26 de janeiro de 2012

Dança dos Orixás

Durante as festas que se realizam em homenagem aos Orixás, existe uma diversidade de coreografias que tem por finalidade aproximar o filho ao seu Orixá de cabeça, atraindo para si energias positivas e de proteção.  Através dos movimentos, que se realizam ao toque dos tambores, seguem-se a ordem hierárquica dos Orixás, sem mudar a sua origem.
Ao entender o significado dos movimentos, a pessoa que dança mantém viva uma tradição de séculos, sem perder a riqueza da mesma, exatamente como faziam os escravos ao adorar seus orixás.
As danças podem ser assim definidas:
Bará: Faz-se o movimento como se possuísse uma chave na mão, abrindo os caminhos.
Ogum: Se dança se tivesse uma espada nas mãos, em posição de luta e guerra.
Iansã: Agita os braços para cima e para baixo, representando os ventos.
Xangô: Com as mãos se faz um movimento representando a balança da justiça.
Odé e Otim: Os movimentos são como se estivesse caçando, com arco e flecha.
Ossanhe: Se faz o movimento de esmagar ervas com as mãos.
Obá: A dança apresenta dois movimentos: Com uma das mãos na orelha e a outra como se empunhasse uma espada, ou fazendo um movimento com os braços representando uma engrenagem, que vai e volta.
Xapanã: Se dança como se tivesse uma vassoura nas mãos, varrendo todas as doenças e coisas ruins.
Oxum: Apresenta dois movimentos: Como se tivesse um espelho em umas das mãos e com a outra se penteia, ou levanta os braços, balançando seus braceletes.
Iemanjá: Se faz movimentos com as mãos, imitando as ondas do mar.
Oxalá: Apresenta dois movimentos, sendo que para o Oxalá novo dança-se como empunhando uma espada, e para Oxalá velho, dança-se fazendo movimentos com as mãos nos olhos.

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