxalá - Branca
Odé / Otim - Azulão
Oxum - Amarela
Pomba gira - Vermelha e preta
Preto velho - Branca ou branca e preta
Omulú - Preta
Bará - Vermelha
Obá - Rosa 

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