20 de dezembro de 2011

É D'Oxum

Vídeo com Rita Ribeiro cantando é D'Oxum, do dvd Tecnomacumba a tempo e ao vivo.



Nessa cidade todo mundo é d'Oxum
Homem, menino, menina, mulher
Toda gente irradia magia
Presente na água doce
Presente na água salgada
Presente na água doce
Presente na água salgada
E toda cidade brilha
Seja tenente ou filho de pescador
Ou importante desembargador
Se der presente é tudo uma coisa só
A força que mora n'água
Não faz distinção de cor
E toda cidade é d'Oxum
É d'Oxum
É d'Oxum
Eu vou navegar
Eu vou navegar nas ondas do mar
Eu vou navegar nas ondas do mar

Download:
É d'Oxum - Mp3

16 de dezembro de 2011

Homenagem aos Orixás

Essa música ficou linda, uma perfeita homenagem aos nossos orixás, na voz de Sérgio Loroza, ex-vocalista do Monobloco.


Oiá oo Xangô Oiá oo Xangô
Oiá oo Xangô Oiá oo Xangô

Saravá!
Oiá oo Xangô Oiá oo Xangô
Oiá oo Xangô Oiá oo Xangô

Eu já pedi a Oxalá
Meu pai Ogum e Iemanjá
Mamãe Oxum e todas as crianças
Pra me dizer o que fazer
Pra minha fé eu não perder
Olhar pra frente e sempre acreditar

Oiá oo Xangô Oiá oo Xangô
Oiá oo Xangô Oiá oo Xangô

E lá na mata com Oxóssi
No meio da natureza
Ver o brilho do sol na cachoeira
E na passagem do milênio
Já pedi pro meu Brasil
Saúde, paz, amor e muito axé

Oiá oo Xangô Oiá oo Xangô
Oiá oo Xangô Oiá oo Xangô

A chuva cai fico contente
Um raio forte cai na minha frente
Pra confirmar que ela está aqui
É a guerreira Iansã ieparrei
Ieparrei ieparrei ieparrei
Iansã

Oiá oo Xangô Oiá oo Xangô
Oiá oo Xangô Oiá oo Xangô

Download:
Os Orixás - Monobloco - Mp3

14 de dezembro de 2011

Quem foi Pierre Verger


Quem nunca ouviu falar em Pierre Fatumbi Verger, não conhece a fundo o mundo dos Orixás. Pierre Verger nasceu em Paris, no dia quatro de novembro de 1902. Desfrutando de boa situação financeira, ele levou uma vida convencional para as pessoas de sua classe social até a idade de 30 anos. O ano de 1932 foi decisivo em sua vida: aprendeu um ofício - a fotografia - e descobriu uma paixão - as viagens. Após aprender as técnicas básicas com o amigo Pierre Boucher, conseguiu a sua primeira Rolleiflex e, com o falecimento de sua mãe, veio a coragem para se tornar um viajante solitário. Ela era seu último parente vivo, a quem não queria magoar com a opção por uma vida errante e não-conformista.
De dezembro de 1932 até agosto de 1946, foram quase 14 anos consecutivos de viagens ao redor do mundo, sobrevivendo exclusivamente da fotografia. Verger negociava suas fotos com jornais, agências e centros de pesquisa. Fotografou para empresas e até trocou seus serviços por transporte. Paris tornou-se uma base, um lugar onde revia amigos - os surrealistas ligados a Prévert e os antropólogos do Museu do Trocadero - e fazia contatos para novas viagens. Trabalhou para as melhores publicações da época, mas como nunca almejou a fama, estava sempre de partida: "A sensação de que existia um vasto mundo não me saía da cabeça e o desejo de ir vê-lo me levava em direção a outros horizontes".
As coisas começaram a mudar no dia em que Verger desembarcou na Bahia. Em 1946, enquanto a Europa vivia o pós-guerra, em Salvador, tudo era tranqüilidade. Foi logo seduzido pela hospitalidade e riqueza cultural que encontrou na cidade e acabou ficando. Como fazia em todos os lugares onde esteve, preferia a companhia do povo, os lugares mais simples. Os negros monopolizavam a cidade e também a sua atenção. Além de personagens das suas fotos, tornaram-se seus amigos, cujas vidas Verger foi buscando conhecer com detalhe. Quando descobriu o Candomblé, acreditou ter encontrado a fonte da vitalidade do povo baiano e se tornou um estudioso do culto aos Orixás. Esse interesse pela religiosidade de origem africana lhe rendeu uma bolsa para estudar rituais na África, para onde partiu em 1948. Foi na África que Verger viveu o seu renascimento, recebendo o nome de Fatumbi, "nascido de novo graças ao Ifá", em 1953. A intimidade com a religião, que tinha começado na Bahia, facilitou o seu contato com sacerdotes, autoridades e acabou sendo iniciado como babalaô - um adivinho através do jogo do Ifá, com acesso às tradições orais dos iorubás. Além da iniciação religiosa, Verger começou nessa mesma época um novo ofício, o de pesquisador. O Instituto Francês da África Negra (IFAN) não se contentou com os dois mil negativos apresentados como resultado da sua pesquisa fotográfica e solicitou que ele escrevesse sobre o que tinha visto. A contragosto, Verger obedeceu. Depois, acabou encantando-se com o universo da pesquisa e não parou nunca mais.
Nômade, Verger nunca deixou de ser, mesmo tendo encontrado um rumo. A história, costumes e, principalmente, a religião praticada pelos povos iorubás e seus descendentes, na África Ocidental e na Bahia, passaram a ser os temas centrais de suas pesquisas e sua obra. Ele passou a viver como um mensageiro entre esses dois lugares: transportando informações, mensagens, objetos e presentes. Como colaborador e pesquisador visitante de várias universidades, conseguiu ir transformando suas pesquisas em artigos, comunicações, livros. Em 1960, comprou a casa da Vila América. No final dos anos 70, ele parou de fotografar e fez suas últimas viagens de pesquisa à África.
Em seus últimos anos de vida, a grande preocupação de Verger passou a ser disponibilizar as suas pesquisas a um número maior de pessoas e garantir a sobrevivência do seu acervo. Na década de 80, a Editora Corrupio cuidou das primeiras publicações no Brasil. Em 1988, Verger criou a Fundação Pierre Verger (FPV), da qual era doador, mantenedor e presidente, assumindo assim a transformação da sua própria casa num centro de pesquisa. Em fevereiro de 1996, Verger faleceu, deixando à FPV a tarefa de prosseguir com o seu trabalho.




Veja algumas fotos do trabalho de Verger:






Ogum no Candomblé

7 de dezembro de 2011

Dia de Oxum

Dia 08 de dezembro é dia da Oxum, Orixá que  reina sobre a água doce dos rios, o amor, intimidade, beleza, riqueza e diplomacia. É tida como a única Orixá que tomaria o nome de acordo com a cidade por onde corre seu rio, o rio Osun, que se localiza em Ijexá, na Nigéria. As qualidades de Oxum mais velhas ou mais antigas são encontradas nos locais mais profundos do rio, enquanto as mais jovens e guerreiras respondem pelos locais mais rasos.

Rio Osun
Em Oxum, os fiéis buscam auxílio para a solução de problemas no amor, uma vez que ela é a responsável pelas uniões, e também na vida financeira, a que se deve sua denominação de "Senhora do Ouro". Oxum é símbolo da sensibilidade e muitas vezes derrama lágrimas ao ocupar alguém, característica que se transfere a seus filhos, identificados por chorões.

Oferenda para Oxum:
Canjica amarela, mel, quindim e flores amarelas.


5 de dezembro de 2011

Regentes de 2012


O ano de 2012 será regido por Oxalá, o grande pai de todos os Orixás e das criaturas e Oxum, a senhora das águas doces, do amor e da fartura.
Oxalá é o senhor do branco, a união de todas as cores, da clareza, da visão, da paciência, da fartura. Oxum é a senhora do amarelo, do ouro, do dinheiro, do amor e da fertilidade.
Será um ano que inclina-se a família, ao lar, as carências existentes neste território. Acredita-se que sera um ano de lutas, mas de alto exito.
Dicas para ano de 2012 e os preparativos para virada:



Cor Oxalá: Branco, branco e preto, prata.
Cor Oxum: Amarelo, dourado
Simbolos Oxalá: Pomba, opachorô (cajado)...
Símbolos Oxum: Coração, leque...
Comidas para serem servidas na virada para Oxalá: canjica branca, merengues, pudins de clara, doces de claras batidas, doce de coco...
Comidas para serem servidas na virada para Oxum: canjica amarela, quindim, mel...
Frutas: Ameixa preta, pêra, coco, uvas verdes, pêssego, mamão, melão...
Ervas: Boldo, alevante, oro, jasmim, manjericão, malva, dinheiro em penca...
Flor: Lírio, jasmim, rosas amarelas...