29 de fevereiro de 2012

25 de fevereiro de 2012

14 de fevereiro de 2012

Velas

A vela é, com certeza, um dos símbolos mais representativos da umbanda. Ela está presente no congal, nos pontos riscados, nas oferendas e em quase todos os trabalhos. Muitos umbandistas acendem velas para seus Guias de forma automática, num ritual mecânico, sem nenhuma concentração, porém, sabemos que a vida gera calor e que a morte traz o frio. Sendo a chama da vela cheia de calor, ela tem um amplo sentido de vida, despertando nas pessoas a esperança, a fé e o amor.
Se uma pessoa usa suas forças mentais com a ajuda da magia das velas, no sentido de ajudar alguém, irá receber em troca uma energia positiva; mas, se inverter o fluxo das energias psíquicas, utilizando-as para prejudicar qualquer pessoa, o retorno será infalível, e as energias de retorno são sempre mais fortes, pois voltam acrescidas da energia de quem as recebeu. Ao acender velas para alguma entidade, para a firmeza de pontos, para um Orixá específico, ou como oferenda, é importante que a pessoa saiba que a vela é muito mais para quem acende do que para quem está sendo acesa, tendo a mesma conotação do provérbio popular que diz: a mão de quem dá uma flor, fica mais perfumada do que a de quem a recebe. Assim, mais uma vez podemos dizer que: nem sempre a quantidade está relacionada diretamente à qualidade, a diferença estará na fé e mentalização do médium. Isto se dá também na forma de oferendas, não influenciando na quantidade, e sim na qualidade do que é oferecido.
As velas usadas para um objetivo nunca devem ser usadas de novo, mas devem ser deixadas queimar até o fim. A cada novo objetivo, novas velas.
No caso de ascender velas para um ente querido, já desencarnado, se faça em um lugar mais apropriado (cruzeiro das
almas do terreiro, cemitério, igreja) e não dentro de vossas casas; isto porque, ao mentalizarmos o desencarnado, estamos entrando em sintonia com ele,  deixando que este espírito, literalmente, entre dentro de nossas casas. O que não seria o correto, pois estaríamos fazendo com que fique mais "preso" ao mundo carnal, atrasando assim a sua evolução espiritual. 

Cores das velas: 
Ogum - Branca, verde e vermelha
Ossanhe -  Verde
Xangô - Branca e vermelha
Ibejis - Rosa e azul
Exú - Preta e vermelha
Iansã - Vermelha e branca
Iemanjá - Azul claro
Xapanã - Roxa
Oxalá - Branca
Odé / Otim - Azulão
Oxum - Amarela
Pomba gira - Vermelha e preta
Preto velho - Branca ou branca e preta
Omulú - Preta
Bará - Vermelha
Obá - Rosa 

8 de fevereiro de 2012

Logun Edé

Filho de Oxum e Odé, é um Orixá não cultuado em nossa Nação. Segundo as lendas, vive seis meses nas matas caçando com Oxóssi e seis meses nos rios pescando com Oxum. Simultaneamente caçador e pescador, Logun Edé é o herdeiro dos axés de Oxum e Oxóssi que se fundem e se mesclam como mistério da criação. Trata-se de um Orixá que tem a graça, a meiguice e a faceirice de Oxum e a alegria e a expansão de Odé. Se Oxum confere a Logun Edé axés sobre a sexualidade, a maternidade, a pesca e a prosperidade, Odé lhe passa os axés da fartura, da caça, da habilidade, do conhecimento. Ao contrário do que muitos pensam, Logun Edé não é de características masculina e feminina, não é bissexual, ele é um Orixá do sexo masculino. Sua dualidade se dá em nível comportamental, já que possui uma grande relação com sua mãe e com seu pai, trazendo consigo a personalidade desses dois Orixás, além de algumas características marcantes, mas nada que o transforme em um hermafrodita que durante seis meses é homem e seis meses mulher, como algumas pessoas assim o dizem e usam deste artifício para denotações homossexuais. Logun Edé é um orixá de contradições; nele os opostos se alternam, é o deus da surpresa e do inesperado.

Características dos filhos de Logun Edé
Os filhos de Logun Edé possuem as características de Oxum, ou seja, narcisismo, vaidade, gosto pelo luxo, sensualidade, beleza, charme, elegância. Tem também características em comum com Odé, ou seja, beleza, vaidade, cautela, objetividade e segurança. No entanto, há características de Logun Edé que não pertencem nem a Oxum nem a Odé. Na verdade, ele reúne o arquétipo de ambos, mas de forma superficial. A superficialidade é a marca dos filhos de Logun Edé, porque eles, ao contrário dos filhos de Odé e de Oxum não têm certeza do que são nem do que querem. As qualidades de Oxum e de Odé amenizam-se em Logun Edé, mas, em compensação, os defeitos são exacerbados. Dessa forma, os filhos de Logun Edé são extremamente soberbos arrogantes e prepotentes. Mas algo não se pode negar: os filhos de Logun Edé são bonitos e possuem olhos-de-gato, algo que atrai e repele ao mesmo tempo. São mandões, os donos da verdade, os mais belos, cujo ego não cabe em si. Melhor não lhes fazer elogios em sua presença, a não ser que queira ver sua imensa cauda de pavão abrindo-se em leque. Quando têm consciência de que conseguem controlar os seus defeitos, os filhos de Logun Edé tornam-se pessoas muito agradáveis.


Dia: Quinta-feira

Cores: Azul-turquesa e amarelo-ouro
Símbolos: Balança, ofá, abebé e cavalo-marinho
Elementos: Floresta e água de rios e cachoeiras
Domínios: Riqueza, fartura e beleza
Saudação: Logun ô akofá!!!

7 de fevereiro de 2012

Ewá


Orixá feminino não cultuado em nossa Nação, é a divindade do rio e da lagoa Iyewà na Nigéria. As virgens contam com a protecção de Ewá e, aliás, tudo que é inexplorado conta com a sua protecção: a mata virgem, as moças virgens, rios e lagos onde não se pode nadar ou navegar. A própria Ewá, acreditam alguns, só é iniciada na cabeça de mulheres virgens, pois ela mesma seria uma virgem. Ewá domina a vidência, atributo que o deus de todos os oráculos, Orunmilá lhe concedeu. Rege as neblinas e nevoeiros da natureza.


Características dos filhos de Ewá
Pessoas de beleza exótica, diferenciam-se das demais justamente por isso. Possuem tendência a duplicidade: Em algumas ocasiões podem ser bastante simpáticas, em outras são extremamente arrogantes; às vezes aparentam ser bem mais velhas ou parecem meninas, ingénuas e puras. Apegadas à riqueza, gostam de ostentar, de roupas bonitas e vistosas, e acompanham sempre a moda, adoram elogios e galanteios. São pessoas altamente influenciáveis, que agem conforme o ambiente e as pessoas que as cercam, assim, podem ser contidas damas da alta sociedade quando o ambiente requisitar ou mulheres populares, falantes e alegres em lugares menos sofisticados. São vivas e atentas, mas sua atenção está canalizada para determinadas pessoas ou ocasiões, o que as leva a desligar-se do resto das coisas. Isso aponta uma certa distração e dificuldades de concentração, especialmente em atividades escolares.


Dia: Sábado
Cores: Vermelho, coral e rosa
Símbolos: Cobra, espada, lança e arpão
Elementos: Florestas, céu rosado, astros e estrelas, água de rios e lagoas
Domínios: Beleza, vidência (sensibilidade, sexto sentido), criatividade
Saudação: Ri Ro Ewá!

3 de fevereiro de 2012

Oxumaré


Oxumaré não é um Orixá cultuado em nossa Nação, por isso resolvemos falar sobre essa divindade para que possamos conhece-lo.
Oxumaré é o Orixá de todos os movimentos, de todos os ciclos. Se um dia Oxumaré perder suas forças o mundo acabará, porque o universo é dinâmico e a Terra também se encontra em constante movimento. Oxumaré não pode ser esquecido, pois o fim dos ciclos é o fim do mundo. Oxumaré mora no céu e vem à Terra visitar-nos através do arco-íris. Ele é uma grande cobra que envolve a Terra e o céu e assegura a unidade e a renovação do universo.
Filho de Nanã Buruku, Oxumaré é originário de Mahi, no antigo Daomé, onde é conhecido como Dan. Dizem que Oxumaré seria homem e mulher, mas, na verdade, este é mais um ciclo que ele representa: o ciclo da vida, pois da junção entre masculino e feminino é que a vida se perpetua. Oxumaré é um Orixá masculino.
Oxumaré é um deus ambíguo, duplo, que pertence à água e à terra, que é macho e fêmea. Ele exprime a união de opostos, que se atraem e proporcionam a manutenção do universo e da vida. Sintetiza a duplicidade de todo o ser: mortal (no corpo) e imortal (no espírito). Oxumaré mostra a necessidade do movimento da transformação. Xapanã é o irmão mais velho de Oxumaré, mas foi abandonado por sua mãe por ter nascido com o corpo coberto de chagas. Porém não podemos condenar Nanã por esse ato, já que era um costume, quase uma obrigação ritual da época, que se abandonassem as crianças nascidas com alguma deformidade. O deus do destino disse a Nanã que ela teria outro filho, belíssimo, tão bonito quanto o arco-íris, mas que jamais ficaria junto dela. Ele viveria no alto, percorreria o mundo sem parar. Nasceu Oxumaré.
Características dos filhos de Oxumaré:
São pessoas que tendem à renovação e à mudança. Periodicamente mudam tudo na sua vida (de maneira radical): mudam de casa, de amigos, de religião, de emprego; vivem rompendo com o passado e buscando novas alternativas para o futuro, para cumprir seu ciclo de vida: mutável, incerto, de substituições constantes. Como as cobras possuem olhos atentos, salientes, difíceis de encarar. São pessoas que se prendem a valores materiais e adoram ostentar suas riquezas; São orgulhosas, exibicionistas, mas também generosas e desprendidas quando se trata de ajudar alguém. Extremamente ativas e ágeis, estão sempre em movimento e ação, não podem parar.
São pessoas pacientes e obstinadas na luta pelos seus objectivos e não medem sacrifícios para alcançá-los. A dualidade do Orixá também se manifesta nos seus filhos, principalmente no que se refere às guinadas que dão nas suas vidas, que chegam a ser de 180 graus, indo de um extremo a outro sem a menor dificuldade. Mudam de repente da água para o vinho, assim como Oxumaré, o Grande Deus do Movimento.
As pessoas dedicadas a Oxumaré  usam brajá - longos colares de búzios, posicionados de maneira a parecer escamas de serpente. Quando dançam levam nas mãos pequenas serpentes de metal, e apontam o dedo indicador para o céu e para a terra, num movimento alternado. Suas oferendas são feitas de feijão, milho e camarões cozidos no dendê.


Dia: Terça-feira
Cores: Amarelo e verde (ou preto) e todas as cores do arco-íris
Símbolos: Ebiri, serpente, círculo, brajá
Elementos: Céu e terra
Domínios: Riqueza, vida longa, ciclos, movimentos constantes
Saudação: A Run Boboi!!!

2 de fevereiro de 2012


Dia de Iemanjá


Hoje dia 02 de fevereiro é dia da Mãe Iemanjá. Protagonista de milhões de lendas, Iemanjá se multiplica em várias qualidades e se transforma de acordo com a cultura. Chegou ao Brasil nos tempos coloniais, trazida pelos escravos. Em terras africanas era a deusa do rio Ogun, rainha das águas doces. Os cabelos negros, os traços delicados e os seios fartos sintetizam na bela divindade o arquétipo da maternidade. Pois é esse seu grande valor: acolher a todos que lhe pedem ajuda, sem julgar nem minimizar a dor de ninguém. No dia consagrado a ela, lhe oferecemos diferentes presentes -sabonetes, velas, flores e perfumes -, pois acreditamos que a Rainha do Mar leva consigo para o fundo do mar todos os nossos problemas, confidências, e traz de volta somente as coisas boas que tanto lhe pedimos. Seus filhos são serenos, maternais, sinceros e ajudam a todos sem exceção. Gostam muito de ordem, hierarquia e disciplina. São ingênuos e calmos, mas quando se enfurecem são como as ondas do mar, que batem sem saber onde vão parar. São vaidosos e sabem seduzir e encantar com a beleza e mistérios de uma sereia. 


Oferenda para Iemanjá:
Canjica branca, mel, flores azuis, perfume, pente, espelho

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