12 de janeiro de 2012

Escrava Anastácia

Oju Orum, batizada no Brasil como Anastácia, era uma Princesa Banto, vinda do Congo que chega ao Porto do Rio de Janeiro em 1749 e logo é levada para Bahia. Dotada de rara beleza, tinha os olhos azuis, era muito inteligente e possuía o dom da cura. Anastácia era protegida pelo senhor Joaquim Antônio, o dono do engenho, que apaixona-se por ela, e começa a assediá-la, rogando o seu amor que lhe é negado. A beleza e a inteligência de Anastácia incomodava a mulher de Joaquim, que de tudo fez para tentar matá-la. Anastácia, que também possuía o dom da palavra, organiza junto aos outros negros uma revolta em que todos fogem das senzalas, deixando somente a mesma para trás.
Joaquim ao perceber a fuga dos escravos, descobre que Anastácia os liderava, e como castigo manda que se coloque na escrava o colar de ferro usado pelos negros que fugiam, e para que não falasse mais, uma máscara de ferro em sua boca, que só seria retirada para que a mesma pudesse comer. Mesmo nessa situação, Anastácia nunca deixou de sustentar sua dignidade, e mesmo sem falar continuava a dar ordem aos escravos. O tempo passou e a escrava adoeceu gravemente com gangrena pelo pescoço e boca. Quando já estava no leito de morte, o filho de Joaquim vem a adoecer, e sua esposa, que tanto mal fez a Anastácia, vai a senzala pedir-lhe perdão, implorando para que cure seu filho. Anastácia assim o fez, e o senhor e sua esposa arrependidos por tudo que tinham feito à ela oferecem um médico para que venha a salvar-lhe. Anastácia recusa, dizendo que só precisa ficar junto de seu povo, e morre logo em seguida. 

2 comentários:

  1. Jorge da Silva Aguiar jorgenew@msn.com10 de junho de 2012 23:12

    Em 1990, a Rede Manchete de Televisão realizou um seriado que retratou fielmente a história de Anastácia. Salve Oju Orum!

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    1. Exatamente, lindo esse seriado. Em breve postaremos aqui o link para download

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